Ou estou muito enganado (o que acontece com frequência), ou José Sócrates «está feito». Aos olhos dos portugueses, o homem – que era um assombro de teimosia e de arrogância – está a dar imagem de hesitante e tenta mudar de pele ao sabor da circunstância. Costuma ser fatal. Havia quem não gostasse de Sócrates, porque era um «animal feroz». E havia quem gostava de Sócrates, porque ele era um «animal feroz». Ao mudar de figurino, arrisca-se a que os não gostavam dele continuem a não gostar – a mudança cheira a falso -, e os que gostavam começam a deixar de gostar – desiludidos. Costuma ser este o fim dos políticos de plástico.
O homem de plástico
oanonimoanonimo,

Nem mais, Joaquim. Os ‘marketeers’ dele que se cuidem.
Acho que já não há marqueteiros que lhe valham, João.
Por acaso, também me cheira que não.
Eu acho que está por aí a chegar uma tempestade das grandes. Ventos de Belém a toda a força, não?
Muitíssimo bem observado, Joaquim! Usando a expressão dele próprio, Sócrates é actualmente um animal feroz “travestido”. Travestido de cordeiro, talvez, mas o povinho, a estes, topa-os bem… e já conhece a história do capuchinho vermelho de trás prá frente e da frente para trás…
A avaliar pelo estado de espírito dos meus amigos muito socráticos, a coisa está feia para aquele lado, Luís.
Ora seja bem aparecido, caro amigo. Já pensava que essas suas ‘férias’ eram intermináveis!
Obrigado, Pedro. Não tarda, volta tudo â normalidade. Só que a horas diferentes 🙂
Que Deus Nosso Senhor, acompanhado por toda a corte celestial, o oiça, meu caro CR !
Anda por aí informação à solta que, a confirmar-se, sugere vagas de choque, meu caro 100anos.
Bom regresso… do Afeganistão, Joaquim! Já acabou o estado de graça? 😉
Por acaso cheguei agorinha do meu Afeganistão, Ana. E em estado-de-graça 🙂
Chegaste do Afeganistao em estado de graça? Então… e como é que vão as não-sei-quantas virgens?
Não chegei a suicidar-me 🙂
Ah, ainda bem! Que se mantenha por muito tempo, mesmo sem budas gigantes… mas não vale desaparecer por tanto tempo. 😉
É, Ana, estarei mais presente, passada a fase da atribulação 🙂