O fim do euro.


Luís Menezes Leitão,

 

Parece evidente que os países do Sul da Europa precisam de imprimir dinheiro como de pão para a boca, sem o que vão continuar com um sufoco absoluto nas suas economias. Os Estados Unidos da América têm aliás dado o exemplo, uma vez que não têm parado de imprimir dólares desde que começou a crise, e não se têm dado mal com isso, não sofrendo o dólar da mesma desconfiança com que o euro é encarado a nível internacional. A Câmara de Nápoles já assumiu a dianteira e decidiu criar uma moeda própria, o napo, que faz circular em complemento com o euro, aumentando assim a massa monetária em circulação na sua cidade. Ora, é manifesto que se a moda pega, haverá imensas cidades a repetir a mesma iniciativa, a começar por Lisboa, onde António Costa não se deverá esquecer de lançar o lisbo, uma vez que, como se vê pelo amontoar de lixo nas ruas, Lisboa quase parece gémea de Nápoles. A questão é que os alemães, com a sua obsessão pela disciplina orçamental, acharão que os latinos os estão a tomar por “napos”, inventando este tipo de estratagemas. É por isso manifesto que o euro não tem salvação possível.

6 comentários em “O fim do euro.”

  1. Outro bom exemplo de um país que não tem medo de ligar as impressoras é o Japão.
    Estes 2 países são muito estranhos, parece que partilham daquela ideia meio maluca de que as dívidas são para ser geridas.

  2. Sim. “Money talks”.

    Uns -financeiros e políticos- enriqueceram desmesuradamente com a atabalhuada e muito pouco democrática (popular) criação desta “União Europeia” e -a linda cereja em cima das suas fortunas- o, este, €uro.

    O próximo passo será o re-enriquecer dessa e outras elites financeiras e políticas -desta vez já detentores de pricipescos pedigre- com a destruição eminente daqueles dois mamarrachos.

    Quem gritará o início da rebelião?.
    Não a minúscula Grécia, nem o inexistente Chipre.
    Nem a enérgica Espanha nem a complacente -jovem- Italia….

    Mais uma vez a historicamente velha, inconformada -com uma incorregível Alemanha- França, tão eficazmente vacinada pelo Sr. Hollande?. Quando?.

    “Money (and pride) talks”.
    Ps. E o Reino Unido?. Resistirá ao cataclísmo Obama?.

  3. “não se têm dado mal com isso”

    Com opiniões assim não admira que estejamos onde estamos. Um apoiante das teorias económicas de Sócrates sem o conseguir assumir.

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