
Parece evidente que os países do Sul da Europa precisam de imprimir dinheiro como de pão para a boca, sem o que vão continuar com um sufoco absoluto nas suas economias. Os Estados Unidos da América têm aliás dado o exemplo, uma vez que não têm parado de imprimir dólares desde que começou a crise, e não se têm dado mal com isso, não sofrendo o dólar da mesma desconfiança com que o euro é encarado a nível internacional. A Câmara de Nápoles já assumiu a dianteira e decidiu criar uma moeda própria, o napo, que faz circular em complemento com o euro, aumentando assim a massa monetária em circulação na sua cidade. Ora, é manifesto que se a moda pega, haverá imensas cidades a repetir a mesma iniciativa, a começar por Lisboa, onde António Costa não se deverá esquecer de lançar o lisbo, uma vez que, como se vê pelo amontoar de lixo nas ruas, Lisboa quase parece gémea de Nápoles. A questão é que os alemães, com a sua obsessão pela disciplina orçamental, acharão que os latinos os estão a tomar por “napos”, inventando este tipo de estratagemas. É por isso manifesto que o euro não tem salvação possível.

Um napo quantos dólares vale?
Luís: egel/germany-s-local-currencies-economic-c ure-or-fool-s-gold-a-469875.html
Há moedas regionais em muitos países; incluindo na Alemanha:
http://www.spiegel.de/international/spi
E parece resultar do artigo que não valem o papel em que são impressas: ouro dos tolos.
Outro bom exemplo de um país que não tem medo de ligar as impressoras é o Japão.
Estes 2 países são muito estranhos, parece que partilham daquela ideia meio maluca de que as dívidas são para ser geridas.
Sim. “Money talks”.
Uns -financeiros e políticos- enriqueceram desmesuradamente com a atabalhuada e muito pouco democrática (popular) criação desta “União Europeia” e -a linda cereja em cima das suas fortunas- o, este, €uro.
O próximo passo será o re-enriquecer dessa e outras elites financeiras e políticas -desta vez já detentores de pricipescos pedigre- com a destruição eminente daqueles dois mamarrachos.
Quem gritará o início da rebelião?.
Não a minúscula Grécia, nem o inexistente Chipre.
Nem a enérgica Espanha nem a complacente -jovem- Italia….
Mais uma vez a historicamente velha, inconformada -com uma incorregível Alemanha- França, tão eficazmente vacinada pelo Sr. Hollande?. Quando?.
“Money (and pride) talks”.
Ps. E o Reino Unido?. Resistirá ao cataclísmo Obama?.
“não se têm dado mal com isso”
Com opiniões assim não admira que estejamos onde estamos. Um apoiante das teorias económicas de Sócrates sem o conseguir assumir.