Nunca cessarei de me espantar com o sectarismo do PCP, incapaz de reconhecer mérito aos empresários, que considera seus “inimigos de classe”, em obediência cega e rígida aos sacrossantos mandamentos leninistas. Mesmo a um empresário como Belmiro de Azevedo, que nunca integrou as famílias do dinheiro antigo nem o capitalismo especulativo e parasitário.
Self made man, oriundo de uma região pobre, Belmiro foi o mais representativo empreendedor privado português em democracia. Desenvolveu um grupo económico que se tornou no maior empregador nacional, apenas superado neste aspecto pelo próprio Estado, garantindo mais de cem mil postos de trabalho num país onde o desemprego é ainda o drama social mais premente. Criou riqueza, exerceu o mecenato (na Casa da Música, por exemplo) e fomentou a cidadania ao fundar em 1989 um jornal de inegável prestígio, o Público, de onde nunca colheu um cêntimo de lucro.
Concordássemos ou não com as ideias do líder histórico da Sonae, agora falecido, a sua memória merece respeito, como ficou assinalado num voto de pesar aprovado pela larga maioria dos deputados na Assembleia da República. Um voto que apenas contou com a oposição declarada dos comunistas: na sua fanática intolerância, o PCP ainda imagina que Portugal ficará melhor sem homens como Belmiro de Azevedo – emblema da iniciativa privada numa sociedade tão carente de investimento produtivo.
Estes serôdios discípulos de Lenine estão redondamente enganados. E cada vez mais acantonados numa ideologia sem sentido. Um mundo sem empresários é fatalmente um mundo sem horizontes. Mais estreito, mais pobre e menos livre.

Se o Pedro ler o texto do voto de pesar, talvez compreenda melhor porque é que o PCP votou contra.
É um texto muito estranho, que, em vez de se centrar somente no homem e nos seus méritos, discorre sobre os méritos e grandezas da Sonae. Coisa totalmente despropositada num voto de pesar, em meu entender.
Não sei quem redigiu aquele texto nem com que intenções o fez, mas compreendo que, não sendo aquilo, a bem dizer, um mero voto de pesar, o PCP tenha votado contra.
“Se o Pedro ler o texto do voto de pesar, ” E acha que o Pedro está para ler …
Alguns não se dão sequer ao incómodo de assinar o que escrevem. Deve ser a voz do “colectivo”.
Desconheço os fundamentos do voto contra do PCP.
Mas, se foram meramente ideológicos, não podemos deixar de os repudiar com veemência.
Nesse caso, o PCP falha estrondosamente o alvo.
O alvo da sua luta nunca podem ser os criadores de riqueza e de emprego.
A sua luta terá que ser sempre pela mais justa distribuição da riqueza produzida.
João de Brito
O PCP só vive por e para a ideologia. E ficou fechado na cápsula do tempo: confunde 1917 com 2017. Foi dos raros partidos em todo o mundo a “festejar” a sangrenta “revolução” soviética que depôs um governo democrático e prometeu uma assembleia constituinte que nunca chegou a reunir-se, mergulhando a Rússia em sete décadas de opressão, guerra, violência, tortura e fome.
E se não forem meramente ideológicos? Então já não falha estrondosamente o alvo? Não seria melhor ler primeiro antes de se pronunciar? É o que (quase) toda agente faz hoje incluindo jornalistas e opinadores: falam sem saberem bem do que falam.
Eu gosto muito de ler, garanto-lhe. Por exemplo: tentei ler a sua assinatura. Infelizmente, não consegui.
Mais
Cobarde e incoerente foi a abstenção do BE.
—
Se a coerência fosse uma virtude política, Cunhal justificava nota máxima e Churchill merecia nota mínima.
Eta, desta vez acertou!!
Churchill merecia nota mínima? Porquê?
Churchill foi bastante coerente (creio eu): foi um imperialista britânico do princípio ao fim.
Na mouche! Outros é que o apreciaram consoante o imperialismo inglês lhes deu ou não jeito. Em 1939 deu imenso jeito, em 1946 absolutamente nenhum.
Belmiro não foi exatamente meigo com a Assembleia da República. Teve comportamentos de desrespeito quando lá foi chamado, por causa da Torralta, se bem me lembro..
Compreendo que a AR não tenha agido então, mas louvar quem nos insulta é absurdo.
Ou as ideias contam na política ou então não precisamos de AR, basta fazer um Portugal SA.
Para o PCP, o “inimigo de classe” é sempre para “esmagar”. Mesmo depois de morto.
Para p PCP e para os outros.
Belmiro morreu mas o mundo não acabou.
Alguns são hipócritas e não o dizem.
O PCP merecia que o latifúndio da Quinta da Atalaia fosse nacionalizado.
O Estado devia edificar milhares de habitações sociais nesse latifúndio.
A insustentável intransigência do facciosismo tacanho já nem devia ser surpresa…
“pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas malhas? então poderíeis se quiserdes também vós dizer o bem, habituados que estais a dizer o mal.”
Adaptado de jeremias 13:23
O partido que enalteceu o ditador Fidel Castro num voto fúnebre apresentado em Novembro de 2016 na sala das sessões da AR é o mesmo que, no mesmíssimo local, recusa apresentar pêsame institucional pela morte de um empresário português que constituiu o seu grupo em democracia e criou mais de cem mil postos de trabalho. Beneficiando assim quase meio milhão de portugueses – contando com o núcleo familiar de cada trabalhador.
Não admira que este partido esteja em recuo acentuado, como as autárquicas de Outubro bem demonstraram, com a perda de dez das 34 câmaras, incluindo algumas tão emblemáticas como Almada, Barreiro, Beja, Peniche, Moura, Castro Verde e Alcochete.
A Guerra Fria já terminou e Lenine permanece embalsamado. O PCP tarda em perceber isso.
Mas contra este tipo de acumular de riqueza que a ideologia do PCP luta. Acho mais hipócrita certos políticos que não gostavam dele virem agora com os habituais lamentos fúnebres.
É extraordinário que o partido político mais rico de Portugal, com um vastíssimo património imobiliário, seja contra a “acumulação da riqueza”. p-e-o-partido-portugues-com-mais-patrimo nio-imobiliario-1798506.html
https://www.tsf.pt/portugal/interior/pc
A oposição a este voto de pesar é em si mesma a maior homenagem o PCP lhe poderia fazer.
É uma grande frase, Paulo. Tem toda a razão.
Se é empresário português a ter sucesso está feito ao bife.
A inveja dos vizinhos deitam-no ao chão.
Se for estrangeiro, multinacional,chinês ou alemão ou mesmo espanhol, tudo lhe beija o cu, e baixa as calças.
Os chineses, dono da luz, auto-europa sempre a ameaçar, os espanhois já são donos dos bancos e a malta muito feliz, nem greves fazem.
Somos assim, não há remédio.
Se for “capital chinês”, o PCP recebe-o de braços abertos. Vem de um “partido irmão”.
Parabéns ao autor deste post. Belíssimo!
Bem haja!
(Aos recalcados do PC, que têm pelos empresários um ódio de morte, um apupo)
Anonima
Um ódio para além da morte, como bem se vê.
Dentro ou fora dos limites do que uma cachola pode encaixar, pode considerar-se que desde já ou mais adiante, um alegado comunista se veja impedido de assumir um voto de pesar pelo passamento de um familiar, camarada ou amigo mais empreendedor ou abastado e bem instalado na vida.
Já há ou mais cedo do que tarde?
Exepto se for um milionário com cartão de militante do Partido Comunista Chinês.
Numa loja perto, já experimentaram perguntar a um trabalhador do Continente o que ele pensa dos horários e ordenados determinados pela família Belmiro de Azevedo?
Maria Caxuxa
Podem também perguntar ao PCP em que é que o partido investiu o lucro de €1,2 milhões registado nos últimos quatro anos. Quantos empregos o partido criou com esses lucros, por exemplo. 2-02-PCP-teve-lucro-de-12-milhoes-nos-ul timos-4-anos is-espaco-mais-festa-futuro-com-abril
http://expresso.sapo.pt/politica/2016-1
E, já agora, quantos postos de trabalho proporciona no latifúndio da Atalaia, no Seixal, só aberto ao público três dias por ano.
http://www.festadoavante.pcp.pt/2015/ma
Para um comentário simples não estava à espera de tanta artilharia.
A toda a perguntaria que coloca,não lhe sei responder. Não sou militante comunista, nem jornalista, nem polícia. Investigue-se!
Mas já alguma vez colocou a tal pergunta a um trabalhador do Continente?
Maria Caxuxa
Vá lá então perguntar ao partido quantos postos de trabalho criou com os lucros milionários, em grande parte provenientes de ser, de longe, detentor do maior património imobiliário dos partidos portugueses, com mais propriedades do que os restantes partidos parlamentares juntos: p-e-o-partido-portugues-com-mais-patrimo nio-imobiliario-1798506.html 8-30-PCP-pagou-29-mil-de-IMI-e-defende-i sencoes-para-partidos-e-Igreja
https://www.tsf.pt/portugal/interior/pc
Um património que em 2016 estava avaliado em 15 milhões de euros:
http://expresso.sapo.pt/politica/2016-0
Daria para pagar largos milhares de salários, se o PCP criasse postos de trabalho. Daria para arrendar com rendas simbólicas a trabalhadores carecidos de habitação, se o PCP disponibilizasse o seu património aos mais desfavorecidos.
Mas não cria postos de trabalho nem pratica rendas sociais.
Esta é a pergunta que lhes deve ser feita: porquê?
Concordo. Para o PCP bons são apenas os afectos ao ideário que professam
– esses podem ser patrões, milionários e outras coisas que criticam em quem joga fora da liga. E a cegueira da inflexibilidade há-de matá-los, seca-os pouco a pouco.
São contra os “grandes capitalistas” em Portugal mas aplaudem os megacapitalistas chineses. Só porque esses capitalistas têm cartão do Partido Comunista Chinês.
O PCP não foi esperto, dava liberdade de voto aos deputados e a votação era exatamente igual. Depois, era só chamar mal-educados a quem critica o pesar ou a bondade alheia, tal como se pode chamar o mesmo a quem anda a ver o que o vizinho mete na boca, droga ou não.
O PCP nunca dá liberdade de voto aos seus deputados. Isso jamais aconteceu.
Belmiro é um dos pais do Portugal moderno e aberto aos Domingos. Se o PCP tivesse levado a sua avante já estaria tudo fechado.
Se o PCP mandasse, Belmiro teria ido criar riqueza e postos de trabalho num qualquer país estrangeiro.
Suspeito que os membros do PCP ficariam de luto se desaparecesse o Capitalista grande proprietário “latifundiário” PCP.
O PCP é um grande proprietário, equiparado nisso a qualquer capitalista. Um proprietário absentista: por exemplo, só dá utilidade pública ao latifúndio do Seixal três dias por ano.
Interrogo-me quantas habitações sociais poderiam ser edificadas naquele vasto espaço tão desperdiçado.
Em 2023, o PCP votou a favor do voto de pesar pelo falecimento de Rui Nabeiro. Não tem nada a ver com algum tipo de preconceito contra empresários, mas sim a capacidade de distinguir bons de maus patrões.
Para o PCP só existe um patrão bom: o patrão Estado.