
75 anos sobre a derrota alemã. A pior das guerras da História, o fim dum regime que foi realidade e símbolo da “colectivização do mal”. E uma data tão simbólica – bodas de diamante com a paz, se se quiser. E ainda, cada vez mais raros, alguns veteranos combatentes (há algum tempo, em 2008, morreu o último “poilu”, combatente francês da outra demência europeia de XX, a I GM. E no ano a seguir o último britânico). Que dia tão simbólico, que celebração! E, por toda a Europa, da Rússia de Putin à G-B de Johnson, e mesmo lá fora, com o nada confinável Trump, que contenção cerimonial. Numa data destas! Que mensagem…
Quando há duas semanas tantos se indignaram por cá com o perfil das “celebrações” das datas simbólicas em Portugal, logo o coro habitual se levantou, gritando “salazarentos”. Pois era preciso, disseram, e disse-o Rodrigues, uma animação colectiva para mostrar que não viria aí nenhum “fascismo”.
As formas cerimoniais por esse mundo afora, ontem e hoje, da celebração do dia da Vitória contra o pior dos fascismos reais, e de aversão às suas hipotéticas reanimações, foi a maior demonstração da mediocridade, tétrica, patética, destas figuras gradas que elegemos, deste Sousa e deste Rodrigues. E dos que os rodeiam.
Eu iria dizer que “só não viu isso quem não quis”, só não percebeu o significado da diferença entre estas celebrações gerais do Dia da Vitória e as dos dias 25.4 e 1.5., quem realmente não o quer fazer.
Mas não seria verdade. Porque a abissal mediocridade que Sousa, Rodrigues et al mostraram neste pequeno episódio é a mesma que nós temos. Pois só uma população medíocre elege isto e gosta.

Deixo aqui o link para o discurso/comunicação do Presidente Alemão sobre os 75 anos sobre o final da guerra. Qualquer semelhança com a novela das 8 portuguesa é lapso do revisor.
https://www.bundespraesident.de/SharedDo cs/Reden/EN/Frank-Walter-Steinmeier/Rede n/2020/05/200508-75th-anniversary-World-W ar-II.html
E cada vez mais acho que a população gosta muito da dupla que elegeu (durante uns tempos achei que só os tolerava). Que lhe faça bom proveito.
Adora Sousa e atura Rodrigues.
Um clássico. Quando não se gosta dos eleitos, afirma-se do alto da sapiência que o problema é a mediocridade dos eleitores.
As melhoras…
Bom dia.
Comungo muito do que escreve.
Daqui, do meu “Chapéus”, lhe envio uma “Chapelada” de cumprimentos.
A sua última frase é uma autêntica cereja em cima do Bolo.
Saúde.
António Cabral
Obrigado, Saúde
Acrescentar ao texto, o seguinte : Depois de 8 de Maio de 1945 , A URSS criou ditaduras comunistas nos países que “libertou”.
Esses países não esqueceram até hoje que depois do nazismo apanharam com as botas do comunismo.
Em Portugal não se comemora, porque os comunistas temem a evidência do pós 1945 ,em que floresceram no ocidente as democracias graças ao Plano Marshall.
Portugal só se libertou de um ditadura soft em Abril de 74, caindo logo num PREC de carácter comunista , libertando-se, com algumas sequelas, em 25 de Novembro de 1975, o nosso 8 de Maio de 45.
O actual PCP nunca irá considerar que o comunismo foi tão ou mais sanguinário que o nazismo.
Os países de leste só puderam comemorar o 8 de Maio de 45, em Novembro de 1989.
A.Vieira
O actual ? PCP nunca irá…… . Que grande confusão.
Pois ’tá bem, ’tá bem. Até ‘dá gosto’ ver a miséria das favelas de todas as capitais e outras cidades da América central e o sul que sempre tiveram as botas do capitalismo.
O capitalismo é horrível. Basta ver como acabou onde existiu, com as populações forçando as fronteiras fugindo para os países comunistas.
Então não são tantos os milhões a fugirem para a Venezuela?
E quais são os países das Américas latinas que, neste século, tiveram governos de direita durante a maioria dos 20 anos que passaram?
Milhões vivem em favelas em toda a América latina, qual é a razão?
Em Portugal não se comemora o dia da Vitória pois o país não participou na II Guerra Mundial.
E uma chatice comemorar o fim da 2ª. Guerra Mundial.
Portugal não foi à Lua é uma estupidez falar-se sequer no assunto.
Os alemães foram derrotados, mas os homens continuaram a ser os mesmos. Celebrou-se o dia da Vitória, com cadáveres sob nossos pés.
Na Europa, África, Ásia e Pacífico enfrentaram-se feras e suas maquinações: a nós mesmos; e as guerras continuaram.
Partiu-se a Europa e a África e a Ásia e as Américas e tomou-se posse dos oceanos. Viajou-se até à Lua e pelas estrelas buscam-se novos rumos para que o rumo seja o mesmo: o domínio.
Por aparente conforto ou até mesmo por hábito, que é o hábito que usamos, celebra-se a morte e a vida.
Depois, aparentemente, caíram muros, desmascararam-se fronteiras, alterou-se o clima descongelando-se o que se dizia ser uma guerra fria (para alguns) e conquistaram-se novos territórios: as mesmas mentes e as mesmas mentalidades; e voltou-se ao início: ao confronto entre os que podem e os que querem também poder.
E continuou-se a celebrar por hábito, que é o hábito que usamos, a vida e a morte.
E nisto um acéfalo, minúsculo e coroado bicho impõe-se sobre as fronteiras, fechando-as; impõe-se sobre mentalidades que são as mesmas, subjugando-as; impõe-se sobre os hábitos, alterando-os; impõe-se sobre o hábito que usamos, fazendo tratá-lo com luvas que só não são de plica nas mãos, e mascarando o que já era uma máscara.
O que é sofisticado, tornou-o obsoleto, pois não há armas nem arsenais que o atemorizem; pois claro, é um acéfalo.
E a ciência que precisamos não é ciência face à ciência do minúsculo.
E continua-se a celebrar por hábito, que é o hábito que usamos, a vida e a morte.
E enquanto celebramos a vida e a morte, demonstramos que é a vida e a morte que tememos. Queremos uma vida só connosco, sem os outros e sem bichinhos, e uma morte só para os outros, que celebramos porque de nós sentimos pena.
E continua-se a celebrar por hábito, que é o hábito que usamos, a vida e a morte.
Entretanto, em várias frentes, o bicho vence e o bicho perde: E continua-se a celebrar por hábito, que é o hábito que usamos, a vida e a morte.
E eu, diante da vida e da morte, bailando celebro, que é hábito que também se usa: InE
https://www.youtube.com/watch?v=DvHWp08v
Isto parece um conto gótico oitocentista …
A história é sempre a mesma…
tornando-se farsa, disse alguém
É verdade. “(…) e mascarando o que já era uma máscara.”, afirmei eu.
O vírus burguês não derrotará a luta da classe operária.
Engripados de todo o mundo, …
Quem é o Sousa e o Rodrigues? Pergunto sem ironia.
O google ajuda imenso
Se a estupidez fosse música vocemece seria a Orquestra Sinf+onica de Viena
Não digas essas coisas que este é daqueles que só admite quem vem para aqui bater-lhe palmas. Mesmo quando os teus argumentos destruem os dele, ele vem logo chamar-te nomes.
Obrigado
jpt grande confusão, qual será a % dos tais medíocres que por aí andam?
De salazarices, há 75 anos em Lisboa houve um desfile espontâneo com milhares de pessoas a festejar o fim da guerra, apareceram várias bandeiras nacionais dos EUA, da França, da Inglaterra e da ?? só desfilou o pau da bandeira e o portador andou pouco tempo a desfilar acabando por ser preso pela pide por atentar ‘contra a segurança do estado’.
Confuso é o comentário
Como perguntar não ofende, de qual população faz o Teixeira parte? Será que vislumbro uma auto crítica?
Perguntar não ofende. Mas cansa um bocado ler e até responder a comentários de comentadores que não percebem os textos tão simples que boto. Ainda assim respondo, por mera piedade: quando usa a primeira pessoa (“nós”) o locutor integra-se num colectivo.
Pois, eu é que não percebo. O medíocre Teixeira, uma vez que se integrou num colectivo, do alto da sua mediocridade, responde-me por mera piedade. E de facto, o texto é claro, com o “nós” ele integra-se num colectivo, “num”, não “no”.
E fica claro no texto que há colectivos e colectivos.
Não se canse, não responda … quiçá até não publique.
Fiquemos por aqui.
A frase final diz tudo ( o saudoso VPV foi ao osso ).
Quanto ao resto , se a agremiaçãozinha que tem PCP na tabuleta da porta fosse minimamente grata, já teria erigido uma estátua a Churchill e outra, grupal, ao Estado Maior Imperial nipónico….
O resto, vigarices sortidas e hollyoodescas ( uma vista de olhos pela ” Guerra de Inverno” será elucidativa…).
JSP
É verdade que só não vê quem não quer. E há aqueles que não vêem porque ninguém lhes mostra.
E depois da aberração das últimas duas semanas, prepara-se outra para este verão, com os mesmos protagonistas.
E no final, constata-se que continuam a não querer ver e continuam a não querer mostrar.
E depois temos um trump a dar lições de cidadania… como se fosse possível…
Costa é sábio no seu menear. E Sousa é tonto vaidosão.
A churrascada do Bolsonaro é festa ou acção política?
é Brasil
Boa tarde ,
Li no CM que o estado vai pôr 3500 polícias a guardar o Santuário de Fátima .
Não sei o que pensar disto .
Luis Almeida
A policia é para evitar o ajuntamento de pessoas. Nada está garantido que toda a gente cumpra o que aconteceu na Alameda no 1º. de Maio.
Parece que até a própria igreja pede para ninguém se concentrar no santuário.
Pudera, imaginemos uma série de casos de contágio e restaria umas certas duvidas sobre ‘nem a nossa senhora lhes valeu’.
pois…nao percebi patavina, somente implicita que nao gosta do 25 abril , e da repulsa contra a populaçao.
Ao menos o texto nao é longo, e o leitor nao perde tempo. Obrigado.
Você é mesmo antipático com as pessoas que de si discordam.
José de Bêtum