O discurso do Ministro.


Luís Menezes Leitão,

 

Este discurso de Miguel Macedo mostra bem o estado em que o Governo se encontra. Mostrando estar totalmente alinhado com o Primeiro-Ministro, que tinha dito que os portugueses não poderiam ser piegas, Miguel Macedo vem dizer que não podem ser um país de muitas cigarras e poucas formigas. Quanto a isso posso tranquilizá-lo. As cigarras em Portugal são muito poucas. Provavelmente reduzir-se-ão àqueles que nesta época de crise vão para os concertos de Paulo de Carvalho trautear “a Nini e o Organdi”. Já as formigas são imensas, procurando a todo o custo amealhar o mais possível perante os cortes e os impostos que o Governo todos os dias anuncia. Por isso é que o consumo em Portugal se evaporou e a receita fiscal diminuiu, ao contrário do que o Governo candidamente julgava que iria acontecer.

 

Mas o Ministro congratulou-se ainda perante os bombeiros com uma situação extremamente benéfica. É que finalmente começou a chover. As rezas no Ministério da Agricultura deram resultado efectivo. Só falta agora usar o mesmo método para obter o cumprimento do défice, a diminuição do desemprego, o aumento da produtividade, a complacência da troika, e a paciência dos portugueses. Que infelizmente é cada vez menor para tanto disparate.

11 comentários em “O discurso do Ministro.”

  1. Este discurso é aviltante porque cigarra tem sido sem dúvida o sr. Miguel Macedo cujo curriculum profissional diz tudo: cargos na órbita da CM de Braga, consultadorias alavancadas pela influência politica. Alguma vez este sr. terá criado valor?

    1. Para ele criou de certeza. Passa bem no meio desta crise.
      Mas pior que esse aproveitamento do Estado, é mesmo esta teoria que à força querem estabelecer em Portugal. Querem diminuir o cidadão, trazê-lo pela trela, muito quietinho e caladinho. Esta estratégia de menorizar o que os cidadãos portugueses fazem e são capazes de fazer é o programa. O despudor, a ligeireza com que este Miguel Macedo proferiu estas declarações, mostra a quem está entregue a nossa governação. Nem quero imaginar o que dirão com os microfones desligados.

  2. é.

    parece que esta gente vive noutro país.

    o problema deve ser mesmo esse, fingem que são de outra europa, pois parece que ainda não se inteiraram da forma como vive a maior parte dos portugueses.

  3. As cigarras em Portugal são muito poucas.

    Refere-se às cigarras propriamente ditas, isto é, os insetos, ou às cigarras em sentido figurado, isto é, aqueles que nada fazem e só cantam?

    É que eu nada sei de insetos e não faço mesmo ideia se em Portugal há muitas ou poucas cigarras.

  4. O problema está, em as formigas no carreiro, irem todas no mesmo sentido (o do percipício) e nenhuma em sentido contrário, que seja capaz de se virar para o formigueiro e gritar-lhes; mudem de rumo, mudem de rumo, já lá vem outro carreiro. Por isso, as cigarras cumprem a sua função, a de gerar aquele barulho ensurdecedor, provocado pela vibração de umas pregas no abdomen. Vai ver que, provocadas pela “larica” que passam.

  5. Luis,
    Miguel Macedo esqueceu-se que se não fossem as muitas formigas, eles não conseguiriam nunca o dinheirinho dos impostos para pagar as despesas de estado e os juros da troika.
    A prova disso é que quando é preciso ir buscar dinheiro a algum lado, quem se ataca é o bolso das formigas, as cigarras essas vão conseguindo sobreviver com os off-shore e são quase intocáveis.
    Se quer utilizar a fábula seria bom que a entendesse bem.

  6. Cigarras há muitas.
    Mas além das cigarras temos temos um grande problema com as formigas que fazem coisas inúteis mas que julgam que estão a fazer coisas úteis.
    Aliás inventam.
    Por isso é que não querem mercado.

  7. Pode ter sido um discurso dirigido para o interior do governo.
    Ora haverá maiores cigarras do que Passos e Relvas? Dois politicos profissionais com mestrados e doutoramentos em juventudes partidárias e que nunca fizeram um corno na vida?

    Mais do que desorientado, este governo teima em pôr-se a jeito para isto acabar tudo muito mal.

  8. Este Macedo recebia subsídio de habitação e morava em Lisboa… e depois tem o despudor, a imensa falta de vergonha de dizer coisas destas!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *