Dizia Maurice Duverger na sua obra sobre o sistema semipresidencial que não se elege um Presidente da República por sufrágio universal para que ele inaugure exposições, mas antes para ele agir. Quando vemos o Presidente da República dedicar este discurso à inaguração de uma árvore de Natal, na altura da maior crise que o país atravessa, ao mesmo tempo que vai promulgar de cruz o Orçamento de Estado mais violento das últimas décadas, temos a sensação de que o País caminha para o desastre.
O discurso do Presidente.
Luís Menezes Leitão,

Só a “sensação”? Eu tenho a certeza.
Está cheio de razão. Um desastre sem memória. Esperamos que sua Ex.ª diga basta, não aceitando o próximo OE que carrega uma malvadeza que nos desonra e indigna. Somos um povo bom, cidadãos (muitos de nós) de mão cheia e estamos a ficar nauseados com o desvirtuar permanente desta nossa condição.
Não não é o orçamento mais violento das últimas décadas
Nem sequer é o mais violento da última.
Caso não saiba hoje com este orçamento o Estado gasta muito mais que no ano 2000 e gasta menos que no ano 2010.
Mas quem não sabe fazer contas simples…
Se o Presidente nem protestou com os orçamentos de 20 mil milhões de défice. Aliás eles e a sua ala cavaquista fez os possíveis para que fossem votados, porque haveria de fazer alguma coisa contra este que nem sequer é a paga dos 20 mil milhões.
Caminha, Luis? Era bom, era. Atolado é o que está. Dizemos todos, excepto o governo, que é cego. E uns piquenos que se julgam ungidos. Haja um milagre e petróleo em Alcobaça…
Dali ,já não esperava nada.
É provavelmente o politico mais incompetente da história Portuguesa.
Mais que Santana Lopes? Mais que Pinto de Sousa?
Pinto de Sousa regressa!O país deve-te a salvação do 3ºpedido de resgate pós-abrilista.Somos quadro de honra no FMI.
1.
Cavaco nunca mudou. Portas sim, basta ler o “Independente” da altura;mas a laranjada preferia a cornucópia dos fundos germânicos, os aparthotéis à cultura da exigência, do sacrifício e trabalho como valor e virtude.
2.
O cavaquismo é um velho carnicão. Está lá, ainda, seja em versão socialista, seja em “social-democrática”. É um espinho cravado entranhado que nos vai privando, ano a ano, ao direito de sobrevivermos enquanto comunidade.
3.
Só a Direita pouco certeira, de castiçal na mão não percebeu, como não percebe. Antes, entrega a sua consciência mais profunda ao Estado-Papão, em troca dos tachos e panóplias douradas (pois não têm Belenenses para onde ir, e Ciência Politica é curso que não precisa de professores, no mais: as empresas angolanas não querem gente que se venda…).
4.
Duas dezenas de traidores votaram o Orçamento Mais Socialista e Keynesiano da História recente.
5.
E. E…
A corja local, essa, mantem-se. A corja industrial estatal igual. E a corja PPP ri-se desta gente sujeita à prisão do dinheiro. A Direita-que-é-de-Centro nem uma palha mexeu, porque não estudou, não tem “rasgo”…nem outro sítio para onde ir.
O discurso do Presidente, assim como a árvore que inaugura, está pleno de cargas simbólicas: o espírito de Natal, o da solidariedade, que ele bem vincou, e o símbolo que as andorinhas transportam (note-se que a andorinha é o símbolo do eterno retorno – a primavera e o verão -, da liberdade e da pureza, pois a andorinha nunca toca o chão e, por isto mesmo, não se deixa contaminar).
Não esperaria outro discurso do Presidente numa época em que se anuncia o “Sol”, símbolo da Vida, a Liberdade e o Eterno Retorno. Compete agora a todos nós mostrarmos o quanto desejamos a liberdade.
Certamente que o desejo desta liberdade, por meu lado, não espera absolutamente nada de Passos, de Portas, do Vitinho que adormece, do Vespa Soares, que usa, abusa e desculpa-se sempre dos compromissos assumidos com a troika. Aliás, pouco se pode esperar de meninos, porque estes, ainda que queiram passar por querubins, estão sempre de mão estendida à espera de receber: ofereço-lhes o meu Não neste Natal, que se manterá por 2013 e enquanto as forças durarem.
Feliz Natal:
http://www.youtube.com/watch?hl=en&v=MrJihqdhoBc