
Um antigo presidente de um clube desportivo é sujeito a um interrogatório, no âmbito de uma investigação ampla, ainda em curso. Depois o Estado (uma sua secção, chamada “ministério público”) entrega as gravações desse interrogatório à televisão estatal e autoriza-a a transmiti-las: aqui, um programa da RTP com excertos das declarações de Bruno de Carvalho, anunciando a sua reprodução como autorizada pelo tal “ministério público”.
Decerto que há um qualquer quadro legal que permite isto, safando os funcionários públicos e fazendo medrar esta mentalidade. Mas isto é inqualificável. O estado do Estado é um descalabro. Uma cloaca a céu aberto, onde engorda esta gente.

Estamos cada vez mais a ver punições e protecções discriminatórias feitas com os instrumentos do próprio Estado.
Esperado uma vez que cada Governo – de Esquerda e Direita – foi dando cada vez mais poder ao Estado para servir o complexo Político-Jornalista instalado.
Quando o sistema for abaixo já está instalado todo o edifício persecutório que também os poderá apanhar se caírem em desgraça. É a ironia do Marxismo.
Nessa altura vão-se curiosamente lembrar das regras menos socialistas da Constituição.
Aliás os jornais portugueses falam da Constituição quando o Governo é de Direita esquecem-se dela quando o Governo é de Esquerda.
Depois disto , entre pai e filho, com ou sem autorização oficial, mas decerto oficiosa, já nada me nauseia.
https://youtu.be/3cP_YZHsrPA
PS: não sou PS mas defendo que um arguido é um cidadão tendo o direito de reserva da sua vida familiar.
Embora a revelação do interrogatório do ex – Juve Leo, Fernando Mendes, me tenha parecido relevante, uma vez que demonstraram a prepotência da procuradora tendo-lhe sido, em consequência , instaurado um processo
Porque é que algumas gravações são permitidas e outras são “fugas de informação”?
Completamente de acordo. E a nossa “casa da democracia” assiste a tudo isto, impavida e serena!
Ai de quem cai nas mãos desta justiça.
Aqui está um dos problemas graves, a nossa “casa da democracia” nunca tem nada a ver com a justiça!
Já me esquecia, no caso de violência doméstica contra mulheres, alguns falam. Ou seja para alguns há pessoas de primeira e de segunda!
E mesmo não estando em segredo de justiça, parece que é necessária a autorização da pessoa visada.
Os processos na fase de investigação à partida são públicos, está passou a ser a regra. Mas em certos casos pode se determinar que estão em segredo de justiça, e que não será este caso. Eu concordo com a transparência pois protege os mais fracos.
Depois há uma moda neste país de falar em tudo menos no principal. Em relação à justiça há muito que falar como pouca transparência e decisões contraditórias que contribuem para a falta de credibilidade e a insegurança, mas não este caso!
E não fale em quadros legais, pois anda há dias dois constitucionalistas tinham uma opinião diferente sobre o mesmo assunto e baseada na mesma Constituição.
Assustador!
O estado do Estado é um descalabro.
Calma jpt. O estado do Ministério Público é um descalabro, sem qualquer sombra de dúvida. Mas felizmente nem todo o Estado é como o Ministério Público.
n.nascimento, candinha, p.monteiro, a.costa, vara, bicharel 44,salgado,zhena l(?) etc….tudo a assobiar para o lado, na maior, com uma população estupidificada, anestesiada e totalmente “futebolizada”…
E lembra -mo-nos nós que “isto” já foi um País…
JSP
É isso! Temos uma comunicação social que estupidifica as pessoas, mas elas também gostam de “circo”. Depois o povo “anestesiado” não reage!
Um exemplo de mau jornalismo:
Atriz Egípcia processada por usar vestido transparente que revelava as suas pernas.
Quando vamos ver os pormenores, vemos que ela violou as regras deles e acaba por admitir isso. Sendo assim NÃO há aqui nada de notícia. O que há é jornalixo da diversão!
Conforme tive ocasião de dizer a propósito da reportagem da SIC sobre Sócrates, é vergonhosa esta atitude de desrespeito pelos indivíduos e pelo próprio curso dos processos.
Ou bem que se publica tudo sobre tudo, com câmaras em directo em todas as salas de interrogatório do país e muitos canais abertos, ou então que se reserve a publicação para depois do fecho da investigação e de proferida a setença, altura em que os processos passam (ou deviam passar) para domínio público, portanto, abertos a consulta.
Esta mancebia entre Justiça e Comunicação Social vai além do Ministério Público.
Vá dizer isso aos ocs. O processo e publico findo o inquérito. Os ocs podem pedir cópias dos actos processuais. Foi o que fizeram porque tem interesse no senhor a e nao no b. Qual é a dúvida?
Se reler o que escrevi, perceberá que sou contra a publicação de peças processuais até findo o julgamento.
Aí é que está o problema. Como somos todos humanos, a transparência é fundamental para proteger os mais fracos.
Qual transparência? A da publicação de peças escolhidas a dedo, quantas vezes manipulando, desvirtuando o todo?
Para transparência temos as outras opções, divulgação dos inquéritos na íntegra em canal aberto, ou julgamentos à porta aberta.
Meias divulgações apenas protegem o obscurantismo, a opacidade, a manipulação.
Os jornalistas têm o dever de informar corretamente, não podem intencionalmente enganar e se não o fazem podem ter problemas! É apresentar uma queixa nos reguladores.
Os julgamentos são à porta aberta salvo raras exceções, mas quem é que vai ver?
“Se não o fazem podem ter problemas”…. ainda não se apercebeu do clima de omissão e manipulação que prolifera por aí?
As excepções são muitas, mas nem é essa a questão, antes a falta de transparência e as toupeiras da comunicação social e os delatores do MP: a falta de rigor e de respeito.
Os jornais têm direito a publicar o que descobrirem.
O Ministério Publico é que não tem o direito a “trabalhar” os jornais. Conferências de imprensa e declarações a explicar o que está em causa tudo bem. Mais que isso é manipulação.
A única justificação para isto ser feito seria se o arguido tivesse dito que teria sido maltratado e o MP teria direito a desmentir.
Caso o arguido tivesse sido maltratado, ia dizer isso a quem se ninguém o queria ouvir, às pedras?
Os jornais não têm o dirito de publicar peças processuais de processos em curso, se assim for determinado. Podem publicar tudo o que descobrirem em investigação própria, não podem ter fontes dentro do MP. Podem publicar o que é dito numa sala de tribunal se o julgamento for aberto. E acho que deviam ser, todos.
E são públicos todos os julgamentos excepto nalguns casos de vítimas de crimes sexuais. Não precisa o senhor ou a senhora de “acharem”. Está na lei. São públicos e qualquer um pode assistir. Agora que não haja interesse na maior parte dos julgamentos é normal. Quem é que decide o que a cs passa? O sr. Socrátes e o Sr. Bruno de Carvalho têm interesse público. O Sr. zé dos anzois que andou à sacholada com o manuel das redes e vão a julgamento não tem qualquer interesse para a cs.
Há bastantes mais excepções do que aquelas que indica, apesar do que acha que sabe. Deixo-lhe alguns exemplos, suportafos no Art. 87. do CPP. Convém ler também o Art. 88, e depois talvez as minhas palavras lhe sejam mais facilmente assimiláveis,
Código Penal Português
http://www.pgdlisboa.pt/leis/lei_mostra _articulado.php?nid=199&tabela=leis
Exemplos
https://www.google.pt/amp/s/www.pub lico.pt/2018/01/29/sociedade/noticia/tri bunal-determinou-julgamento-a-porta-fech ada-1801127/amp
https://www.google.pt/amp/s/tvi24.iol.p t/amp/sociedade/tribunal/rede-de-trafico-d e-pessoas-julgada-a-porta-fechada
O interesse público não se avalia por serem pessoas conhecidas. Só mesmo para os vergonhosos media que temos que só vêm dinheiro à frente é que é assim. Já se sabe que os media ignoram o cidadão comum como se fosse um ser inferior! O interesse público avalia-se pelos factos terem ou não interesse público e utilidade. O que mais vemos são diversões mascaradas de notícias e que não servem para nada a não ser divertir o povo.
Já agora Sarin tem aprendido umas coisas! Sim, há muita omissão e manipulação por aí.
Li agora este comentário com o parágrafo idiota no final… “tenho aprendido” todos os dias desde que nasci, como calculará; e sobre a manipulação da comunicação social aprendi na década de oitenta do século passado.
E o anónimo, já aprendeu que não tem o direito de definir aquilo que os outros devem ou não devem achar importante ou fazer com o seu-deles tempo? Ou ainda insistirá em trajar-se ditador em vez de orador? Mas, pelo menos, e se se trata do mesmo anónimo, já aprendeu a moderar o tom – de autoritário já amansou em paternalista. Deplorável, ainda assim, mas há esperança de que se torne dialogante.