“O lado escuro da Lua”


eventhorizon,

Já se sabe que o jornalismo científico em Portugal, em termos gerais, não prima pela qualidade. Mas por vezes, seria bom que os jornalistas dedicados a estes temas perdessem alguns minutos a confirmar algumas informações. Por exemplo, com uma pesquisa de cinco minutos da internet, a jornalista que escreveu esta notícia no Público saberia que “o lado escuro da Lua” (astronomicamente falando, não me refiro ao disco dos Pink Floyd) não ganha por vezes esta designação por nunca lá chegar a luz do Sol – ideia obviamente errada!-, mas por aquele hemisfério da Lua nunca ser visível a partir da Terra, devido ao facto de o movimento de rotação do satélite estar sincronizado com o seu período de translação. Enfim, é o que se arranja.

4 comentários em ““O lado escuro da Lua””

  1. Fosse essa a única asneira das notícias sobre “ciência” do Público e eu dar-me-ia por contente. Algumas delas conseguem ser piores que testes do 6º ano a ciências da natureza.

    Desde que o Público acabou com a secção de ciência que a coisa descambou. Como quase todo o jornal, aliás.

    1. Tem toda a razão, os erros são imensos. Há tempos também li por lá que o acelerador de partículas do CERN arrefecia a uma temperatura tão baixa, mas tão baixa… que o/a jornalista nem reparou que era mais baixa que o zero absoluto. E o pior é que, após esta notícia, nem podemos dizer que eles andam com a cabeça na Lua…

      1. Já corrigiram. Ao menos parece que há quem preste atenção ao que se publica (ou aos blogues que comentam as notícias). Pena que não o façam antes da publicação.

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