
Passos Coelho pode orgulhar-se de ter dirigido o governo que conseguiu levar a bom porto o país, depois da situação mais complexa que qualquer governo teve em Portugal desde 1975, em grande parte por culpa do governo anterior. Como primeiro-ministro, revelou-se especialmente em dois momentos extremamente difíceis. O primeiro foi em Julho de 2013, quando segurou o governo, perante a demissão irrevogável do seu parceiro de coligação, Paulo Portas, evitando que a coligação se desfizesse, como sucedeu à AD em 1982 quando Freitas do Amaral tembém decidiu abandonar o barco. O segundo foi em Julho de 2014, quando recusou envolver o dinheiro dos contribuintes no colapso do BES, não repetindo assim o que Sócrates tinha feito com o BPN. Passos Coelho apresenta a seu crédito ter conseguido evitar novos resgates e ter colocado o país novamente a crescer. Por isso, como recentemente escreveu o insuspeito José Silva Pinto neste livro, mesmo que perca as eleições, sairá sempre do governo com a consciência tranquila.
O problema é que não se ganham eleições com base nos feitos do governo anterior, e muito menos a referir os deméritos do governo que tinham na altura substituído. Churchill também conseguiu no Reino Unido o enorme feito de vencer uma guerra que no início todos davam como perdida e nas eleições subsequentes foi esmagado pelos trabalhistas. Para ganhar eleições é preciso apresentar um projecto político consistente ao eleitorado e combater eficazmente por ele.
A coligação, pelo contrário, convenceu-se de que o balanço que poderia apresentar destes quatro anos chegaria para a vitória e que por isso bastaria aos seus líderes fazerem-se de mortos até às eleições. Diga-se de passagem que até ontem a estratégia parecia resultar, tantos eram os tiros que Costa estava a dar no seu próprio pé. Daí que os debates tenham sido menorizados, não se lhes tendo dado grande importância.
Só que a forma como Paulo Portas foi trucidado por Catarina Martins deveria ter feito soar as campainhas de alarme nos partidos da coligação, fazendo prever um combate muito duro com António Costa, no qual Passos Coelho teria que jogar ao ataque. No entanto, este apareceu à defesa, tendo tido muita dificuldade em aparar os golpes do adversário. Nem sequer respondeu a acusações que não tinham qualquer consistência, como a de ter aumentado a dívida. Como é que teria sido possível ela ter sido reduzida depois de o governo anterior ter pedido emprestado 88 mil milhões de euros e continuar todos os anos a existir défice no orçamento do Estado?
E deixou passar em claro a afirmação extraordinária de Costa de que tinha vendido terrenos da Câmara de Lisboa e decidido aplicar o montante no pagamento da dívida da autarquia. Como aqui se explica, Costa não vendeu terreno algum, já que eles tinha sido expropriados em 1942. Apenas se limitou a chegar a acordo numa acção que a Câmara tinha instaurado contra o Estado e que não tinha quaisquer garantias de vir a ganhar. E também não decidiu reduzir a dívida com o dinheiro recebido, pois não recebeu dinheiro algum. O acordo no processo foi que o Estado assumiria e passaria a pagar 43% da dívida da Câmara. É espantoso que surjam afirmações deste género num debate e que não surja por parte do adversário uma resposta à altura.
Ou os líderes da coligação deixam de fazer de mortos e se preparam a sério para este difícilimo combate ou serão apeados nas próximas eleições sem apelo nem agravo. E quem sofrerá com isso é o país, que passará se calhar a ter o único governo de frente popular da zona euro.

Começo pelo fim.
Os líderes da coligação não podem deixar de parecer mortos porque na realidade eles estão mortos. E eu afirmei que o uso e abuso da situação em torno de Sócrates seria a sua Ruína. Assim aconteceu.
O que aconteceu também no caso dos terrenos do aeroporto e de tudo quanto vem noticiado no link que nos proporciona reflecte uma alienação de património, não obstante o tipo de acção por parte do estado (expropriação) e da litigância que há tanto tempo se arrastava.
Acontece que os terrenos tinham valor, e o acordo só demonstra que devia existir ressarcimento.
Qualquer movimento fora disto só pretende desvalorizar o que na realidade tem valor, isto é, o empenho de Costa na solução dos problemas. Assim esta coligação tivesse procedido em relação a todos os temas que abalam a nação.
Ficou demonstrado neste debate que a coligação é uma formação meramente pitagórica que pretende através de números coligados fazer parecer que é vitória a derrota a que serão submetidos. Que não haja dúvidas.
Por último, Nem Passos nem Portas nem o Presidente da República têm argumentos para justificar tudo quanto não fizeram e que não são capaz de fazer.
Não tivemos um governo, e com o devido respeito que me merecem alguns ministros digo que tivemos meninos num banco de escola a copiar um texto e no recreio faziam tropelias, indo aonde não deviam ir.
Um terreno é um bem tangível, com um valor seguro. Uma acção judicial é um direito litigioso, cujo valor é por isso especulativo, nunca se podendo saber qual é o valor de terminar com o processo. Confesso que nem eu próprio entendo a justificação para o Estado ter aceite esse negócio, que só contribuiu para ainda mais a dívida. Trocou-se dívida da Câmara por dívida do Estado.
Eu percebi que o Luís quis dizer isso. Só pretendi dizer que o acordo feito valorou a afirmação produzida por Costa. Foi esta valoração que fez cessar o efeito especulativo da acção, que até podia, especulativamente, ser melhor (ou não) com decisão judicial.
Mas pretendi realçar que a litigância e o acordo alcançado são fruto da preocupação de Costa na gestão da coisa pública que lhe foi incumbida. Resulta disto que se não fosse seu empenho também a dívida não teria sido reduzida, porque sem esta acção o estado nada lhe daria. É claro que a responsabilidade passou para o estado (todos), mas o estado faz este acordo porque tem contrapartidas a montante.
Eu estou puto da vida com Passos na forma como conduziu a nação, à revelia do voto que lhe foi confiado. Isto é uma falta de respeito e demonstração de desprezo para com os eleitores e cidadãos em geral. Todos nós sabemos que ao tempo existiam duas contabilidades: a que contava para Bruxelas e a nacional. E ninguém pode dizer que desconhecia os números e a situação. Mas concordo consigo na ideia que tem de Passos sobre essas duas circunstâncias (2013 e 2014).
Passos Coelho pode orgulhar-se de ter vendido tudo que dava lucro e de o país já nada ter, para fazer frente a dificuldades. Passos Coelho pode orgulhar-se de ter aumentado a dívida substancialmente o que é grave. Passos Coelho pode orgulhar-se de o país ter ficado sem recursos. Passos não se pode esquecer que o PSD esteve sempre no poder alternado com o PS e ambos tendo o CDS como parceiro e que os estragos começaram com o PSD no tempo de Cavaco Silva. Por mais que queira atirar areia, para os olhos de quem lê o seu comentário, certamente vai continuar a enrolar os que não querem ver, os outros que querem ver, já não se deixam enganar com facilidade porque a mentira não leva ninguém a bom porto e se há governo, mentiroso, este bate todos os recordes.
Sobre o debate já disse tudo, mais atrás, no poste do Sérgio de Almeida Correia mas, isto de dizer que este governo bate todos os recordes de mentiroso… realmente é preciso comer muito queijo… ainda me lembro do Pinóquio.
Aliás, vou só repetir uma parte do comentário porque não consigo engolir o maldito sapo, não há maior mentiroso que o Costa, votei nele para a Câmara, mandou o meu voto para o lixo, foi tratar da vida dele e deixou um, à escolha dele e não dos lisboetas.
Muito provavelmente, se tivesse ficado o Seguro eu votaria PS, agora votar no nº2 do Pinóquio? Sei que os votos não servem para nada mas, no mínimo, não gozem com o pagode.
Este, pelos vistos, se arranjarem um tacho na Europa deve ser dos tais que vai logo cumprir uma obrigação importantíssima… tratar da vida dele.
Tal como o Chico eu também não gostei do que ele fez ao Seguro, mas daí dizer que o Costa é isto e aquilo, só porque foi ministro de Sócrates, não. Não posso julgar ninguém pelos actos dos outros, por isso se Sócrates fez ou não fez, não sabemos, o Costa não pode ser julgado pelos feitos do outro. Reafirmo, este governo bateu todos os recordes da mentira de tal modo que é difícil acreditar nele. Hoje dizia A, amanhã B, ao ponto de fazer orçamentos inconstitucionais.
Sem TGV e sem loucuras está bem, até o Sócrates seria óptimo!
Marcelo a presidente!
O jogo esteve animado, viril, manhoso, mas que não deu para virar a eliminatória. Disputado em campo neutro o encontro teve vitória tagencial da equipa Costa que estando em grande desvantagem teve de fazer o jogo da sua vida, ocupando todo o espaço, recorrendo a muitas faltas não assinaladas pela arbitragem que se mostrou parcial, tendo até cortado várias jogadas de perigo da equipa Passos. A disputa continuará fora do campo mas a classificação final pouco mudará, até porque o ex capitao da equipa Costa continua suspenso e a restante equipa está muito dividida e sem soluções para vencer o campeonato. A equipa Passos nas jornadas que restam só terá de não sofrer nenhuma goleada e acima de tudo, mostrar-se um pouco menos defensiva e calculista.
Portugal pediu 78 mil milhões e não 88 mil milhões como diz o autor do post.
Depois de Sócrates nunca pensei que se pudesse descer mais baixo, enganei-me, assim como muitos outros Portugueses.
Este governo só fez uma reforma, que foi a das leis laborais e a mesma incidiu somente em desproteger totalmente os trabalhadores pondo-os á mercê de empregadores que vêem o trabalho como o principal custo numa organização.
Não conseguiu cumprir os critérios definidos com a troika fosse ao nível do défice e da divida.
Não conseguiu controlar a despesa e teve por isso de recorrer a um forte aumento de impostos.
Não fez um único orçamento que não tivesse de ser rectificado e tentou muitas vezes governar á margem da constituição.
Vendeu os últimos activos do estado mesmo sem necessitar indo além dos objectivos da Troika.
Por ultimo tratou com desdém todos aqueles que sendo moderados lhe apontavam as fragilidades da acção apesar de reconhecerem que muito teria de mudar mas infelizmente nada mudou pois este governo LIMITOU-SE a cortes cegos na despesa e ao aumento de impostos.
Pode-se invocar que 3 anos era um prazo curto e reconheço que isso é verdade mas em contrapartida eu não negociei nada nem assinei nada ou dei a cara por um programa que achava curto.
O PS por seu turno baseado em cenários irrealistas tenta mostrar que pode fazer diferente e melhor, OMITINDO que em Portugal já ninguém risca nada, que as ORDENS vêem de fora como se viu no caso Grego e só nos resta esperar boa vontade por parte dos nossos líderes europeus .
Culpo a coligação pela oportunidade perdida (talvez a ultima) por não ter governado com verdade e sobretudo pelo Bom exemplo que deveria ter vindo de cima mas também não vou esperar que seja uma maioria PS a fazer tudo o que impõe para o futuro.
” Não é de patriota nem de político abandonar o futuro às contingências da sorte, não criar para uma obra condições de duração e de estabilidade. Por definição só fica feito o que perdura. “
O deficit aumentou, porque a Troika mandou tirar o “garganhol” que. o Professor Filosofo Engenheiro” escondia no armário: BPN – PPP – Empresas Publicas – S. Nacional de Saúde … chega?
“Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução.”
“Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa.”
“Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas.”
“Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos.”
“Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos.”
“Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa.”
“Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português.”
“A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento.”
“A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos.”
“O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento.”
“Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate.”
“Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?”
Escolha qual das afirmações é verdadeira e depois diga-me se souber qual o ponto de partida (em 2011) para a divida e défice e aquele em que estamos.
Não se preocupe que eu não votarei PS.
“O segundo foi em Julho de 2014, quando recusou envolver o dinheiro dos contribuintes no colapso do BES,”
Espero que tenha licença como humorista ou pelotiqueiro, porque sem ela arrisca-se a ser multado.
Começo e termino pelo fim, poderá ser mais explicito quanto ao podermos vir a ter um “governo de frente popular”? Está a referir-se a um governo do PS ou a quê?
Estou a referir-me a um governo PS + PCP ou Bloco de Esquerda ou Livre ou PDR, ou seja o que for.
Governo PS com maioria absoluta não me parece possível e com os partidos da coligação Costa já disse que não se coligaria. Resta-lhe por isso um governo com os partidos de esquerda no parlamento. O apoio a Sampaio da Nóvoa parece indicar ser essa a estratégia. O projecto é uma maioria, governo e presidente de frente popular.
O The Economist já chamou por isso a atenção para os riscos de Portugal se tornar uma nova grécia.
Obrigado, mas já respondi no blogue onde comentei
ok. Vem aí o paraíso.
Luis Menezes Leitão,
Concordo com muito do que diz, sobretudo no primeiro paragrafo, mas não concordo com o balanço muito negativo para a coligação que faz dos dois debates que refere.
Vi o debate entre Paulo Portas e Catarina Martins e não me parece nada que aquele tenha sido “trucidado” por esta. O discurso de Martins, embora fluido, é em catadupa e pouco claro para a maioria das pessoas, ainda mais para a generalidade dos “indecisos”. Portas, com um discurso bem mais pausado e simplificado, foi passando a mensagem que interessa à coligação : graças ao governo actual Portugal não foi a Grécia e o mais sensato é mesmo não mudar de rumo e de equipa.
Também vi o debate entre Pedro Passos Coelho e Antonio Costa e não percebo porque que é que se diz por ai que o Costa “ganhou”.
Passos Coelho esteve “à defesa” ?
Claro que se procurou defender quando Costa, no seu papel de opositor, o atacou. E quando pode desenvolver a sua argumentação até não se saiu tão mal como isso.
Mas também atacou. Por exemplo, lembrando as responsabilidades do PS na situação critica de 2011 e acusando Costa de propor o regresso às politicas que no passado levaram aquele resultado.
Passos Coelho não respondeu a todas as acusações e criticas feitas por Costa e não falou suficientemente no que pretende fazer no futuro ?
Mas não é possivel faze-lo num debate como este, com tempo limitado e com interferencias frequentes dos jornalistas. Por esta ordem de ideias, então Costa ainda respondeu menos e não conseguiu desfazer a ideia de que as muitas promessas que faz não são execuiveis ou são perigosas.
Certo, não é facil o governo actual convencer ainda mais portugueses, que sofreram os efeitos da austeridade, que o que é agora preciso é … continuar com a mesma politica.
Mas o problema não está tanto numa suposta incapacidade comunicacional dos governantes actuais mas antes na dificuldade em justificar os sacrificios que foram impostos aos portugueses, ainda mais quando uma parte importante das “elites” nacionais faz demagogicamente campanha por um regresso às receitas do passado.
O De Vento deve estar eufórico. Hoje à noite vimos um Sócrates bronzeado. Grosseiro, intolerante, impaciente, a forjar conspirações e indignações. A transformar o lingrinhas da RTP num Torquemada laranja. E isto depois de ganhar um mísero debate. Se ganhar umas eleições, temos aí um novo macho Alfa para os caninos saudosos do Grande Líder se embevecerem.
Meu caro JPT, Sócrates é uma preocupação sua e da coligação. Eu votei contra ele e foi definitivo.
A derrota que lhe foi infligida tem o meu cunho. Vocês é que andam a ressuscitar mortos. E tanto fizeram que conseguiram tal prodígio. Mais ainda, esse prodígio começou exactamente no momento em que esta coligação chama a si o PEC IV e com Gaspar vai mais longe. A partir daqui o meu alvo é a coligação.
Tem de me demonstrar onde viu esse Sócrates na personagem bronzeada da televisão. Fico à sua espera.
Eu não tenho euforias, tenho as minhas contas e a certeza de um futuro onde há muito para lavrar. Mas não é com os tractores que agora lá estão.
Boa análise, parece-me. Lúcida e honesta. Como poucas que ouvi nas últimas 24 horas. Acrescentaria mais um exemplo que reforça a ideia central do post e que não me me parece despropositado: João Soares também perdeu a Câmara depois de um excelente trabalho de 4 anos (os últimos anos de progresso sério a que se assistiu em Lx) e porque passou a campanha a coçar a barriga, resfolegando de contentamento pelos anos anteriores. Como sabemos, lixou-se. (E
Lisboa também.)
Concordo inteiramente com a comparação com o caso João Soares. Este foi talvez o melhor presidente da Câmara de Lisboa de que me lembro. Perdeu as eleições precisamente pela atitude que refere, tendo sido igualmente esmagado por Santana Lopes num debate decisivo. E os eleitores valorizam mais a promessa de um novo túnel para a cidade do que a memória de um bom trabalho nos quatro anos anteriores. Queira-se ou não, é essa a realidade.
Obrigado, fiquei esclarecido. Depreendo, pois, que o seu receio é que se PS ganhar as eleições, não ganhe por maioria absoluta e, se assim for, se coligue com quem quer que seja. à esquerda. Mas, olhe que não, estou convicto que se o PS ganhar só com maioria relativa não fará qualquer coligação com quem à sua esquerda lhe é tão hostil como a direita que nos desgoverna, nos empobrece em todos os sentidos, e governará, mesmo minoritariamente, procurando, naturalmente, possíveis acordos pontuais, pois, quem o fizer cair sofrerá as devidas consequências.
Como se passou com o governo de José Sócrates em 2011… Governar neste cenário de crise com um governo de maioria relativa, sabendo-se as reformas que têm que continuar a ser feitas, só para quem estiver completamente doido. Nem na Alemanha a Senhora Merkel deixou de chamar o SPD para o governo.
Para alguns o governo de Passos Coelho ficou aquém da Troika (não cortou suficientemente a despesa, não liberalizou suficientemente os mercados de trabalho e produtos, não atingiu as metas para o déficit e a divida, etc ) para outros foi além (maior aumento de impostos, maior receita em privatizações, cortes não previstos, etc).
Nem uma coisa nem outra.
Na verdade, o memorando assinado com a Troika pelo governo português então em funções era um programa indicativo para um percurso que seria forçosamente incerto e imprevisível.
Desde o principio que se sabia, começando pela própria Troika, que o que estava no programa teria de ser progressivamente e regularmente verificado e ajustado em função da realidade e da sua evolução.
E isto tanto mais que se percebeu rapidamente que a realidade era muito pior do que aquilo que o governo Sócrates dizia então ser e que serviu de base para a negociação com a Troika (por exemplo, o déficit orçamental e a divida publica reais eram muito superiores ao anunciado).
E isto tanto mais que se verificou internamente uma resistência e uma oposição fortes, até no plano institucional (TC , PR , etc ) a certas medidas necessárias para se atingirem os objectivos do programa (défict , divida, etc ).
Foi portanto necessário ajustar o programa mas tudo isto foi feito em estreita concertação com a Troika, exigido pela Troika, aprovado e autorizado pela Troika.
Portanto, o que o governo Passos Coelho fez foi exactamente aquilo a que se tinha comprometido : aplicar o programa da Troika. Por sinal, um programa que nem sequer fora “negociado” por ele.
E ainda bem que o fez porque o progrma da Troika, para além de ser uma exigencia dos credores e uma expectativa dos mercados, era o minimo indispensavel para que o pais saisse, como saiu, da situação critica em que se encontrava em 2011.
Não vale a pena fazer comparações, o cenário político-partidário na Alemanha não é semelhante ao português, e é com este que temos de nos governar. Se o PS ganhar só com maioria relativa, governará assim e quem o travar arcará com as devidas consequências. Coligações contra natura é que não.
Se calhar a minha TV estava desnivelada com que queria ouvir e não ouvi. Passos Coelho esteve nervoso com a explicações que queria dar mas não lha permitiram. Costa apenas se limitou a contra-atacar. Passos foi mentiroso? Foi. Costa não irá pelo mesmo camnho? Que o confirmem os Lisboetas aquando a passagem pela CML. Se os 40% de redução da dívida da Câmara não fosse uma oposição errisória, estávamos perante um PM que sem palmadinhas na UE iria tirar Portugal da Cepa- torta, mas não. Costa, reduziu a sua dívida, melhor a divida da CML, graças aos contribuintes e não pelo seu esforço. Porquanto, os 30 000 000 de aumento da dívida de PPC é só passar uma calculadora ao AC para que ele adicione o valor da dívida em 2011 ao valor do juro de empréstimos em 2015 e depois questione a governação da CML com a governação do GP para retirar dúvidas daquele que mais tem feito pelos portugueses.
Para o resultado do debate é PPC -1: AC -1
Porquê um valor negativo?
Mantiveram-se isentos para os interesses dos portugueses e daquilo que necessitamos para Portugal no futuro.
não concordo que o debate tenha a importância que aparenta dar.lhe(não conheço ninguém que o tenha visto); segundo se alguém mudar por um debate, só um indeciso e também reduzir a disputa a uma espécie de jogo, é apenas uma narrativa.