
Segundo se refere aqui parece que a Senhora Merkel acha que os países endividados devem ser sujeitos a perdas de soberania de tal forma a que os que “não cumprem os critérios devem ser obrigados a cumprir”, exigindo mais uma alteração aos tratados europeus para o efeito. Neste momento, parece que os tratados europeus de tratados já só têm o nome, sendo constantemente substituídos por um verdadeiro Diktat da Senhora Merkel, às vezes isoladamente, outras vezes em parceria com o Senhor Sarkozy. Gostava de saber que perda de soberania maior que aquela que já sofremos ainda nos pode vir a ser exigida. Custa-me assistir ao descalabro da União Europeia a benefício do seu maior Estado-Membro, a Alemanha. Há quem se resigne a isto, e diga que a nova Alemanha tem que mandar na Europa. Mas a Europa deve lembrar-se que não é à Alemanha que deve o seu nome. É à Grécia.

Tão indignada como o Luís, já escrevi que esse acréscimo de perda de soberania só poder ser ela a mandar-nos um primeiro-ministro alemão.Safa. Quando daremos um Basta! nisto?
E no entanto, quem tem telhados de vidro…
http://www.presseurop.eu/pt/content/news-b rief-cover/981671-divida-oculta-da-alema nha
atira pedras à mesma…
Alguém tem a decência de as devolver?
A injustiça socialista e tribal continua por aqui a fazer ares de indignação…
Merkel só diz o que é lógico e justo .
Alguém que põe em causa a economia da família não pode continuar a ter o poder que tinha de a destruir.
É como uma marido/mulher tirar o cartão de crédito ao marido/mulher/filho.
Ou seja tem de perder soberania se a família é para continuar.
“Alguém tem a decência de as devolver?”
Não confunda previsão de compromissos assumidos ou seja futuros com contas.
Se quer comparar compromissos assumidos comece a olhar para as nossas PPP, Reformas, Saúde…
O senhor luckylucky é mais rápido do que a sombra.
Faz-me lembrar uma outra coisa que é mais rápida que a luz e o pensamento, mas não quero entrar por aí.
“O Tratado de Maastricht impõe um limite de três por cento para o défice orçamental e um limite máximo de endividamento de 60 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) aos países da União Europeia.”
“De acordo com os novos números, a dívida real ascende a mais 5 biliões de euros. Por conseguinte, a dívida da Alemanha atingiria 185% do seu produto interno bruto e não os 83% oficialmente anunciados.”
O primeiro excerto é do link do post que estamos a comentar.
O segundo excerto é do artigo que deixei o link no meu comentário e que, parece não lhe ter suscitado vontade em ler.
Nada tenho a opor que o senhor luckylucky não tenha seguido as indicações que coloquei, todavia, seria difícil responder ao meu comentário se não se percebia patavina do assunto!
Parece-me demasiado óbvio que o segundo artigo atropela a moral presente nas palavras da Srª. Merkel.
Existe um ditado que roga:
Quem tem telhados de vidro não atira pedras.
A Srª. Merkel atirou pedras e uma caiu-lhe em cima.
O que eu dizia para devolver eram AS PEDRAS que a Srª. Merkel tão impensadamente atirou.
Compreendeu, agora?
Óptimo.
Cumprimentos.
É o que acontece quando não se tem bases para não se distinguir a propaganda dos factos…
“De acordo com os novos números, a dívida real ascende a mais 5 biliões de euros. Por conseguinte, a dívida da Alemanha atingiria 185% do seu produto interno bruto e não os 83% oficialmente anunciados.”
É falso. F-A-L-S-O
Pois incluí custos prometidos para o futuro que ainda não são dívida e ainda não se sabe se se vão realizar.
Se fizer isso colocará todos os países na Europa a maioria com 200% ou mais de Dívida Publica mas que ainda não foi realizada.
Note-se que sou de opinião que o exercício é muito útil para se perceber o insustentável caminho que todos ou quase todos os países ocidentais tomam – talvez o Chile esteja fora desse futuro com reformas privadas e uma dívida publica de 10%- e que deve ser adicionado sempre que se fala de Dívida Publica. Mas não é Dívida Publica.
Quando muito se os cálculos fossem esses poderia-se dizer Dívida Publica Projectada para o Presente+10 anos.
Repito o que já escrevi noutros blogues:
Foi precisamente pelo jornalista lhe chamar a atenção para o facto de a Alemanha ser o maior contribuinte para os fundos europeus, destinados a ajudar os países em dificuldades, que ela se serviu destes subterfúgios. Eu vi parte da entrevista em directo, estou na Alemanha há 19 anos. A Alemanha está cheia de dívidas e os contribuintes alemães não gostam muito de ver o seu país a contribuir com milhares de milhões de euros para salvar a bancarrota dos outros (como reagiriam os portugueses, hem? Imaginem-se do outro lado da barricada, obrigados a abrir os bolsos, para salvar a Grécia, com dinheiro que sabemos não ter).
A Alemanha não quer dominar a Europa, isso são puras especulações. A Alemanha apenas se quer salvar, no meio de tudo isto. E só tem hipóteses, se salvar o euro, por isso, dá dinheiro (se não fosse o dinheiro alemão, então é que os portugueses estavam desgraçados)!!!
Não sei que expressão Merkel usou, como disse, não vi a entrevista completa. Na parte a que eu assisti, não me apercebi de nenhuma “perda de soberania”.
Não tenham medo da Alemanha, libertem-se dos clichés do passado!!!
“Beggars can`t be choosers”…
Hoje em dia, com a preponderância da Economia e das Finanças na vida de todos nós, já quase ninguém se lembra da importância dos filósofos e dos pensadores das questões mais profundas que podem parecer agora arredadas das discussões políticas mas que, mais tarde ou mais cedo, terão que voltar a ser equacionadas. Esses não sei de onde virão mas não me parece que a Senhora Merkel venha a fazer parte do grupo.
“Mas a Europa deve lembrar-se que não é à Alemanha que deve o seu nome. É à Grécia.”
Tem razão. Devíamos todos fazer mea culpa e passar a pagar royalties à Grécia passando esta a viver dos rendimentos assim obtidos. Finalmente justiça.
Eu não defendo que se paguem “royalties” à Grécia assim como não defendo que se solicitem agora indemnizações de guerra à Alemanha, como já vi gente por aí defender.
O que defendo é que não é atirando um país às feras e isolando-o para evitar o contágio que se vai resolver a crise na Europa. Estamos todos no mesmo barco e é bom que comecemos a perceber isso.