![img_818x455$2017_10_11_14_07_05_675918[1].jpg img_818x455$2017_10_11_14_07_05_675918[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2018/21131539_STwkK.jpeg)
Monchique ardeu. A maior mancha vegetal do Algarve – com as actividades económicas que lhe estavam associadas, da criação do porco preto à apicultura, passando pelo cultivo do medronho – ficou em larga escala reduzida a cinzas durante oito dias dramáticos: foi até agora o maior incêndio florestal do ano em toda a Europa.
O Governo voltou a revelar a inabilidade que o caracteriza nestes assuntos. No início de Junho, o primeiro-ministro escolhera precisamente a Serra de Monchique para garantir ao País que todos os meios operacionais estavam a postos para salvaguardar novos desastres ambientais, gabando o «trabalho extraordinário» que ali estaria a ser feito.
No final de Junho, falando cedo de mais na sequência da mais fresca Primavera registada em Portugal neste século, o ministro da Administração Interna não resistiu a proclamar que havia menos 71% de área ardida este ano – «graças a Deus, à meteorologia, a Protecção Civil, às câmaras e às entidades de segurança», não necessariamente por esta ordem.
Já com Monchique calcinada, o chefe do Governo voltou a pronunciar-se em termos inaceitáveis, utilizando a palavra «sucesso», que nem o mais desbragado propagandista de turno à geringonça teve a ousadia de aplicar perante as dolorosas imagens que nos iam chegando nesses dias.
Sabe-se hoje que no preciso local onde começou o incêndio de Monchique não havia plano de intervenção florestal: este projecto estruturante aguardava luz verde por questões burocráticas. O que tornou tudo ainda mais chocante.
Matéria mais que suficiente para a intervenção do maior partido da oposição? Claro que sim. Mas onde andou Rui Rio? Ninguém sabe.
O presidente do PSD não se dignou comparecer no Algarve envelhecido, pobre e esquecido, no Algarve do interior rural e serrano de que Monchique é por estes dias um pungente símbolo.
Nem uma palavra de conforto, nem um gesto de solidariedade e amparo às populações flageladas pelo fogo: não lhe ouvimos o mais vago sussurro. Nem um leve reparo nem sequer um tímido franzir de sobrolho perante a desastrada actuação do Executivo, reincidente na insensibilidade perante as desprotegidas populações do interior.
É uma estranha forma de “liderar” a oposição, enquanto o primeiro-ministro – certamente não por acaso – escolhe esta mesma ocasião para demonstrar uma calorosa palavra de apreço ao PSD.
O idílio entre Rio e Costa está no ar. A tal ponto que apetece perguntar se existe neste momento oposição ao Governo em Portugal.

Talvez ele tenha a ideia estranha de que aproveitar as desgraças para fazer política dá um ar de abutre.
Falando em abutres…
Novembro de 2013: sponsabilizacao/incendios-ps-acusa-gover no-de-se-tentar-desresponsabilizar
«PS acusa Governo de se tentar “desresponsabilizar” sobre o ano de fogos florestais muito graves que o País viveu.»
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/desre
Ó Jo, então não foi este governo fez que aproveitou esta “desgraça para fazer política”, andando a dizer que tudo tinha corrido bem (sucesso) e apresentando ao PR, numa parada para as TV, uma razoável quantidade de “operacionais”, todos alinhadinhos e todos bem apresentadinhos, proclamando aos quatro ventos o número recorde de veículos, de aeronaves e de homens e mulheres envolvidos, escondendo as faltas de coordenação e a ineficácia da operação de combate ao incêndio?
O seu comentário só faz sentido para quem pensa que é uma desgraça tudo correr bem.
Este Jo é mesmo louco: acontece um dos maiores incêndios florestais da Europa e ele vem acusar-me, dizendo que eu penso “que é uma desgraça tudo correr bem”. Para o governo, quer ele dizer. Tudo a correr bem para as gentes da serra algarvia e para os portugueses contribuintes do Estado, é que não.
Aqui está um tema em que o actual governo não pode assacar as culpas ao governo anterior, como é habitual fazer, restando-lhe a saída de dizer que está tudo a correr às mil-maravilhas, uma vez que não morreu ninguém, esquecendo as muitas centenas, quando não os muitos milhares de portugueses que foram muito prejudicados, por regra das classes mais desfavorecidas.
E esquecendo, também, que foi o actual primeiro-ministro quem criou, quando era ministro da Administração Interna, a chamada Protecção Civil (desprotecção civil, segundo o velhote algarvio, que falou às TV), corporação que se transformou numa espécie de monstro, pois apresenta uma cabeça muito maior do que o corpo, que se move com dificuldade e de forma descontrola e que quase só serve para ali colocar pessoal dos Partidos, os tais boys, alguns com ordenados chorudos.
Resta-nos esperar que o novo “corpo”a que o actual governo criou na GNR, os chamados GIPS, não se venham a revelar, também eles, um grupo governado por dirigentes utópicos, que só pensam na fotografia, que é como quem diz, no espectáculo, tal como é frequente ver entre o pessoal da Protecção Civil, ufanos nos seus fardamentos cheios de galões. A forma como a GNR adquiriu as novas viaturas para combate aos incêndios, não augura nada de bom.
Sim já sabemos Jo, a esquerda denuncia os problemas enquanto a direita aproveita-se e explora…
Desculpem-me a pergunta: mas anda tudo a dar na medronheira ou só o/a comentadeiro/a Jo é que percebeu que só fica bem a Rui Rio não estar a seguir o exemplo da esquerda-Costa e da esquerda-Robles (e da esquerda-etc.) que, em situação semelhante, não teriam qualquer vergonha em aproveitar a desgraça alheia para fazer baixa política?
Só esse comentadeiro anda com o passo certo: todos nós, os outros, vamos de passo trocado.
Faz lembrar o outro, que ia em contramão na autoestrada.
Então denunciar os problemas, a incompetência é baixa política…
Bem me parecia, isto quando o Governo é de Esquerda muda a narrativa.
Destaquei na minha Praça.
Obrigado, João. Forte abraço. E se quiseres opinar sobre o momento actual do Sporting lá minha outra chafarica, sente-te à vontade para o efeito.
Basta um texto só. Eu destaco.
SL
Pedro, prefiro ler. E tirar as minhas conclusões. SL
Muito bem, João.
SL
A política é mesmo uma nojeira. Rio está na corrida para segundo, para não ser corrido quando ficar em segundo, como Costa teve que inventar a Geringonça para não ser corrido depois duma derrota humilhante. O país que se lixe.
Rio é um afluente de Costa.
O Regime, meus senhores, o Regime…
Tudo o resto é retórica – e de péssima qualidade.
JSP
Há de tudo, neste regime. Como nos outros.
Rio é do mais fraco que existe.
Para a actual UE que anda preocupadissima com os cada vez mais opositores que se manifestam por esses países fora, a solução de governo em Portugal é a ideal: mantém sossegadinhos os que se diziam anti-Europa. Não convém nada que psd ou cds venham estragar o arranjinho.
Isabel, os anti-Europa da Itália , através do seu Ministro do Interior, já deram a entender que a culpa pelo colapso da ponte seria ,de certa maneira ,de Bruxelas. É isto a opção?
Não me posso pronunciar sobre aquilo que não ouvi.
Relembrando, porém, um documentário alemão ( canal Arte ) sobre o estado das pontes e estradas na Alemanha, e verificando os efeitos da política que a Alemanha impôs após a chamada crise das dívidas soberanas, não me admira comecem a cair mais pontes por essa Europa fora, sobretudo do sul.
Espero que este desastre, que certamente não resulta da política do actual governo italiano que lá está há 2/3 meses, mas do desleixo nas políticas de manutenção de obras públicas que, ouço dizer, caracteriza a actuacao de muitos governos na Europa e até nalguns estados dos EUA, sirva de ensinamento para decisões futuras de uns e de outros.
A fiscalização, se for efectuada por um Instituto Público, custa tanto como os salários pagos mensalmente aos técnicos. Se Lisboa consegue realizar ,durante 2anos, obras de reestruturação na Ponte 25 de Abril não vejo como os italianos não as consigam fazer.
Lógica imbatível! Bom feriado.
Ah então é a Alemanha que obriga os outros a endividar-se…e a continuar a aumentar o endividamento. E é isso que faz cair as pontes…
Terão o que merecem quando a Europa for semelhante à Venezuela…
Sabe, eu não faço esse tipo de raciocínios simplistas. Embora não pareça, a variedade de temas que aborda exigiria várias horas e várias páginas para dar uma resposta com nexo. Dito isto, desejo-lhe um bom feriado.
Subscrevo.
Os fogos devem ser tratados como um Assunto de Estado. Uma questão de Defesa Nacional. O problema é que, pelo que ouço, a Protecção Civil dá emprego a muita gente, a começar pelos familiares dos Bombeiros. A Profissionalização de um Corpo de Sapadores Bombeiros deveria ser prioridade governativa, assim como a abertura de caminhos florestais, com máquinas de rasto, para que não hajam tantos “locais inacessíveis “na altura dos fogos
A Profissionalização de um Corpo de Sapadores Bombeiros deveria ser prioridade governativa, assim como a abertura de caminhos florestais, com máquinas de rasto
Pois. Só que, isso custa muito dinheiro (ao Estado, isto é, aos contribuintes). Para se ter um corpo profissional de sapadores bombeiros é preciso pagar-lhes o salário todos os meses. Para se abrir caminhos é preciso indemnizar os proprietários florestais pelos terrenos por onde esses caminhos são abertos.
Os atuais bombeiros, que não são profissionais a tratar de florestas, passam os seus dias a transportar doentes para os hospitais e são pagos por isso. Terá que se passar a ter dois tipos de bombeiros: uns que transportam doentes para os hospitais e outros que andam no meio das florestas a abrir caminhos. Não vai ser barato.
Ficando a floresta mais segura também o investimento aumentará – quem, hoje, com o actual panorama , investe em Floresta ou Turismo rural? – e isso terá reflexos positivos na economia. Aliás o contribuinte português de bom grado verá o investimento público chegar a outras zonas , que não Lisboa. Quantos bombeiros se pagariam com o dinheiro gasto nas PPP rodoviárias? Prevenção, prevenção…
Contra corrente. Custa acreditar que Rio seja tão inocente que possa conceder um milímetro de credibilidade ao conhecido malabarista Costa. Prefiro esperar para ver quando chegar a hora de tocar a capotes. Por parecer que nesta altura do prélio está a dar o meio campo ao adversário seria redonda asneira proceder à sua substituição. Falta uma eternidade para o fim deste jogo a dois.
Nisto continuamos divergentes. O que não tem mal algum, claro.
Quando perceberem que existe uma União Nacional não declarada construída entre outros por um jornalismo monolítico…perceberão que a Democracia acabou.
Os jornais não permitem que exista outra política.
Uma grande desilusão, Rui Rio!
Até você já reconhece, meu caro. Muito me apraz saber.
Lamentavelmente!! Rio parece-me possuído pelo Grima, às ordens de Saruman!
E não há quem lhe quebre o encantamento!! Que se deixe substituir pelo David Justino que faz melhor figura política!!
A gota de água foi perceber que Rio pretende fazer oposição, note-se, ao Bloco de Esquerda!!
“O que não podia acontecer era que as pessoas morressem” é o mote do xuxa Costa perante o “escaldanço” de Monchique. Rio porventura constata que de facto “pessoas não morreram” e retorna a seu silêncio.
A nação nas mãos da geringonça calibra a actuação politica pela técnica de Trump – rasas expectativas e recitação de tautologias , ajeitadas com a narrativa de a “wicked” Hillary ser agora o sacana do Passos ou a sonsa da Cristas. A xuxa prensa da Capital aquiesce, talvez sem sorriso, quando o Capatraz da Geringonça fala de “exexão que confirma xuxexxo” no cenario de tisnado cinzento da serra algarvia. Nos entretantos, envia correspondência a reformados para os ‘informar’ que vão ter um aumento de pouco mais de 1 Euro.
A esperança resta na imaginação – é que a xuxalada, de tão ufanada perante tão parco sustento, vai acabar por exorbitar o delirio de tanto comédia que até, sei lá, aquela senhora que, no pós-bancarrota, andava a passear-se pelos media como uma especie de “sindicalista” de aposentados, se começa a inquietar sobre a consistência da propria permanente. Rio, quedo e mudo, poderá então aparecer sério e moderar arraiais…
Jorg
Bem escaldado.
De facto, caro Jorg. Não acrescentaria uma única vírgula!!
E quedam-se pela reação meramente recognitiva!! Lamentável. Mas ainda há quem goste! Há ainda muitos que apreciam, aplaudem e rendem méritos a esta magnanimidade suicidária!!
Regalam-se a chafurdar! E Portugal aguenta!!
Pedro, hoje não há rio para navegar?

Sem ser este, claro
Está aí o belo Neiva, caríssima.
Lindo e refrescante, apetece mesmo ir a correr para lá molhar os pézinhos.

Está decidido: vou votar no Neiva
Para os interessados em opinar com mais informação:
https://www.dn.pt/edicao-do-dia/12-ago-2 018/interior/foi-a-ganancia-e-nada-mais-q ue-a-ganancia-que-deu-cabo-da-nossa-serr a-9709167.html
Mas qual ganância ,qual carapuça? Foi a incúria, do Estado, isso sim. “A maior reforma da floresta desde D. Dinis!”
Já agora ,alguém o viu?
Pois que se deixem de idílios e sorrisos e risos de crocodilo e trabalhem, façam qualquer coisa de jeito e não nos ofendam os ouvidos e a alma e o mais com balelas. Não dizem que nos representam? Pois ainda não vi que o façam cabalmente, mais parece que andam a brincar à política. Trabalhem e apoiem quem mais precisa que é para isso que os empoleirámos e lhes pagamos dos nossos bolsos. Que também podemos apeá-los.
Ora bem. E em democracia tanta falta faz um bom governo como uma boa oposição.