
(Postal de 1 de Maio, aqui🙂
Acaba o estado de emergência, a “II vaga” passou… O país segue vitorioso, a “Super-Marta” – como a proclama a comunicação do ISCTE-IUL – foi magistral e o governo excelente. A TV mostra o drama na Índia: 140 vezes a nossa população, 10 vezes o nosso maior número de mortos diários. “Pobres indianos”… comovemo-nos.
Vou à chinchada. O sumo de limão acompanha bem isto, se misturado. Parece-me que o povo o injecta. Eu bebo-o.
(Adenda de 2 de Maio:)
Leio que o dr. Paulo Portas acaba de definir a situação indiana como uma “catástrofe planetária”. À mesma hora o dr. Marques Mendes dizia a Clara de Sousa (que nariz!!!) que o “governo tem estado muito bem”. Insisto no meu diagnóstico, há demasiado comércio de “panfletos”.

É para isso que existe a Comunicação Social. Promover a religião do regime: Socialismo.
E eles não se perguntam como a Índia passou até aqui…a Comunicação Social só faz perguntas a que já sabe a resposta. As que não sabe é melhor não fazê-las.
“140 vezes a nossa população, 10 vezes o nosso maior número de mortos diários.”
E em qualquer dos casos “Com” Covid não “Por” Covid.
👍
Curioso… nunca tinha pensado na Clara de Sousa como a nossa Cleópatra nacional!
Percebo-lhe a diferente sensibilidade. Esclareço que se trata do verdadeiro Farol de Alexandria, que nos guiou a bom porto durante estes confinamentos…
“…140 vezes a nossa população, 10 vezes o nosso maior número de mortos diários.”
Não estou a ver onde está o drama na Índia.
Para ser um “drama” igual ao nosso o número de mortos não deveria ser também 140 vezes mais?
Não será melhor rever a regra de três simples?
Em termos absolutos sim, parece haver uma situação dramática na Índia, o crescimento da onda de infecções, a falta de cuidados médicos suficientes. E há também uma desconfiança (eu, pelo menos, tenho-a): a de que as estatísticas não estejam completas, e que possa haver mais casos não contabilizados. Desta última desconfiança alguns “póscoloniais” logo clamarão “eurocêntrico”, apontando talvez até “racismo” a esta suposição: são exactamente aqueles que logo esqueceram que as próprias estatísticas portuguesas também deram azo à suspeição de contagem inferior aos afectados (e que não inserem os mortos, a curto e médio prazo, dos que morreram e irão morrer devido à pandemia e não devido à doença).
Agora, e como muito bem diz, Carlos Sousa, andar a clamar “catástrofe indiana” diante deste números, e poucos meses depois de sermos os piores do mundo quanto aos efeitos do Covid-19, e de termos números 14 vezes piores do que os actuais indianos, é de bradar aos céus. Isto enquanto o porta-voz de Belém vai à tv privada fazer o seu servicinho, dizendo bem do governo, e enquanto os prostitutos do PS contratados pelas universidades públicas para (também) dizer bem do governo anunciam a nossa ministra da Saúde como “super”? Isto seria inacreditável se não fosse o real, a imprensa e o Estado a aldrabarem o povo para manter esta gente no poder.
Para mim – cada cabeça sua sentença – o drama da Índia é real e pode ser global. Mil e quatrocentos milhões de habitantes e um vírus que já sofreu muitas centenas de mutações e que poderá ainda sofrer uns bons milhares. Entrando aqui com um bocado de “estatística adivinhatória” será na Índia que haverá a maior probabilidade de ocorrência de uma variedade que escape às actuais vacinas e possa obrigar a criar novas vacinas e vacinar novamente e, porventura, a confinar novamente.
Longe de mim dizer que o drama na Índia não é real (“uma morte é uma tragédia, um milhão de mortes é uma estatística”… dizem que disse Estaline e si non è vero è ben trovato). Nem digo, mesmo sendo leigo e pouco atreito a catastrofismos, que a disseminação na Índia pode provocar “estirpes indianas” (passe o racismo que logo se apontará a quem disser tal coisa) e alargamento do contágio. Apenas digo, e repito: 140 vezes a nossa população e 10 vezes mais do que o nosso máximo de mortos diários. E as pessoas clamam “catástrofe” lá e excelência governamental cá! E ninguém as apedreja. Melhor dizendo, ninguém as lapida!!!
Percebo a sua ideia que, aliás, já percebia em 24.1.2021 quando publiquei em comentário:
“Obrigado por mais um excelente artigo.
Eu tenho reflectido num vírus que faz Trump perder as eleições e Costa subir nas sondagens.
E o Observador não tem ajudado: ontem o impacto visual da primeira notícia eram 4.000 mortos nos EUA: eu reflecti que isso equivalia menos de 130 em Portugal onde foram 274.”
«(…) dos que morreram e irão morrer devido à pandemia e não devido à doença (…)»
Encanita-me esta personalização da pandemia e sobretudo o abuso que dela se faz na comunicação social.
Não foi a pandemia que fechou escolas, nem foi a pandemia que fechou as pessoas em casa, nem foi a pandemia que partiu os já escassos recursos do SNS “a meio”, nem foi a pandemia que obrigou o comércio a fechar, nem foi a pandemia que obrigou a que as pessoas tivessem que se abastecer nos supermercados todas no mesmo intervalo de cinco horas, nem foi a pandemia que permitiu os aviões voarem cheios enquanto num cinema não se podem sentar lado a lado pessoas do mesmo agregado familiar, nem foi a pandemia que etc e tal. Fomos NÓS que aceitámos que se lidasse com a dita desta forma. Não se desresponsabilizem os decisores políticos insinuando que foi a pandemia a decidir por eles ou que não havia outras decisões e estratégias possíveis. Nem nos desresponsabilizemos a nós mesmos, cidadãos sem poder de decisão, por termos aceite esta forma histérica de lidar com a pandemia.
Tal como também não foi a pandemia que decidiu que era preciso vacinar as populações inteiras com uma vacina de efeitos a médio prazo desconhecidos para uma doença que não põe em risco as populações inteiras, mas apenas uma fracção muito pequena (e estatísticamente identificável) dessas populações. E também não foi a pandemia que fez as contas aos biliões de lucros que as fabricantes das vacinas vão ter graças a vacinar-se o mundo inteiro em vez de só as pessoas com alto risco de desenvolver a forma grave da doença. E também não foi a pandemia que achou por bem sacrificar as populações inteiras aos efeitos secundários das medidas que foram tomadas, ao mesmo tempo que entende serem legítimos os lucros astronómicos das “farmacêuticas vacinantes”. Porque para interferir nos lucros destas parece que a calamidade já não é assim tão calamitosa…
Não é de hoje (e a história já o demonstrou até à náusea) que aqueles que estão dispostos a sacrificar a sua liberdade em troca de uma suposta e aparente segurança, não terão (e não merecem) nem uma nem a outra…
O JPT em vez de andar com estas tretas devia era de criticar a vergonha da vacinação e o que se tem passado nos centros de vacinação por todo o país.
Dizem que são erros informáticos, falta de comunicação do Ministério da saúde e se calhar o Almirante também é uma fraude em matéria de organização, pois isto tudo parece ser meia bola e força.
Vergonha!
Carlos Santos
“o jpt (…) devia”? mas eu devo-lhe alguma coisa? tenha juízo, comporte-se
A mim não! Mas aos Sportinguistas parece que sua excelência prometeu alguma coisa…
Então que esses me cobrem se em eu falta…