O estado do PSD.


Luís Menezes Leitão,

Se há demonstração eloquente do estado miserável em que Passos Coelho deixou o PSD é precisamente o de Santana Lopes, apesar do desastre que foi o seu governo para o partido e para o país, achar que pode voltar a ser o “menino guerreiro“ e apresentar-se a votos. Mas é curioso que tenha andado a pedir autorização a António Costa e a Vieira da Silva. Se ele ganhar as eleições, o PSD terá assim um líder autorizado por António Costa. Que bela maneira de ser um partido de oposição.

9 comentários em “O estado do PSD.”

  1. Ou o estado miserável em que querem pôr o PSD
    “Marcelo reuniu-se com Santana Lopes ao almoço”
    Vergonhoso para quem no mesmo dia afirma que não se mete na vida partidária.
    O descaramento assentou arraiais ao mais alto nível da vida do país.
    Estaremos dispostos a gramar para todo sempre indecências deste calibre? Nem a mulher de César.

  2. É de facto espantoso que, depois de tantos anos, e de José Sócrates ter degradado, devastado, o país (e não apenas ao nível económico), ainda haja quem acredite e repita (n)o mito, (n)a falácia, (n)a estupidez, de o governo de Pedro Santana Lopes ter sido um «desastre», quiçá maior do que o do seu sucessor. Verdadeiramente espantoso.

  3. Passos Coelho tem razões para se rir destes corropios…
    Faz lembrar a sequência final do filme “Sunset Boulevard” com Norma Desmond a descer, em modo operático, a escadaria.
    O que nos safa serão a profusão de afectos que se seguirão, enquanto se engorda os amigalhaços da xuxalada – o “amigo” Lacerda a ser candidato a neo-CEO, tipo Dr. Granadeiro parido pela geringonça – e se distribuem umas lentilhas ao funcionariado, mais Estado e para-Estado para se ganhar as proximas eleições.

    1. Peço desculpa, mas gostando de atualizar o que digo acima deixe-me utilizar o seu espaço.
      Não sendo rir o melhor remédio tenho que sacar da fisga na caça aos passarões:
      “Marcelo reuniu-se com Santana Lopes ao almoço”
      Vergonhoso para quem no mesmo dia afirma que não se mete na vida partidária.
      Que nem a mulher de César.
      O descaramento assentou arraiais ao mais alto nível da vida do país.
      Que sentido é que faz falar sobre o sistema financeiro na véspera de o provedor poder estar de saída?
      E ainda por cima quando este acaba de fazer em exposição grotesca a ronda dos consentimentos em todos os poleiros onde galos confundidos com raposas cantam e espreitam pelos buracos da camuflagem.
      Antes enganado por um vendedor de esquina com alcofa atulhada de engodos
      Quem não se dá ao respeito não pode ser respeitado.
      É preciso cortar o passo a mistificações grosseiras.

  4. O governo de Santana Lopes não foi nenhum desastre para o país. Pelo contrário, foi um governo que teve boas intenções, como modificar a lei do arrendamento urbano e introduzir portagens nas autoestradas que eram gratuitas.
    Desastroso foi, isso sim, o governo de Durão Barroso, que existiu durante dois anos sem fazer absolutamente nada.

  5. Imputar responsabilidades a Passos Coelho pela inevitabilidade das candidaturas Santana e Rio é “fazer o mal e e caramunha”, quando toda uma indústria trabalha, em contínuo, desde há meia-dúzia de ano, para produzir esse resultado.

      1. A líder do CDS faz lembrar Freitas do Amaral nos primeiros tempos até á candidatura á Presidência. Acabou a caucionar o Socretinismo das bancarrotas, bem “blended” com os interesses do “beau monde” da capital.
        Neste ultimo ponto, teve em Portas um seguidor, que só apanhou com freio na crise do “irrevogável”, crise esta que, vai-se hoje percebendo, teve muito a ver com a ‘sensibilidade’ do CDS de Portas a barafustes de muita gente bem instalada e que se quedou muito irritada e indignada por serem chamados a pagar dízimos sem que lhes dessem muito crédito a decretos de alforrias que assumiam como inexpugnáveis.
        Ou seja, a Dra. D. Cristas, por mais competente e combativa que seja (e é!), não vai nada longe no esboçar de alternativa a xuxaladas gerigonças e séquitos que se governam na ‘gamela do Estado’ – logo não serve sinceramente para a comparação sugerida. Aspira, quando muito, a ser movida por ““desiderio di immobilità voluttuosa” que menciona o sabio D. Fabrizio quando lhe oferecem a nomeação real no senado dos Savoia.

        Ou seja, imputar responsabilidade a PPC por estas frondas – que nascem, não de um confronto ideológico entre gente crescida, mas de um ajuste de contas de uma casta, ideologicamente transversal, que não quer no País quem lhes peça responsabilidade, esforço e sacrificio – preferem os cata-ventos… ´- é prosseguir nesta irresponsabilidade. E principalmente, não perceber que, como País e Nação, temos de valer (e ainda valemos) mais que a maior parte das trupes que se alcandoram a postos de topo no Governo e no Estado.

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