O estranho caso do parecer que não cabia no âmbito apesar de não ter massa nem volume


Dâmaso Salcede,

Ontem: 

Numa nota enviada à agência Lusa, o gabinete da ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares, Ana Catarina Mendes, alega que “o parecer em causa não cabe no âmbito da comissão parlamentar de inquérito (CPI)” e “a sua divulgação envolve riscos na defesa jurídica da posição do Estado”.

Hoje:

“Não há nenhum parecer” a sustentar os despedimentos de gestores na TAP, garante Medina.

 

24 comentários em “O estranho caso do parecer que não cabia no âmbito apesar de não ter massa nem volume”

    1. Importante mesmo é saber quem deu as ordens, ainda mais grave será um governo à deriva sem comando nem rumo.

    1. Costa, já o digo há muito, não tem e nunca teve uma ideia para o exercício do poder: apenas sabe e pretende gerir o poder, para isso recorrendo a propagandas e estratagemas que forem necessários para o manter.

  1. Se este acumular de mentiras e contradições ficar sem consequências politicas ou criminais, então já não há mais fundo para bater.
    Mas alto lá, perante tal indecoroso desplante não se pode excluir que existe mesmo parecer, pelo que quem tiver competência para acionar uma investigação da Policia Judiciária que o faça já.
    Caso contrário pode concluir-se que estamos mesmo atolados num extenso e putrefato bananal.

    1. Se existir mesmo o parecer, então Medina mente com todos os dentes que tem para não o mostrar, impedindo o escrutínio público. Se não existir mesmo o parecer, então Medina e outros governantes mentiram com todos os dentes que tinham para darem a entender que a demissão da CEO fora uma decisão sustentada e não um mero fogacho mediático para desviar as atenções da esterqueira que se ia destapando. Seja como for, num bananal já estávamos atolados há muito.

    2. Concordo. É óbvio que há parecer e que esse parecer não é favorável ao PS/governo. A forma voluntariosa, profissionalmente imatura, de ser dos 3 “ministros”, desmascarada.
      O erro nem é deste “políticos”. O erro é de um deficiente sistema político a claudicar perante a realidade.
      O formato de escolha da classe política continuará a gerar personagens destes.

      1. Parecer?. Terá data posterior ao acto(?), será pouco favorável ao acto viril com que o ministro “despediu” a CEO em público, num gesto de bravata típico da imaturidade nos políticos de aviário.
        Uma reconhecida forma de “governar”. Quando certos governos querem executar qualquer coisa menos “lisa” mandam os dependentes orgãos governamentais processar a gosto. Falhou?.
        Há uma maioria absoluta AR/governo, mas há outra maioria absoluta na rua.

        1. Por sobre o famoso relatório da IGF que avaliou a indemnização de Alexandra Reis, pairaram logo e pairam cada vez mais suspeitas, pelos métodos e pelo conteúdo, de ter sido feito à medida para concluir aquilo que lhe foi dito para concluir.

  2. Despedimento com justa-causa de um administrador de empresa, é coisa que não existe. Os administradores são despedidos (dispensados) quando os accionistas quiserem e são indemnizados nos termos do contracto celebrado, aquando a nomeação. A figura de despedimento com justa-causa é própria dos trabalhadores, dos serventuários, não se aplicando aos patrões, ou quem as suas vezes fizerem.
    Venha, portanto, o contracto que fizeram com a francesa, onde estarão os objectivos a atingir, os eventuais prémios, e as razões que a poderiam levar à sua dispensa.
    Despedir um administrador com justa-causa, pela TV, é coisa de quem não sabe em o que anda a fazer, nem tem quem o aconselhe em condições.

    1. Isso mesmo, a um administrador, sendo um órgão estatutário de uma empresa, não se aplica o código do trabalho dos motivos de despedimento com justa causa.
      Um administrador de uma empresa pública não sei como é aplicado o estatuto de gestor público.

      1. Não sabendo o suficiente (nem sequer o mínimo!) sobre matérias legais para assim avaliar o que foi feito, digo que despedir um administrador com (ou sem) justa-causa pela TV começa logo por ser coisa de quem não tem carácter. E, tratando-se de Medina, que em todas as trapalhadas anteriores (recordemos aquelas que envolveram o seu consulado autárquico) sempre empurrou a culpa para um funcionário ou para um “procedimento burocrático”, carácter já percebêramos não haver em quantidade.

  3. “Parecem” que são todos parvos, e querem tomar os portugueses (incluindo socialistas) também por parvos.

    1. Considerando que em 2011, com já tantas dúvidas sobre a sua honestidade e tantas certezas sobre a bancarrota que nos deixou, quase um terço do eleitorado votou em Sócrates, há muitos que fazem bem mais do que parecer. E esse terço, a acreditar nas sondagens e apesar de todos os casos, habilidades e amiguismos, parece estar disposto a votar em Costa.

  4. Mas, toda esta confusão é/foi por causa do meio milhão?
    Ou para ser privatizada a CEO tem de ir dar uma volta?

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