O folhetim do convite


jmmcc,

Primeiro, foi Francisco Louçã a divulgar o "assédio" do PS a Joana Amaral Dias. A bloquista tinha ficado calada.

Depois, foi o porta-voz do PS a desmentir com veemência que José Sócrates a tivesse tentado fosse com o que fosse, o que só serviu para sabermos que Sócrates não o tinha feito pessoalmente, mas sem sabermos se alguém o fizera por conta própria ou em nome do PS ou do secretário-geral socialista. Joana manteve-se em silêncio.

A seguir, pareceu que o convite poderia ter partido dos socialistas de Coimbra. Joana continuou de boca fechada.

Hoje, as notícias dizem que a abordagem foi feita pelo secretário de Estado das Obras Públicas, que nega tê-lo feito em nome do PS ou estar mandatado pelo seu secretário-geral e também nega ter oferecido cargos aliciantes, ficando por saber-se que convite teria ele feito se tudo não passou de uma iniciativa pessoal. Joana conserva o caso em segredo.

Assim, resta desejar a Joana Amaral Dias que recupere da grave rouquidão e esperar que não seja gripe A. E não se preocupe que não ficará mal na fotografia, porque o fotógrafo tinha mais que fazer e já se foi embora.

12 comentários em “O folhetim do convite”

  1. João:

    Boa “malha”. (nada deconfusões com o SS)
    Ainda iremos ver neste folhetim do convite a JAD, o feitiço a virar-se contra o feiticeiro ou seja o convite foi feito só ninguém sabe por quem, isto cheira-me a mais uma trapalhada do grande lider que ficará por explicar, mas claro, é porreiro, pá.

    1. O problema nem está no convite, nem nela, nem no PS, nem no BE. Nem sequer no caso, Carlos. O problema é que já andamos todos a habituar-nos a que as coisas fiquem sempre por explicar. Mesmo as mais sérias e obscuras.

  2. Mas por que é que Joana há-de falar? Para fazer a vontade aos senhores jornalistas?

    Vejamos: Joana não terá encarregado Francisco Louçã de denunciar a situação. Possivelmente, Joana nem contou diretamente a Louçã o que se terá passado. Ou seja, Joana não tem culpa nenhuma de que Louçã tenha vindo cá para fora com a história. Ora, se Joana não tem culpa, também não tem explicações a dar.

    Quem tem explcações a dar e detalhes a fornecer é, apenas e sobretudo, Louçã. Os jornalistas devem dirigir-se a ele e saber, como é que ele soube desta história (se foi a Joana que lhe contou ou se foi outra pessoa qualquer) e quem é que foi a pessoa do PS ue convidou Joana. E, depois de saberem isto, devem dirigir-se a essa pessoa do PS e pedir-lhe que confirme a acusação de Louçã.

    Os jornalistas portugueses devem habituar-se ao facto de que as pessoas não têm nada que falar só para lhes fazer a vontade. Joana fala se quiser, se não quiser não fala, e de qualquer modo não é a ela que tem que se fazer perguntas, porque não foi ela quem contou a história em primeiro lugar.

    1. 1. Não sou jornalista, mas acho-lhe graça, como sempre, Luís.

      2. Não sei se algum jornalista fez perguntas a Joana. Nem me interessa. No fundo, as suas considerações também são todas baseadas em ‘ses’: ‘se’, ‘se’ e mais ‘se’.

      3. Não falta por aí quem se farte de querer responder a jornalistas muito antes de a estes lhes passar pela cabeça fazer perguntas (de Dias Loureiro a Isaltino, de Felgueiras a Gondomar, etc., etc., etc.).

      4. Se (repito: se) alguém sabe a história toda é a Joana. Queira ela falar ou não e tenha ou não combinado com Louçã a denúncia.

      5. Porém, como diz o Luís, «Joana não terá encarregado Francisco Louçã de denunciar a situação», o que transforma este seu comentário numa especulação com o mesmo valor que qualquer outra. Reconheço a sua legitimidade para isso. Reconheça também a minha. Com uma diferença: limito-me a achar que a Joana é a única pessoa capaz de esclarecer tudo cabalmente. Se o faz ou não, estou-me nas tintas.

  3. Se as conversas de Campos com Joana eram particulares, como ele diz, por que motivo havia de dar conhecimento das mesmas a Sócrates, ao PS, etc.?
    Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo.
    Falta a Campos explicar como é isso de ter dito a Joana e a vários outros intervenientes no caso que tinha “carta branca” de Sócrates para fazer convites…
    Esta gente tem mesmo uma relação muito difícil com a verdade.

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