O delírio


Luís Naves,

Não me recordo de ter assistido a algo minimamente semelhante ao que vi ontem, a reacção histérica à cimeira de Helsínquia entre os presidentes americano e russo. Donald Trump foi acusado de imbecilidade, fraqueza e até de traição, por se ter encontrado com o líder da outra grande potência nuclear, por não ter falado grosso com o presidente Putin, ou melhor, por não ter batido com a porta nem ameaçado bombardear Moscovo. A política interna americana e a aproximação das eleições de Novembro não justifica o tsunami de textos ou comentários mordazes, violentos ou grotescamente exagerados, do género que ninguém se atreveu a escrever nos piores dias da Guerra Fria. Na época em que ainda existia comunismo e rivalidade ideológica, a então URSS interferiu em todas as eleições democráticas que se realizaram no Ocidente (acho que podemos dizer em todo o mundo). A interferência em eleições é algo normal para serviços secretos que tenham um mínimo de eficácia. Em qualquer votação, aliás, há sempre interferências de interesses económicos, de organizações não-governamentais, de grupos religiosos e potências estrangeiras mais ou menos discretas. Houve interferência russa nas eleições americanas de 2016? Claro, mas justifica-se uma nova Guerra Fria? Isto devia ser mais ou menos compreensível para quem esteja de fora a observar um episódio de política interna americana que ameaça transformar-se num veneno capaz de impedir durante anos as normais relações entre Rússia e EUA. Num desenvolvimento preocupante, isto pode até colocar a relação russo-americana no patamar da impossibilidade. Putin, que não é mais do que um autocrata pós-comunista, está a ser tratado abaixo de «tirano» pelos inimigos internos de Trump. Neste delírio, se os dois presidentes não podem falar, então também não haverá solução para os pontos de tensão potencial: Ucrânia, Báltico, Síria. É como se as elites americanas, no seu desespero vingativo, preferissem arriscar uma guerra nuclear, desde que isso lhes permita tirar Trump da Casa Branca. Que a coisa tenha aplausos em Portugal é ainda mais estranho.

35 comentários em “O delírio”

  1. “A interferência em eleições é algo normal para serviços secretos que tenham um mínimo de eficácia.”

    “Houve interferência russa nas eleições americanas de 2016? Claro”

    Se a interferência conduziu a que o processo eleitoral não tenha decorrido com lisura democrática então devem haver consequências judiciais e diplomáticas sobre as entidades responsáveis. Minorizar qualquer interferência num processo eleitoral mas, sobretudo naquele que determina a eleição de um Chefe de Estado, é apoucar a própria Democracia.

    Mas vindo do caríssimo Luís Naves é compreensível, uma vez que são frequentes os seus entusiasmos por figuras “autoritárias “.

    “Putin, que não é mais do que um autocrata pós-comunista”

    Presumo que autocrata e ditador sejam sinónimos

    Lamentável o caríssimo ter trabalhado para o Governo da República Portuguesa

    1. Este comentário é lamentável, sobretudo a última frase. Fui jornalista mais de trinta anos, tenho seis livros publicados, estive em três guerras e não vou levar uma chazada de uma pessoa que não consegue compreender o que escrevi. Escusa de comentar mais neste post, que não será aprovado. Não se preocupe com os meus futuros posts, pois não vou perder mais tempo consigo..

  2. Na época em que ainda existia comunismo e rivalidade ideológica, a então URSS interferiu em todas as eleições democráticas que se realizaram no Ocidente

    De que forma é que interferiu? Dê exemplos por favor.

      1. Pois, o meu problema é que, precisamente, a afirmação do Luís Naves muito me espanta, pois que não vejo de que forma é que a URSS terá interferido em eleições no Ocidente.

        1. Tem piada que ninguém fala das tentativas da “Europa” interferir nas eleições Americanas. Estas ultimas por exemplo.

          1. Que tentativas de interferir, ó lucklucky? Olhe que você não é o único que está de rabinho voltado para Trump! Grande parte dos dirigentes europeus faz o mesmo, com especial destaque para Theresa May.

  3. Muito claro L. Naves, mas politicamente muito incorrecto. Por cá “todo mundo” vai tentar apouca-lo. Mas a caravana lá vai passando.

    “…É como se as elites americanas, no seu desespero vingativo…”. Exacto.

    As “elites” anti-Trump por definição são o partido Democrata dos EUA. Mas acrescente-se todo o império de dependentes que a ingénua administração do “turista na política” Obama fêz com que florescessem: na política, na Administração pública, nos orgãode segurança nacional (CIA e FBI), nas Universidades e no ensino em geral, na comunicação social….

    Obama teve formação política socialista, com as “elites” socialistas dos EUA. Estas “elites” bem que tentaram instalar socialismo nos EUA … mas, aparentemente, ainda não foi desta.
    Exeptua-se -a este rol das esquerdas variadas, aonde prolifera o idiota inocente e útil, que gosta do seu socialismo sem responsabilidades- um eleitorado “blue colar”, o trabalhador do privado que não sabe fazer mais nada senão realizar um dia de “honesto trabalho” mesmo que mal pago.
    Veremos o que acontecerá no futuro.

    Anti (sucessos de) Trump como PR dos EUA, e já são “demasiados”, está, por óbvia inveja, inclusivé, o partido Republicano. Lembremo-nos que Trump não é “republicano”, só assinou um acordo para e durante as eleições presidênciais.
    …
    Via comunicação social portuguêsa e mesmo a grande maioria da congéneres nos EUA não há hipótese de se percebr o fenómeno do que é um não-político, na política, Trump.

  4. Luís, contradizes-te no teu próprio texto. Falas nas interferências da URSS em todas as eleições no Ocidente. Ora a URSS era uma inimiga, se não oficialmente, pelo menos na realidade. Os EUA tinham contra-inteligência preparada para isto e todos os presidentes reconheciam a ameaça. E isto numa altura em que não podiam interferir da forma como a Rússia interferiu nas últimas presidenciais americanas.

    Mais tarde perguntas se isto justifica uma nova Guerra Fria. Ignorando o facto de não ser simplesmente esta a questão, a verdade é que se durante a Guerra Fria a URSS interferia, pode-se assumir que teremos nova Guerra Fria quando a Rússia interfere. Aquilo que estás a fazer é lavar (e mal) algo que não se faz entre estados não hostis entre si.

    Além disso, o grande burburinho e o escândalo foi o facto de Trump aceitar a palavra de Putin (que nunca assumiria qualquer interferência, quer ela existisse quer não) no lugar de todas as evidências que os serviços de informação dos EUA e seus aliados lhe transmitiram.

    Isto foi ainda pior perante o tom que teve para com os aliados de há décadas e que o ajudam a manter e projectar o seu poder económico e militar. Depois da forma como tratou a NATO e o Reino Unido, a atitude perante Putin foi subserviente. Perante um estado hostil.

    Quanto a mim não esperava qualquer “falar grosso” por parte de Trump. Trump é um bully, os quais são invariavelmente cobardes. Na presença de Putin, que não se amedronta e é ainda mais duro (como escreves correctamente, é um autocrata – embora musculado e a deslizar para ditador), Trump simplesmente ficaria caladinho.

    1. O que digo, e repito, é que um episódio de política interna americana, que apenas excita alguns políticos norte-americanos, não justifica uma nova Guerra Fria que, na prática, impeça o presidente norte-americano de se encontrar em cimeira com o presidente da Rússia. Era o que mais faltava que as duas potências não pudessem negociar os seus problemas (Médio Oriente, Báltico, Ucrânia, etc.) por causa de um assunto deste nível de hipocrisia. Interferências em eleições de outros países? Toda a gente as faz.
      .
      Podemos não gostar de Trump (eu não votei nele, de certeza absoluta e não gosto do estilo), mas o que não pode ser é que isso nos leve a achar que uma cimeira entre as duas maiores potências nucleares do mundo foi uma coisa objectivamente má. Putin e Trump saíram de lá encantados um com o outro? Pois, para mim, que sou um potencial alvo dos mísseis deles, parece-me bem e não me importava que saíssem de lá aos beijinhos. Fiquei a modos que contente com a simpatia mútua.

  5. “O delírio” parece estar neste artigo. Mais uma vez Trump prestou vassalagem a Putin.
    Achar que Trump impediu uma guerra nuclear é igualmente delirante. Nem o Family Guy com as suas viagens no tempo sugeriria tal coisa.

    1. Acho incrível que este leitor não consiga ler um texto tão simples. Diga-me lá onde é que está escrito que Trump impediu uma guerra nuclear? Quando as pessoas não querem perceber, não percebem. Ainda me lembro das cimeiras entre EUA e Rússia em que o mundo suspirava de alívio. Desta vez, só vejo gente a pensar como um muro de betão.

  6. Mas sendo, segundo a sua teoria, a interferência russa em eleições americanas tão banal porque é que os vencidos das eleições americanas anteriores nunca se lembraram de explorar a presença dessa interferência russa e só neste caso é que fazem todo este barulho?

  7. Alguém dizia há uns dias que todas estas discussões sobre Trump (essencialmente anti-Trump) tem como ‘driver’ a incapacidade, impossibilidade, ou simplesmente a falta de vontade de demasiada gente supostamente inteligente em compreender os resultados das eleições americanas que determinaram a sua eleição – por mim, por mais que muito me desagrade, é claro que os americanos quiseram dar-lhe a vitória no colégio eleitoral. E querem que ele dispute, em primeiro lugar, uma ‘guerra’ comercial sob o mote “America First”, sem ter de se preocupar muito com as questões militares ou os papeis do EUA nos fóruns internacionais, onde aliás funcionaram e ainda funcionam como ‘cash cow’. O seu “desempenho” com Putin, ou anteriormente, com o líder norte-coreano ou os sauditas, é alinhado com isto – umas PR-Operations onde se permite expressar uma série de asneiras, servem mais anedotário que substância de trabalho de chancelarias ou de pesquisas de históriadores, porquanto não lhes pedem (demasiado) dinheiro. Se isto é certo ou errado, são contas de outro rosário, porque as reacções anti-Trump não se centram nesses dominios – procuram o ajuste de contas com a “história” e um ‘re-tuning’ com os devires do mundo como se tal se substânciasse em teorema que se espera demonstravel com reiterado ‘reductio ad absurdum’ e que a realidade, desatinada afinal, desmente tais históricos determinismo e afinal o tal ‘teorema’ é pífio – porque simplesmente, Trump anda a viver e capitalizar o seu “talento” de superar sucessivas rasas fasquias que esta lógica de ajuste de contas acaba por gerar em continuação sem o expor a responsabilidades e desafios que permitam confrontá-lo com uma visão de futuro alternativa á sua.

    Jorg

  8. Não me admira a reação ao artigo.
    Há muito que se instalou em todo o Ocidente um politicamente correto que eu definiria como sendo entre nós muito bem representado pelo BE: muito mimados, muito instalados, muito modernos, muito intolerantes.
    Começa a notar-se que há gente que está farta disso.
    Trump é um deles.
    Putin é outro.
    João de Brito

  9. Quando a Hilária apareceu com o botão do reset, o mundo aplaudiu. Qdo o Obama depois de fechar Guantánamo ( ou talvez não ) dizia ao ministro estrangeiros russos ao ouvido ( os micro apanharam.no) ” diz ao Putin que depois de ser eleito eu flexibilizarei as minhas posições face à Rússia, isto é só agora a fingir “…isso sim era um grande presidente e patriota. Agora que está falhada a 3ª guerra mundial com a Correia Norte ( prevista pelos que juravam, a pés juntos que o Trump nunca seria presidente) os pacifistas de pacotilha invectivam o Trump por ter um tratamento cordial com o Putin. Os democratas americanos são verdadeira trampa, só lhes interessa o poder deles, mesmo que para tal tenham que prejudicar o seu país.

  10. Acho que precisamos de definir muito concretamente o que é interferência em eleições, sobretudo num mundo de comunicações interdependentes.

    Por exemplo as fake news foram usadas pelo PC diariamente (no seu tandem com os sindicatos e muitas organizações e associações insuspeitas) para interferir em governos e até na produção de notícias a nível nacional, quanto mais em eleições. O gabinete de imprensa do PC fazia cursos de “montagem de notícias” na Roménia — era uma coisa feita à mão mas não era muito diferente de um processo de disseminação pelos social media.)

    Em última análise podemos até considerar que todo o jornalismo é interferência — porque traz sempre elementos que alteram minimamente, num ou noutro sentido, o “estado” de uma opinião.

    Portanto a questão é se houve ou não manipulação directa de um resultado (e aí tenho as minhas dúvidas porque os processos de voto na América são os melhores e não os piores) e mesmo assim podíamos considerar que essa interferência existe sempre: a Democracia nunca é um exercício puro de intenções — é um processo que resulta de um conflito.

    Mas se foi só barulho, who cares — só os snowflakes da Hillary que pensavam que as eleições estavam no papo (por causa dos preconceitos e do racismo de que dizem não sofrer) e a turba-multa esquerdóide na Europa mais os tansos em todo o mundo no facebook é que fingem que se importam com isso.

    Todos nós fazemos isso e queremos isso portanto fuck off e good bye que eu good fico.

    1. Os “snowflakes” não foram aqueles que nos anos 40 derrotaram escumalha nazi como “V.”? Agradeça não ter vivido nessa época pois teria perecido em Estalinegrado. Parece que a ideologia de escumalha como “V.” é perita em PERDER.

      1. Não, meu macaco, esses eram liberais (whigs, bem entendido) e conservadores. Os snowflakes são mas é uns panascas idiotas que vão ser dizimados por aqueles que andam agora a proteger. Bem, ao menos isso.

  11. Tentemos imaginar Ronald Reagan, em Helsínquia, com Brejnev ao lado, a pôr em causa as acções do FBI, da CIA e dos USSS, com base na palavra do seu homólogo soviético. Seria “acusado de imbecilidade, fraqueza e até de traição”? Não seria, porque, até aos tristes dias que corremos, tal acto de um Presidente dos EUA nem sequer seria imaginável, quanto mais defendido por mero facciosismo partidário. Se, quando “existia comunismo e rivalidade ideológica” essa era, por si só, uma razão para os comunistas “interferirem nas eleições democráticas que se realizaram no Ocidente” – agora que não há “rivalidade ideológica” – a ideologia de Putin é, apenas, a permanência de Putin no poder – qual é a razão para isso? O facto é que as “relações entre Rússia e EUA” deixaram de ser “normais” quando o anterior presidente dos EUA traçou uma “linha vermelha” para um tirano de terceira categoria, e, tendo-a este ultrapassado, não fez absolutamente nada. A partir desse vistoso colapso, um tirano (perdão, um “autocrata”) de primeira categoria percebeu que tinha via aberta para fazer o que lhe apetecia, começando por apoiar esse tirano de terceira a manter-se no poder. Muitos, pela mais rasteira conveniência política (ou outra), estão dispostos a ignorar que Putin faz, sem sequer tentar esconder, tudo o que o deixam fazer (simular atentados terroristas, prender e assassinar opositores e jornalistas, no país e no estrangeiro, governar em “tandem” constitucional para superar as limitações de mandatos, corrigir as fronteiras que não lhe agradam, bombardear civis em guerras próprias e de terceiros), e é evidente que “Trump na Casa Branca” é a coisa mais delirante que o deixaram fazer. Não há memória histórica de uma coisa assim ter acabado bem. Mas há historiadores que perderam a memória, ou a meterem na gaveta, eles lá saberão porquê. PS: tenho recorrido ao autor do texto para contestar os que põem em causa o direito dos húngaros a serem governados por quem querem e como querem, ao arrepio do “pensamento dominante” (direito que o autor já não reconhece aos turcos, curiosamente). Após ler este “post”, é um erro que não repetirei.

    1. Há aqui uma grande mistura de ideias. Putin é tirano ou autocrata? Estamos a discutir semântica. Putin é líder de uma potência, a Rússia, e está sentado em cima de um arsenal nuclear. Os EUA e a Rússia devem negociar entre si, como aconteceu no tempo de Putin e Bush, de Ieltsin e Clinton, de Gorbachov e Reagan, de Nixon e Brejnev, de Eisenhower e Kruschov, de Roosevelt e Estaline. O que digo e repito é que a Rússia não é hoje (por mais que tentem torcer os factos) uma potência com menos democracia que no passado e não é uma potência mais perigosa do que foi no passado. Claro que cada povo tem o direito a determinar o seu destino, seja o turco ou o russo, mas o facto de existir uma ditadura, oligarquia, teocracia ou tirania não pode impedir o normal funcionamento das relações internacionais. O presidente dos EUA fala com a China, com a Arábia Saudita, com a Coreia do Norte, qual a razão de não poder falar com o líder da Rússia? É absurdo!

      1. “Misturar ideias” é definir como “falar” aquilo que, à vista de toda a gente, o Sr. Trump fez em Helsínquia com o Sr. Putin. Como toda a gente viu, foi o Sr. Putin que falou com o Sr. Trump. Este ouviu e disse o que lhe mandaram. Claro que a Rússia não é hoje nem mais nem menos democracia do que era no tempo de Ivan o Terrível, Alexandre III, ou Estaline (apesar de fingir ser mais, mas sem se esforçar muito, com faz com o avião malaio ou o “novichok”). Por isso mesmo é que as “relações internacionais” com a Rússia não comportam que o Presidente dos EUA vá lá (ou ao lado) dizer mal e desmentir o seu aparelho de segurança. Lamento, mas não se perceber isto não é aceitável.

      2. A ideia com que eu fico é a seguinte: uma teoria da conspiração caracteriza-se por ser um conjunto de factos colocados numa determinada sequência e que muitas vezes nem sequer estão ligados entre si (o melhor exemplo são os filmes de Michael Moore) mas cuja característica principal é a ausência de uma causa minimamente plausível que é sempre substituída pela vertigem ideológica ou por um lado irracional. Ou seja, ainda ninguém conseguiu explicar de forma coerente por que carga de água é que Putin havia de querer interferir nas eleições americanas — só porque sim, parece.

        Mas a verdade é que é apenas a desculpa que a elite pedante dos democratas inventou para terem perdido as eleições para um palerma abrutalhado da construção civil.

          1. Fazer um filme sobre o caso de Columbine e atribuir culpas a uma sociedade inteira e ao mesmo tempo a dois ou três indivíduos que representam a NRA é uma farsa absoluta — mas eu estava mais a referir-me ao método de escrever os próprios filmes. Não vou revelar os truques todos porque são segredos profissionais, mas digamos que a ilusão de que existe um problema é criada pela justaposição de factos que não têm relação entre si e, sobretudo, pela justaposição de factos ligeiramente abstractos que não estão ligados por uma causalidade directa (do género o facto A provocou o facto B). Como acontece no fenómenos mais primitivos da psicologia, as coisas são percebidas como um todo e aquilo que elas são verdadeiramente foi omitido. No caso de Michael Moore, ele é suficientemente estúpido para fazer isso sem se dar conta, porque já viu aquilo feito assim nos programas dos OVNIS com intervalos para vender pasta de dentes e gostou.

            Num outro filme feito para os crédulos esquerdistas em toda a internet (aquele da tese do inside job do 11/7) os truques estão todos à vista. Vai lá ver.

          2. “(aquele da tese do inside job do 11/7)”
            11 de Julho? Donald Trump, és tu? Já não basta “V.” ser burro que nem uma porta, mas ainda diz os mesmos disparates que o líder.
            A não ser que esteja a dizer que a vitória de Espanha na final do Mundial de 2010 a 11 de Julho tenha sido um inside job da FIFA mas duvido que os americanos tenham alguma coisa a ver com isso pois para eles “futebol” é um desporto em que se corre com uma bola nas mãos e atira-se jogadores ao chão.
            Se a estupidez matasse o funeral de “V.” já tinha tido lugar há muito.

  12. O Luís Naves tem razão.
    Na minha modesta opinião Trump tem feito mais pela paz e estabilidade mundial que os seus recentes antecessores.
    É mais que óbvio que o “establishment” internacional ainda não conseguiu digerir a derrota da senhora Hillary na qual depositavam tantas esperanças em novas frentes de pacificação…
    Na europa já ninguém tem paciência para os “líderes” que nos querem vender, a mudança tem sido lenta mas tem sido consistente, nos USA aconteceu o mesmo.

    WW

  13. Afinal o Luís Naves tem razão. O próprio Trump que dissera que não via motivo para a Rússia ter interferido na eleição quando chegou à América clarificou que o que ele tinha querido dizer era que não via motivo para a Rússia não ter interferido nas eleições americanas (“wouldn’t” em vez de “would”). Afinal tratou-se de um mal entendido causado involuntariamente pelo Trump. A interferência russa nas eleições americanas é perfeitamente normal.

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