Imagem: blogue Ruas de Lisboa com Alguma História
Num país pobre, damo-nos ao luxo de deitar para o lixo um equipamento escolar como a Escola Secundária Afonso Domingues, alvo de “obras substanciais de melhoria e requalificação” em 2009, um ano depois de encerrar por ordem do Ministério da Educação, alegando-se expropriação do terreno para a edificação da terceira travessia sobre o Tejo em Lisboa. Que não avançou, por absoluta falta de orçamento, como todos sabemos.
Ficou a falida capital sem nova ponte e Marvila perdeu a escola, onde o nosso Nobel José Saramago foi aluno entre 1935 e 1940.
A escola está a saque, alvo de constante e crescente vandalismo, como documenta o sítio Evasão, cumprindo uma verdadeira missão de serviço público. O Estado, proprietário do espaço, encolhe os ombros. A Câmara Municipal de Lisboa não quer saber.
O arquitecto que concebeu o Mosteiro da Batalha não merecia isto.


Eh pá, tantas janelas! Vai pagar pouco de IMI, vai…
Ainda hão-de lembrar-se de aumentar ainda mais o imposto se as janelas estiverem abertas. Para prevenir correntes de ar.
Mais dinheiro deitado à rua e mais um edifício votado ao abandono. É triste !
Como se Portugal fosse um país a nadar em dinheiro. Assim se gere a “coisa pública”…
Mais um edifício que se vai juntar a outros tantos para o abandono!
Este já está ao abandono. Sentimos um nó na garganta ao vê-lo nesta lenta, triste e aparentemente irreversível derrocada.
Lamentável…
Um sinal dos tempos. Um país e uma cidade que se dão ao luxo de encerrar e ver degradar lentamente um edifício destes desmentem todos esses discursos da treta sobre a nossa suposta “modernidade”.
Sem dúvida…
E não vejo ninguém falar nisto. Faz-me alguma impressão.