O homem de plástico


oanonimoanonimo,

Ou estou muito enganado (o que acontece com frequência), ou José Sócrates «está feito». Aos olhos dos portugueses, o homem – que era um assombro de teimosia e de arrogância – está a dar imagem de hesitante e tenta mudar de pele ao sabor da circunstância. Costuma ser fatal. Havia quem não gostasse de Sócrates, porque era um «animal feroz». E havia quem gostava de Sócrates, porque ele era um «animal feroz». Ao mudar de figurino, arrisca-se a que os não gostavam dele continuem a não gostar – a mudança cheira a falso -, e os que gostavam começam a deixar de gostar – desiludidos. Costuma ser este o fim dos políticos de plástico.

16 comentários em “O homem de plástico”

  1. Muitíssimo bem observado, Joaquim! Usando a expressão dele próprio, Sócrates é actualmente um animal feroz “travestido”. Travestido de cordeiro, talvez, mas o povinho, a estes, topa-os bem… e já conhece a história do capuchinho vermelho de trás prá frente e da frente para trás…

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