À hora do debate entre os dois candidatos à liderança do PSD optei por assistir ao jogo Cova da Piedade-Sporting. Só perto da meia-noite vi em gravação o segundo confronto televisivo entre Rui Rio e Santana Lopes, desta vez na TVI e só parcialmente em sinal aberto.
Nem queria acreditar: os últimos cinco minutos deste embate decorreram com ambos os candidatos a perorar sobre cenários de derrota eleitoral do PSD em futuras legislativas. Um admitia viabilizar um governo minoritário do PS com Costa, outro admitia viabilizar um governo minoritário do PS sem Costa.
A moderadora, Judite Sousa, introduziu o tema e ambos caíram na armadilha, como principiantes da política. Discutindo a melhor forma de entregar o poder de bandeja aos socialistas.
Veredicto: empate nulo. Como o zero-a-zero que se registava ao intervalo do Cova da Piedade-Sporting. Costa só pode sorrir: tem motivos para isso.

Acho que o debate de hoje ilustra de maneira bastante clara várias coisas:
1. tácticas de política de “concelhia”, perfeitamente estúpidas e obsoletas e que até ofendem o espectador pela ideia de que haverá alguém que hoje em dia tem pachorra para aquilo
2. o que torna evidente que existe um desajuste entre os actores políticos e do partido com o actual tempo histórico, e que já nem existem as bases que fizeram o PPD PSD: já não há profissionais liberais, jovens agricultores, nem industriais propriamente ditos (e os que não trabalham para o Estado, estão 80% do tempo a trabalhar em merdas inúteis para o Estado fingir que é necessário). Os poucos “liberais” ou interessados em políticas liberais que ainda restam serão comerciantes e alguns dos gestores copy-paste das startups que imitam tudo o que se faz em Londres e em São Francisco, mas para esses nem Santana nem Rui Rio dizem alguma coisa. E aqui creio que Rio teria mais hipóteses de sintonia com o lado comercial e com as políticas mais sectoriais que o tempo exige.
3. O desajuste de qualquer destes dois candidatos com o grupo parlamentar — com excepção do talento extraordinário de todos eles para conseguirem ser uns absolutos saloios e uma longa e permanente mania de dar tiros no pé desde que deixaram o Relvas ser amigo deles e aparecer nas televisões a dar balas aos seus adversários.
4. O CDS tem espaço para crescer, mas com aquele estilo de Av. da Igreja não sei se terão jeito para liderar uma ala liberal.
4. De onde se depreende que ou alguém avança com um projecto de um Partido Liberal a sério ou morremos todos a pagar as férias dos sindicalistas e os créditos à habitação dos dois milhões de funcionários públicos que não fazem a ponta de um chavelho e estão a sugar tudo.
O projecto de Partido Liberal já existe. Mais do que um projecto, aliás: está em formação acelerada, tanto quanto sei.
V. Percebo-o. Mas enquanto andarmos a pagar dívida a Instituições Internacionais obscuras não podemos escolher o futuro que queremos. Enquanto isto durar é tudo uma farsa de país e de democracia.
Quanto a pagar créditos à habitação veja também a corrupção que houve entre a Banca- Autarquias (PDM )- Construtores Civis- Fundos Imobiliários.
Aliás grande parte das imparidades relacionam-se com créditos a projectos imobiliários que não foram concretizados nem ofereciam garantias (BPN como paradigma)
Os buracos financeiros desses bancos, isoladamente, não teriam destruído a economia — e são actividades criminosas, não são resultado de um funcionamento normal. E basta olhar para os números do Orçamento do Estado para perceber que o peso da despesa com ordenados e reformas do sector público (central e local) e SNS em relação ao do PIB. O SNS tem de existir, o resto podia ser gerido de outra forma.
– 7.000.000milhões de euros, só no BPN
– PPP´s rodoviárias 2000.000.000 euros
– EDP renováveis – 3.500 milhões € até 2020.
Porta giratória Estado- Sector Privado.
Não acredito na salvação do país
Exagerei no BPN – 7 mil milhões
E veja os escândalos da Parpublica
Boa V.
Quem define o líder dos partidos são os jornais.
Veja a Cristas, aprendeu depressa a defender ideias Marxistas para aparecer nas TV e capas de jornais.
Pensar e ser marxista para si são sinónimos
Ou seja, ambos os dois tombaram na cova, da Judite, sem piedade.
O Sporting ganhou?
Mas não se desiludam. Os 70 anos são os novos….quê? 50?
O Sporting esteve quase a tombar na Cova. Mas sobreviveu.
À hora a que os dois candidatos à presidência do PSD discorriam na pantalha sobre futuras derrotas eleitorais do partido que aspiram liderar.
Ora, se fosse “ambos os três”, só se fossem os três da Judite.
Toda a gente sabe que não se pode dizer ambos os três….ou pode-se?
Acho que António Costa está a torcer por Santana.
Costa já deixou claro qual é o candidato dele. Com todas as letras, mais do que uma vez.
Elucide-me que essa passou-me ao lado completamente.
Clique. Exercite o seu dedo indicador.
Hmmm, cheira-me a caça aos gambosinos.