O fim do Sol e do jornal I


Patrícia Reis,

A morte de um jornal é sempre triste. A morte de dois jornais duplica a tristeza? Não. Assusta. Assusta muito. Para os meus colegas de profissão, do jornal I e do Sol, fica a minha solidariedade. O jornalismo precisa de bons profissionais, de seguir o código deontológico, de ser sério. Quando os grupos económicos apostam na comunicação social e falham, a culpa não é dos jornalistas. Disso tenha a certeza.

11 comentários em “O fim do Sol e do jornal I”

  1. Eu tenho a certeza que são os culpados.

    O jornalismo falhou em tudo, do petróleo(iria acabar) ao “clima” (já estaríamos sem gelo), do islamismo(era xenofobia e racismo) à economia(dívida ignorada, por exemplo cá nem um jornal português listou a dívida a aumentar apesar de estar a bater records).
    Em 2008 disse numa sala de gente que lê jornais que iríamos parar à bancarrota. Todos olharam para mim como se fosse um alienígena.
    O Expresso teve a famosa capa : o FMI já não vem.

    E isto só história recente.
    Historicamente o Jornalismo ajuda o terrorismo de esquerda e sem ele nunca o Comunismo teria durado 70 anos.
    O excelente exemplo recente ainda sobre o Bataclan do que é o jornalismo: a fotografa da criança afogada foi destaque e promovida, mas todas as fotografias do Bataclan com vítimas mesmo à distância foram escondidas, Lembremos o 11 de Setembro para a mesma censura. Porque o Jornalismo é Política.

    E falhou em tudo porque não existe. Não tem o propósito de informar.
    O jornalismo existe para proselitismo da nova religião em termos históricos: a Política. E como é óbvio quem quer promover mais a política é a Esquerda.

    Promover mais política é inevitavelmente promover o socialismo e a tirania pois a politica é o que fazemos em conjunto.
    E se fizermos tudo em conjunto não há Liberdade. Temos de ser todos iguais.

    Por isso é que jornalismo é uma profissão monocultural, não conhecem nada sobre engenharia, guerra e armas, saúde, nada…e não conhecem porque não querem conhecer.

    1. “sem ele nunca o Comunismo teria durado 70 anos. ” Por demais evidente: só teria durado 69. Isso já foi demonstrado por vários intelectuais.

      1. Foi só ler durante 30 anos a tentativas dos jornalistas a elogiarem ou a não criticarem as intervenções russas. Não houve expressões como escalada militar e outras quando os russos intervieram na Síria.
        Ou como nunca vimos a promoção de alguma foto de uma criança Cubana afogada a fugir com os pais do Regime Comunista Cubano.

        Ou como o Jornalismo Ocidental reconheceu como representantes os membros mais violentos dos países Árabes.
        Durante décadas fizeram o que Mário Soares queria fazer há 10 anos : entregar a Bin Laden o poder sobre o mundo Islâmico ao defender a negociação com a Al Qaeda.
        O The Guardian jornal da Esquerda gosta muito de convidar o Hamas para conferências. Hamas que quer as mulheres bem controladas.
        Ou é preciso lembrar a falsa capa da revista Visão ? : “Massacre de Jenine”
        Ou como Sabra e Chatila esteve em todos os jornais tugas -e nem foi realizado pelos Israelitas – mas o massacre de Damour feito por Palestinianos que provocou o outro não.
        E como posteriormente o autor do massacre de Sabra e Chatila foi nomeado pelos Sírios como Ministro Libanês dos Refugiados Palestinianos e nem houve um aí?
        Nem uma notícia.
        Mas todas as outras “provocações” imaginárias ou verdadeiras já dão lastro moral para todo o tipo de violência aceite pelo jornalismo. Esta não.
        Demonstrava quem manda, os Sírios e o jornalismo estava de acordo.

        Veja-se por exemplo hoje como os jornalistas hoje não falam, estão caladinhos sobre o uso de bombas não guiadas pelos Sírios e os Russos.
        Ou como desapareceu das notícias o fósforo branco, as bombas clusters, as minas anti pessoais. Todas bem usadas na Guerra Civil da Síria.
        Fosse uns km mais abaixo e já teríamos “notícias”.

        Aliás a maior parte das guerras feitas pela Esquerda só foram possíveis com minas anti pessoais, por exemplo 70% das baixas americanas no Vietname foram minas e armadilhas. Silêncio.

        Ou como um falhanço de um empresa é uma nódoa que representa o falhanço de todo o capitalismo, quando precisamente uma das razões úteis- para lá da Liberdade de criar- para existirem muitas empresas é precisamente porque falham. E quando os falhanços do Socialismo de Estado nunca representam o falhanço do Socialismo. Que é único.

        Ou como os jornalistas não querem saber nada do que se passa nos hospitais não fossem eles demonstrar altas taxas de infecções e por em causa o SNS.

        Ou como as wikileaks foram silenciadas porque em muitos casos não demonstravam o que os jornalistas queriam demonstrar como as ditas “mentiras” sobre armas químicas no Iraque.

        Isto são só alguns exemplos da activa censura do jornalismo. De como não presta. De como tão marcado pela cultura Marxista funciona activamente para por em causa a Civilização Ocidental.

        Queimar uma bandeira americana é aceitável, queimar uma bandeira de outro pais qualquer não Ocidental é xenofobia e racismo .
        É isto que o jornalismo tem recompensado nos últimos 40 anos.

        O mundo que hoje temos deve muito às recompensas que o Jornalismo deu e dá.

  2. O jornalismo português é mau e, por mim, deixei de comprar e ler seja o que for que use o “acordês”. Já deixei de gastar muitas e muitas centenas de euros com publicações portugueas (jornais, revistas e livros).

  3. Peço, como leitor que os jornalistas desfoquem dos próprios umbigos(sei que é penoso quando nos toca a nos), e vão á procura das novas formas que vão (de certeza) aparecer, para preencher as necessidades reais de informação/formação dos cidadãos . Olhando para aqui no nosso cantinho, se tivesse havido mais jornalismo a sério seia impossivel uma seita socratica e DDts fazerem o que fizeram sem alertas generalizados dos “jormalistas”. Sobraram os ” despertigiados” CM e Moura G o que assusta e é significativo dos jornalismo que temeos tido.

  4. É a economia a funcionar, quando o produto produzido é de má qualidade perde para outros.
    Não concordo que desculpe os jornalistas, eles eram uma das peças chave da empresa, se não conseguiram demarcar-se dos seus patrões e fazer-lhes ver que sem isenção, profissionalismo e comportamentos éticos os projectos em que trabalhavam não sobreviveriam também não eram úteis aos leitores.
    Estes dois títulos são alguns dos indissociáveis da maneira de pensar e agir que os grandes senhores feudais do tempo actual querem fazer passar para a sociedade, são (foram) um dos peões de brega usados na estratégia de condicionar o comportamento da sociedade nos tempos actuais, omitir as verdades que são apenas veiculadas no “secretismo” das redes sociais, de fóruns anónimos..continuar a lançar cortinas de fumo sobre as verdadeiras intenções e objectivos da “elite” económica, politica e social.
    Como habitualmente safam-se os da cúpula ” que usaram e condicionaram os restantes enquanto tal lhes foi útil , como agora são um estorvo descartam-se deles mas até esses agora descartados sabiam que isso poderia acontecer mas enquanto lhes deram um salário venderam a sua ética, o seu profissionalismo e assim que puderem voltam ao mesmo… envergonhando a sua profissão e os poucos que ainda lutam no meio contra os interesses e vontades que nela existem.
    Os jornalistas vivem da Verdade e enquanto forem eles os 1ºs a distorce-la ou ignorá-la estarão sempre dependentes dos interesses que lhes pagam.
    Não vou dizer que os outros “títulos” da nossa imprensa são melhores, disfarçam é melhor…

  5. Os jornalistas são os menos culpados do que se está a passar no jornalismo.

    Se o poder económico domina tudo, porque razão não deveria dominar a informação (especialmente a que é do seu interesse)?

    Hoje existe um monopólio da comunicação social que nunca antes existiu. Nem durante a ditadura, em que houve jornais que mesmo com a existência da censura, nunca foram a “voz de qualquer dono”. Como por exemplo a “República” e o “Diário de Lisboa”.

    Os jornalistas dos nossos dias sobrevivem (precisam do ordenado para subsistir diariamente…) e sujeitam-se ao poder dos directores escolhidos a dedo pelos “donos” do jornal, estes sim, cada vez mais “censores” com um lápis invisível capaz de cortar mais que os velhinhos lápis de cor azul…

  6. Cá por mim, apenas se perdem duas capas…
    Há muito tempo que não acredito em jornais nem vejo telejornais.
    Olho para as capas…

  7. Tendo em conta a péssima qualidade dos jornais que se publicam em Portugal, não acho que o seu desaparecimento seja triste. Por mim, não servem para nada de positivo, só servem para fazer merda.

  8. O estraga tudo é a sabujice …

    Repare-se na volta de 180 graus do programa EIXO DO MAL… !

    Só isso leva-nos a duvidar da seriedade dessa gente ( todos jornalistas encartados)

    Clara Ferreira Alves é o exemplo mais flagrante!

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