O genocida que gostava de ler


Pedro Correia,

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É mais apaziguador pensarmos em Adolf Hitler como um demente, virtualmente iletrado: duas doses de extremo fanatismo misturadas com uma dose de loucura produziram o mais repugnante ditador de todos os tempos. Mas alguns estudos históricos rigorosos e muito bem documentados têm desfeito aquela imagem demasiado esquemática do líder nazi — o que acaba por ser ainda mais arrepiante.

Hitler era um leitor compulsivo, possuía uma enorme biblioteca privada, com cerca de seis mil obras espalhadas por três residências (Berlim, Munique e Obersalzberg), segundo revelava já em 1935 uma reportagem assinada por Janet Flanner na New Yorker. Anos depois, o correspondente da United Press International na capital alemã, Frederick Oechsner, avaliava em 16.300 o número de volumes da colecção particular do Führer.

São inúmeros os testemunhos sobre os hábitos de leitura do líder nacional-socialista — desde os tempos em que combatia como cabo nas trincheiras da I Guerra Mundial até aos dias finais de Abril de 1945, no bunker da chancelaria de Berlim, com a cidade já invadida pelos blindados soviéticos. Costumava ler com um lápis na mão e fazia frequentes anotações nas margens. Quase como se dialogasse com o autor.

Nenhum investigador foi tão longe nesta matéria como Timothy W. Ryback, colaborador habitual da Atlantic Monthly, da New Yorker, do Wall Street Journal e do New York Times, que analisou minuciosamente os 1224 livros remanescentes do ditador — «que constituem, no máximo, 10% da sua colecção particular» — hoje depositados na secção de livros raros da Biblioteca do Congresso, em Washington, e na Universidade de Brown, Providence (estado de Rhode Island). Perdidos talvez para sempre, no saque que se seguiu à tomada do bunker hitleriano em 2 de Maio de 1945, estão os cerca de 80 volumes que acompanharam o tirano até ao fim. Um deles — presume-se — seria a versão alemã, condensada, da vasta biografia de Frederico o Grande escrita pelo historiador britânico Thomas Carlyle que lhe fora oferecida semanas antes por Joseph Goebbels.

 

Adolf-Hitler.jpgHitler devorava biografias: Júlio César e Napoleão eram duas das personalidades que o fascinavam. E tinha também especial predilecção por obras relacionadas com arte, sobretudo arquitectura. Mas era igualmente um leitor voraz dos dramas de William Shakespeare, conhecia o Quixote  e não escondia o fascínio por pensadores germânicos como Kant, Fichte, Schopenhauer e Nietzsche.

O “triunfo da vontade” foi um dos conceitos nietzschianos que incorporava sistematicamente nos seus discursos.

 

Nada mais perturbante do que um genocida que gostava de livros — embora tivesse também mandado queimar muitos na praça pública, incluindo obras de Freud, Brecht, Erich Maria Remarque, Thomas Mann e Stefan Zweig.

Na sua biblioteca caseira havia de tudo um pouco — esoterismo, religião, astrologia, volumes inócuos de auto-ajuda, As Viagens de Gulliver, livros sobre campanhas militares, panfletos de promoção da cozinha vegetariana e a mais execrável propaganda nazi. Também lá figuravam, em destaque, títulos como Peer Gynt, de Ibsen, e Feuer und Blut, de Ernst Jünger, e muitos policiais, incluindo a obra completa de Edgar Wallace. Além, naturalmente, do eterno Príncipe, de Maquiavel, e Da Guerra, de Clausewitz.

«Era a biblioteca de um diletante», assinala Ryback no seu livro A Biblioteca Privada de Hitler (editora Civilização, 2011). Mas uma biblioteca praticamente apenas omissa em poesia.

 

«Tiro o que preciso dos livros», gostava de afirmar Hitler. Uma das secretárias que o acompanharam até ao fim, Traudl Junge, conservava em 2001 a memória dos dias crepusculares no bunker, com o autor de Mein Kampf «sentado na sua poltrona, munido dos seus óculos, a ler um livro» enquanto o regime totalitário se fragmentava em escombros.

O arrebatado leitor de Fichte e Nietzsche prometera que o III Reich duraria mil anos: bastaram 12 para este reino de terror chegar ao fim. Ignoramos se o Führer alguma vez chegou a ler Ricardo III. Mas entre as ruínas do seu regime poderia dizer como este rei imortalizado por Shakespeare: «Lançar-me-ei com negro desespero contra a minha alma e acabarei convertido em inimigo de mim mesmo.»

70 comentários em “O genocida que gostava de ler”

  1. Hitler foi um disfuncional que conseguiu arrebatar outros disfuncionais para o legitimarem nas acções que empreendeu. Seria importante analisar no rosto de Hitler a miríade de disfuncionais que o acompanharam ao longo da vida.
    Mas o mesmo se aplica a situações hodiernas.

  2. O que é preocupante não é o genocida que gostava de ler. O que é preocupante é não termos aprendido nada com a leitura sobre o genocídio.
    A comissão de trabalhadores da RTP quer criar um apartheid sanitário na empresa. Proibir não-vacinados de frequentar os mesmos espaços que os vacinados.
    A nível mundial é incentivada a criação da censura nas redes sociais.
    É perturbante a apatia com os povos recebem estas notícias. A semente do ódio foi implantada de tal maneira que ninguém reage. O medo impera, ninguém questiona, ninguém pensa, o poder medíocre avança, e os poucos que ainda resistem são impotentes para travar esta escalada de ódio.
    A criação de um algoritmo para enviar as palavras incómodas para um crematório literário deve ser a visão máxima dos ditadorzinhos deste século.

    1. ‘…é incentivada a censura nas redes sociais’, lá isso é verdade.
      Mas, censura aos artigos de apologia/propaganda ao nazismo ou a ao descalabro fukuyamo do fim da história?

  3. anarca não aceito fascismos de qualquer natureza
    Herr Adolf é um caso que merece estudo sério
    interessante livro « Adolf Hitler mi amigo de juventud – August Kubizek / vendia-lhe as pinturas

    1. Olha um unicórnio!
      Todos os anarcas que conheci estão sempre a pedir ao estado para fazer isto e aquilo…falsos…

  4. Por há anos ter consciência disto é que reajo mal àquelas frases feitas que sempre vejo escritas de que ler faz-nos mais tolerantes e que a ignorância é a mãe de todas as atrocidades. No ano passado aqui mesmo na caixa de comentários do DO essa imagem naïf foi perpassando.

    Ler e ler muito nunca trouxe qualquer garantia ou selo de bom carácter a ninguém. É aliás fácil encontrar dementes e pulhas entre leitores vorazes. Felizmente raros do calibre e com as oportunidades de êxito de Hitler.

    1. “dementes e pulhas”

      Esse livro ainda não li e se quer saber nem gosto de ler porque tenho medo de ficar com o bigodinho do Hitler e a olhar para as Barbas da sapiência da Isabel Paulos.

      Carlos Felix

  5. mandava queimar livros e era leitor compulsivo, tinha uma biblioteca heterogénea com 16.000 exemplares e escreveu uma espécie de manifesto alucinado que se tornou num livro sagrado para os seus seguidores.

    portanto, uma pessoa que se cultivava mas que desejava e impunha aos outros o contrário do que praticava na sua vida privada.

    diria que temos de estar atentos no nosso dia-a-dia. candidatos ao cargo de vilão da história não faltam por aí.

    1. Nos 16.000 de livros da sua biblioteca quantos livros escritores judeus lá estariam?
      Os grandes quadros de pintores judeus saqueados pelos nazis foram parar a colecção particular de goring e outros estavam escolhidos para o grande museu que hitler queria criar na Áustria.

      1. É que nem uma palavrinha sobre os talibãs. ‘Tá bem que eles criaram um emirado e o Catar, Dubai e cia. não são como os Maduros, e só estão a criar problemas as mulheres que mesmo sem covid têm de andar de máscara (o que é que dizem os anti máscaras sobre isto?), mas ficaram com o armamento americano e da nato que pode ser utilizado pelos terroristas.

        1. Aqui, era mesmo inserir um “ba dum tss”! Mas ao manter o silêncio sobre os talibãs, é melhor do que ser como a outra que diz que não cometeram qualquer atrocidade!

      1. Os jornais e ainda pior os telejornais são caricaturas.

        “In this engaging life of the twentieth century’s most self-consciously learned dictator, Geoffrey Roberts explores the books Stalin read, how he read them, and what they taught him. Stalin firmly believed in the transformative potential of words and his voracious appetite for reading guided him throughout his years. A biography as well as an intellectual portrait, this book explores all aspects of Stalin’s tumultuous life and politics.
        “Stalin’s Library A Dictator and his Books”

        Também ler:
        https://www.irishtimes.com/culture/books/joseph-stalin-bloody-tyrant-and-bookworm-1.2798051

        “Stalin, an avid reader from an early age, amassed a surprisingly diverse personal collection of thousands of books, many of which he marked and annotated revealing his intimate thoughts, feelings, and beliefs.”

  6. Excelente, Pedro Correia. O perigo, o problema das ditaduras. Em política os criadores acabam por perder o controle da obra criada. Para Hitler o seu mundo era o seu Reich que eventualmente o destruio. A ele, ao seu e a outros povos. Não será caso único.

  7. Na linha da teoria de que os que votam Ventura, Trump ou Bolsonaro o fazem por serem burros, acéfalos e ignorantes (para além dos fachos por opção), em oposição aos que votam bem, pois são inteligentes e letrados.

    1. Ventura é apoiado por uma maioria de mulheres divorciadas loucas por poderem ser as novas AAV (amantes de André Ventura) o resto são homens desdentados e outros que leram meia dúzia de livros da Abelha Maia e são adeptos do Benfica.

      Maria Adelina

      1. Maria Adelina, faltou-lhe incluir gente da igreja maná e de outras evangélicas que é de onde vem o dinheirinho. Repare que o capachinho é o único que fale de improviso, os outros leem textos previamente escritos, incluindo o deputado substituto que colocou um simples questão no último debate na AR lendo a pergunta feita ao Costa.
        Quem eram as pessoas a quem Ventura arranjou uma papelada para fuga ao fisco e transferência para offshore?

  8. Por muito que nos custe aceitar os facínoras são tão humanos como nós. Têm talentos e virtudes. E também amam e são amados. Não deixa de ser algo desconfortável e inquietante pensar assim.
    PS- A cultura e o conhecimento não têm de andar aliados à virtude.

      1. A cultura e o conhecimento não são garantias de que possamos domar os demónios subjacentes à natureza humana.
        Parece heresia dizer ou escrever isto, mas basta conhecermos em pormenor a história do século XX para formularmos esta conclusão.

  9. É impossível existir totalitarismo sem livros e sem jornalistas/padres. O grau imenso da violência totalitária para existir necessita sempre de justificação. Mao, Estaline, Hitler, Lenine eram todos cultos.

    Por cá em Portugal no 25 de Abril foram os rurais de Rio Maior e religiosos do Norte que defenderam a Liberdade contra os urbanos, muy educados e letrados universitários em Lisboa que queriam uma tirania Marxista fosse ela de inspiração Chinesa, Soviética ou Albanesa…

    É a urbana e educada Lisboa a mais perigosa cidade em Portugal no que concerne a Totalitarismo.

    1. E o Sebastião José Carvalho e Melo também parece que era um homem culto e avançado para época. Os triste fim dos Távoras e do padre Malagrida, entre tantos outros, ilustram o resultado desse despotismo iluminado.

    2. lucklucky
      Então o Sá Carneiro era um letrado universitário de Lisboa?
      ‘…tirania Marxista (letra maiúscula?)….de inspiração Chinesa’ ? Marxismo de inspiração chinês?
      Você vê marxismo em tudo o que não seja o quê?
      Será que o social-democracia do norte europeu, que desenvolveu a Suécia, Noruega, Dinamarca nos países mais desenvolvidos do mundo eram inspirados por marxismo de que região?
      Lembre-se do Fukuyama ainda anda a ver se encontra o Fim da História e o Arroja anda a fazer flicsflacs com a impossibilidade de ter de pagar a contas em euros.

      1. Você encontrava Maoistas, Enveristas fora de Lisboa? E onde estavam os Estalinistas na sua maioria?
        Em 1975 o segundo Partido mais votado no círculo de Lisboa depois do PS foi o PCP.

        .

  10. Nada mais perturbante do que um genocida que gostava de livros

    Acho que o Pedro está a partir do princípio de que ler muito e ser culto faz bem. Mas la verité é que não se tem notado nada.

    1. Pode servir d« para o bem e para o mal consoante a pessoa e talvez a circunstância. Não sei qual o segredo ou segredos que determinam o resultado.

      O genocídio quando estamos a falar de centenas de milhar e milhões de vitímas é algo construído, engenhado. Logo só pode ser feito com ideias.

  11. Jonathan Littell, autor de “As benevolentes” um dos mais brilhantes romances sobre o nazismo que li, disse que a cultura não nos protege de nada, que se podia ser comandante de um campo de morte durante o dia e ouvir um quarteto de cordas de Beethoven à noite.
    É isso que é arrepiante, entre outros motivos porque significa que pode voltar a acontecer a qualquer momento.
    Pode ser reconfortante pensar que tudo se deveu a um louco, mas a verdade é sem milhares de compatriotas seus, dos mais humildes aos mais instruídos (e o aparelho judicial durante o período que o diga…) a contribuírem ativamente – e não, não apenas a virarem o olhar – nada daquilo teria sido possível.
    Cumprimentos

    1. “disse que a cultura não nos protege de nada, que se podia ser comandante de um campo de morte durante o dia e ouvir um quarteto de cordas de Beethoven à noite.”

      Onde é que está a contradição? A exigência musical e o depuramento estético extremo que existe em Beethoven só pode criar desprezo pelo resto dos trambolhos que andam pelo mundo. A tentação de fazê-los desaparecer, em quem tem meios para o fazer, deve ser grande.

    2. «Pode ser reconfortante pensar que tudo se deveu a um louco, mas a verdade é que sem milhares de compatriotas seus, dos mais humildes aos mais instruídos (e o aparelho judicial durante o período que o diga…), a contribuírem activamente – e não, não apenas a virarem o olhar – nada daquilo teria sido possível.»
      Foi isso. É isso.

  12. Querem outro regime totalitário que igualmente incorpora milhões de livros e que auto-reproduz como coelhos? O das praxes académicas…

  13. E estes pequenos ditadores só não são irradiados das respectivas instituições porque estas perderiam 90% dos seus corpos discentes. E claro, a dinheirama!

  14. Acho que não espantará ninguém afirmar que já houve mais Hitlers do que se sabe — e que há mais Hitlers do que se pensa. A monstruosidade do Adolfo a organização e a “limpeza”, a eficiência sinistra e documentada de que todos os fascismos e os comunismos são capazes. Na Ásia, no Islão, em África, na América do Sul — não faltam chefes sanguinários que dizimam populações inteiras num piscar de olhos.

  15. O caso de Hitler, dos seus gostos e desgostos, demonstra algo de preocupante e que se mantém até nos dias de hoje, que é o problema de julgar um livro – aqui proverbial – pela capa. Quem for ler “Mein Kampf” – e temos um colega que o fez, efectivamente – acaba por notar que, nas circunstâncias em que Adolf Hitler fez o que fez, muitos de nós o faríamos também, e talvez até faríamos pior que ele.

    No caso dos livros, por exemplo, é demasiado fácil dizer que ele mandou queimar muitos, sim, MAS… poucos se interrogam sobre o porquê, e sobre que livros. Pelo menos um deles estava repleto de horrendas abominações, e merecia, sem qualquer dúvida, essa destruição a que foi votado.

      1. A mais evidente de todas elas é uma culpabilização dos Judeus por todos os males do mundo, ideia que já vem de tempos da Antiguidade Cristã. O tema – mesmo nos primeiros séculos da nossa era – dá o proverbial pano para mangas.

        1. O facto de alguém considerar alguém culpado não implica necessáriamente o extermínio dessa pessoa.
          Isso só pode acontecer a quem se substitui aos Deus(es), pensa que fala em nome Dele(s) ou tem a certeza que não existe Deus.
          Um dos mecanismos pensamento daqueles que no Ocidente substituiram o acreditar na Religião por um acreditar na Política é que cada coisa com que não concordam deve ser punida.

    1. Não é que os livros tenham demasiada importância, mas destruir livros reveste-se tanto de infantilidade como de inutilidade: quando há alguém quem tem medo de ideias quaisquer que elas sejam… quem quer que a História comece por si… quem quer re-escrever a História para moldar as gerações no futuro….acaba sempre mal e tudo à volta tudo em guerra.

      É por isso que o socialismo e o esquerdismo, no seu afã infatigável para moldar a História e as pessoas, são abomináveis. Qual é a diferença, na crença absoluta da sua superioridade moral, entre um comunista, um socialista ou Hitler? Nenhuma. E é por isso que todos eles tentam modificar o mundo.

  16. Será que outros genocidas, tipo Estaline e Mao tinham igual gosto para a leitura? Como serão tão semelhantes!!

    1. “Será que outros genocidas, tipo Estaline e Mao tinham igual gosto para a leitura?”

      Sim quer Estaline quer Mao liam com avidez.

      1. Eram grandes leitores. E Mao até gostava de escrever poesia. Nos anos 70 Durão Barroso e Ana Gomes, entre outras figuras hoje muito conhecidas por cá, apreciavam esses versos.

  17. Uma coisa é assustadora..Hitler podia ter as ideias genocídas mas milhões de alemães seguiram este monstro, muitos desses seguidores eram lunáticos mas muitos outros eram pessoas normais … sim normais.Muitos que trabalhavam em campos de concentração, por exemplo guardas e oficiais fora do campo eram pessoas que tinham vidas normais mas lá dentro faziam o que faziam só para cumprir ordenou seja moral da história será que em determinado contexto pessoas normais serão capazes de cometer atrocidades só para cumprir ordens? ou por outro motivo qualquer? será que isso pode acontecer nos tempos de hoje?acredito plenamente que nós repetimos os erros do passado

    1. Nós aqui neste cantinho da Península não temos bem a noção das mágoas e dos rancores que existem entre populações naquelas regiões da Alemanha, Ucrânia, Polónia, Lituânia e Bielorússia, com fronteiras instáveis desde o século XVIII e onde foram ocorrendo inúmeros pogroms e genocídos ao longo da história, muitas vezes entre aldeias vizinhas. Aqueles países estiveram sempre encravados entre 2 impérios e por exemplo as florestas da Pol´nia e da Lituânia (Puszcza Białowieska na fronteira com a Bielorússia, como o nome indica) foram sempre vistas como zonas de caças e fonte de riqueza quer do Império Austro-Húngaro quer do Império Russo que as disputaram sucessivamente ao longo de séculos e faziam aí as suas coutadas com os devidos “impostos” sobre as populações naturais.

    2. “será que isso pode acontecer nos tempos de hoje?”

      Claro que sim, basta repetir muitas vezes e o que quer que seja passa a ser a realidade.
      A maior parte das pessoas acreditam no Aquecimento Global provocado pelo CO2. Porquê? porque foi repetido muitas vezes.

      1. Até é estranho que haja um Prémio Nobel, disseram na TV, para premiar os 2 cientistas que “provaram” a relação entre o CO2 e o AG… Quer dizer, não há invenção nenhuma nem (tanto quanto sei) provas laboratoriais sobre esse facto particular. Foram premiados modelos explicativos de relações sistémicas… mais tarde usados nos modelos climáticos.

        1. Pois. Os jornalismos são instrumentos de propaganda.
          Por isso no caso do AG modelos agora valem como provas…porque convém.

          Conhecer história e navegar as diversas propagandas do jornalismo é a nossa única opção. Conhecer história é aliás um excelente antídoto ao jornalismo.

  18. nao havia nec essidade.
    Explico.
    Até elogio a coragem de explicar Hitler, tambem porque considero-o só mais um tipo (normal) cujas cirunstancias potenciaram aquilo tudo.
    Nao havia necessidade, mas porque um dia deste, ocorreu-me que o Pedro tambem lia biografias. E foi quando neste post cheguei a esta parte, que me assustei.

    Quanto ao mais, continua a ser tabu, no maximo questiona-se, se a cultura nao é “criminosa”.

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