O crime não compensa


Pedro Correia,

ukraine-stamp-design-contest-boris-groh-snake-isla

Prossegue o cortejo de atrocidades na Ucrânia. O maior país europeu em área territorial foi invadido a 24 de Fevereiro pelo vizinho de Leste num acto de guerra não declarado. Moscovo continua a mobilizar milhares de soldados e a despejar ali a sua poderosa artilharia em criminosa violação do direito internacional.

Há evidente desproporção de forças. O agressor possui o maior arsenal mundial de armas atómicas. O agredido não tem nenhuma: abdicou delas em 1994, num tratado internacional que o Kremlin rasgou.

Jamais o ditador Putin se atreveria a invadir uma Ucrânia dotada de ogivas nucleares. O crédulo pacifismo ucraniano da década de 90 comprova hoje ao mundo inteiro que é suicídio ser complacente com Moscovo.

Mas a Rússia, idolatrada por comunistas e venerada por fascistas, será derrotada na Ucrânia. Já perdeu a guerra do Afeganistão em 1989. Já perdeu a Guerra Fria em 1991. Tal como perdeu a batalha de Kiev — forçada a levantar o cerco, vergada pela tenacidade dos resistentes. 

O crime não compensa.

 

ADENDA: O selo de correio agora lançado na Ucrânia bate recordes de vendas, adquirido por gente de todo o mundo. Uma forma, como tantas outras, de apoiar David contra Golias.

74 comentários em “O crime não compensa”

  1. Um promenor, tanto a Rússia, a Ucrania e a NATO falharam com os acordos, a Rússia por invadir e a NATO e a Ucrania por quererem chegar a um acordo. A Ucrania possuia as armas nucleares, mas não os códigos de lançamento, que muito provalvelmente já teriam sido vendidas no mercado negro assim como foi vendido grande parte do material bélico. No inicio dos anos 90 a Ucrania era o terceiro pais com mais armamento, perdeu essa posição não por ter destruido as armas ou por outros paises como a China terem aumentado a taxa de compras ou importações, mas sim devido à corrupção. O filme Lord of the War com Nicolas Cage tem base veridica e mostra bem os meandros dessa época.

      1. É argumentário anti conflito, para dançar um tango são precisos dois.As conversações entre Reagan e Gorbatchev que indicavam um caminho para a paz, forma destruidas não só por Putin, mas pelos dirigentes ocidentais também. Mas algo salta à vista, quando se fala em poderio militar russo, afinal não é um real poderio, muito provalvelmente a China também não passará de um tigre de papel. Os EUA têm muita experiência e prática em guerras. Também pudera, nunca estiveram fora de uma guerra desde a WWII. Muitos anos a virar frangos. Quem é a pessoa que vendo a sua cara metade a deitar-se na mesma cama com uma arma carregada, para ”protecção” vai dormir mais descansado sabendo que está mais protegido de potenciais assaltantes. A Finlandia e Suécia, tendo sido neutros durante muitos anos, sem participarem activamente em conflitos armados, estão a decidir em desenhar um alvo nas costas, para se sentirem mais seguros. Certo, é assim que atinge paz. E o burro sou eu

        1. Vá você, em peregrinação por Estocolmo e Helsínquia, elucidar os “burros” dos suecos e dos finlandeses, que querem abandonar a neutralidade e ficar sob a protecção da NATO, ali a dois passos do carniceiro.
          Eles certamente não deixarão de anotar a sua esclarecida (e anónima) opinião.

          1. Vão ser lindos os posts, neste blog quando Marine Le Pen ganhar a eleições francesas e começar a discutir a saída da NATO.

      2. Imagine que Portugal tinha armas nucleares por altura da revolução de Abril, o que daria mais segurança aos portugueses, era Portugal mantê-las, com os comunistas a tentarem chegarem ao poder ou despachá-las oficialmente para qualquer lado e recebendo por isso ainda por cima, bastando assinar um documento em que se comprometia a manter-se neutro e que não seria atacado por nenhuma das partes com quem assinou o acordo. A opção lógica é apenas uma. Neste caso quem falhou primeiro? Foi a entidade que quis terminar com a neutralidade acordada

        1. Continua a lógica moscovita. A culpa da agressão é da nação agredida, não da potência agressora.
          A mesma lógica que leva alguns grunhos a dizer que a culpa de haver mulheres violadas é delas próprias, não dos violadores. Talvez por usarem decote e mini-saia.

          Azar da Ucrânia, ter usado mini-saia. “Estava mesmo a pedi-las”, uiva o grunho.

          1. A culpa é de quem não aceitou o threesome proposto por Yanukovych em 2013, quando colocado entre a espada e parede por Putin e pela UE. São culpadas todas as partes que forneceram armas pesadas à cambada de hooligans que estavam a causar problemas com pedras, barras de ferro e uns mais perigosos cocktails molotov, que causaram mortos mas não aos milhões como causa o armamento pesado. Como bem diz o Ron Paul, para prevenir conflitos é necessário comércio livre entre povos e não mais armamento. Mais armas nucleares não evitam conflitos entre os paises que as possuem, pois apenas seriam utilizadas, se uma das partes já não tendo nada a perder entrasse em modo suicida

          2. O Putin é genocida tal como, Biden, Zelensky, Ursa, e sem esquecer George Bush. Agora Assange por apenas exercer o seu direito de opinião e de liberdade de informar vai ser extraditado e provalvelmente preso mais 175 anos, enquanto as penas para os militares americanos que foram acusados de crimes de guerra, apenas porque as primeira provas foram divulgadas por Assange, tiveram quinze dias presos e perda de parte do salário. É o genocida de Putin que teve azar nos danos colaterais no Afeganistão, Iraque, Síria, etc. é ele que continua com Guantanamo em funcionamento. Para mim e para o estado de direito, toda a gente que comanda alguém ou ele próprio pega numa arma para disparar em outrém é criminoso, estranho uma entidade sem existência fisica a comando de pessoas poder praticar esses crimes, não sendo os comandantes acusados e sem que a ONU, faça nada contra, que apenas escolha quem é bom e quem é mau, quando tanto uns como outros praticam os mesmos actos, apenas alterando as vitimas. Como diria Marquês de Sade, se alguém tem direito a assassinar outrém esse alguém é uma pessoa não uma entidade, pois esta não tem emoções, não tendo existência física, não tem vontade de vigança. Seria de valor ver a ONU, e o Papa se realmente enviado por Deus e mesmo você e blogs e redes sociais discutir a proibição da produção e do comércio de armamento pesado mundialmente, de todo o tipo de armas que necessitem de mais de que um operador, tal como há essas proibições para as drogas pesadas.

          3. O vosso “papa” é o patriarca ortodoxo da Rússia, que abençoa os fuzis do carniceiro do Kremlin. Dizendo que esmagar a Ucrânia é “guerra santa”.
            Esse criminoso devia ser conduzido à justiça internacional.

            Libertários da treta. Agacham-se ao primeiro déspota que vos aparece pela frente.

          4. Muito provalvelmente a Rússia possui o seu próprio The Hague Invasion Act. Mais uma falha da ONU em não conseguir garantir de que qualquer pessoa independentemente da sua nacionalidade possa ser julgada e acusada pelo TPI.

  2. A vitória de Putin e da Rússia é já mais do que evidente:
    1 – A Ucrânia nunca foi um país. As actuais fronteiras foram artificialmente criadas em 1991 por um tratado imposto à URSS. Em eslavo «ucrânia» significa “fronteira”, nunca foi um povo ou uma cultura (basta conhecer um pouco de História). Desde o início do séc.XX foi sempre uma província russa, basta ver quem fundou todas as actuais cidades e aldeias, edifícios, infraestruturas e fábricas, ou o nome das ruas e praças.
    2 – A atual Ucrânia foi um roubo territorial que os EUA/Nato fizeram à Rússia, quando estava frágil. Esse roubo foi a verdadeira invasão.
    3 – Em 2014 os apoiantes e militantes do actual «regime zelensky & batalhão azov» (ver a ideologia e os objetivos políticos e morais deste regime nos documentos da ONU) iniciaram uma guerra civil contra a população falante de russo, totalmente indefesa. As atrocidades cometidas pelo «regime zelensky e batalhão azov» começaram com o genocídio, tortura e crimes à população falante de russo (como está escrito nos Relatórios da ONU).
    4 – A xenofobia e o segregacionismo do «regime zelensky & batalhão azov» levou, entre 2013 e 2016, à remoção de 965 estátuas referentes aos russos que tinham criado e conquistado aquele território, mudaram o nome a 32 cidades, a 986 localidades e a 52.000 ruas. O que evidencia e prova o roubo e a agressão dessa «nova pseudo-raça ucraniana».
    5 – A Rússia já venceu esta Guerra.
    6 – Recuperou a Crimeia e o Donbass. Recuperou o controlo do norte do Mar Negro e o Mar de Azov. Impedirá o desenvolvimento económico da Ucrânia a Leste do rio Dniepre por muitos anos.
    7 – A maior de todas as vitórias, já alcançada ao 56º dia pela Rússia, é a evidente derrota do poder unipolar e globalista dos EUA/Nato/UE (desde a Internet, aos sistemas internacionais de pagamento, ao mercado económico, ao sistema financeiro, até à exploração espacial, etc.). A Rússia conseguiu, já ao 56.º dia, formar um renovado 2.º Bloco (agora com a China), tendo a Índia como parceiro sem limitações para prosseguir as trocas económicas, financeiras e militares.
    8 – A vitória da Rússia está em ter conseguido formar um novo Bloco, capaz de igualar (e até superar) o poder dos EUA/Nato/UE. Putin já recuperou grande parte do poder que a Rússia perdeu com o fim da URSS (ao ter conseguido o apoio da China).
    9 – Mas há ainda outra vitória, já conseguida por Putin e pela Rússia. O Mundo deixou de considerar que o “david” é a Ucrânia, e a Rússia o “golias”. O Mundo passou a considerar que a Rússia combate sozinha os EUA/Nato/UE na Ucrânia. Quanto mais armas, sistemas de informações, e milhares de militares (disfarçados de mercenários e voluntários) desses países ocidentais se vão descobrindo a lutar lá, maior é o sentimento mundial de que a Rússia combate sozinha os EUA/Nato/UE. O que lhe traz mais aliados no Médio Oriente e em África.

    1. Temos agora os pupus, propagandistas servis do Putin. Hão-de vir os xixis, servos doutrinários do Xi.
      Se estivéssemos em 1939, uns e outros seriam fiéis lacaios do fofô, o adolfinho.
      Adoram “homens fortes”. Vá-se lá saber porquê.

    2. net
      « O Principado de Kiev, também conhecido como a Rús Kievana ou Rússia Kievana, foi um estado eslavo oriental localizado principalmente na Planície Russa (na atualidade é território da Bielorússia, o norte, o centro e o oeste da Ucrânia e o Oeste da Russia) de aproximadamente 880 até meados do século XII. A capital dela foi cidade de Kiev (agora é capital da Ucrânia moderna). Do ponto de vista historiográfico, a Rús Kievana é considerada o estado predecessor de três nações eslavas orientais modernas: Ucrânia, Rússia e Bielorússia. Os reinados de Vladimir o Grande (980-1015) e seu filho Yaroslav I o Sábio (1019-1054) constituem o apogeu de Kiev, aonde a fé cristã ortodoxa foi aceita pelos eslavos e foi criado o primeiro código legal eslavo oriental, o Russkaya Pravda.

    3. Desde o início do séc.XX foi sempre uma província russa

      Isso não é bem assim. A Ucrânia Ocidental foi parte do Império Habsburgo, no qual constituía a província da Galícia.

    4. Boa lógica. “Portugal” quer dizer o mesmo que “Ucrânia”, era o limite (portu = “atrás” ou “último”) das velhas gálias. Se calhar também não temos o direito de existir.

  3. Este post poderia ser reescrito, praticamente tintim por tintim, em relação à invasão do Iraque pelos Estados Unidos em 2003.

    1. E à invasão dos bárbaros. E à invasão dos hunos. E à invasão dos mongóis. E à invasão dos tártaros.
      Não se esqueça de emitir essa opiniões pró-Putin nas reuniões lá da Iniciativa Liberal. Se é que ainda participa nelas.

  4. L’INTERVISTA
    Chomsky: «I resistenti ucraini come i partigiani, sono eroici. Processare Putin? I potenti sono autoimmuni»
    di Luca Mastrantonio
    Il linguista americano (di padre ucraino): per trent’anni il governo Usa è stato avvertito da diplomatici e Cia sulle preoccupazioni russe

    1. Partilho da opinião de Chomsky – grande apoiante da causa de Timor-Leste contra o opressor indonésio, não esqueço – sobre a resistência ucraniana ao agressor russo. É heróica.

  5. É importante pensar positivo. A Rússia vai cair como já caiu tantas outras vezes. Mas a que custo? Quantas vidas irá ainda o carniceiro ceifar para satisfazer a sua repulsiva sede de glória?
    No final, porque o final chegará e a justiça será feita, todo o following do anticristo vai dizer/fazer o quê?
    Apoiaram o Trump . Apoiam o Putin. Qual será o freguês que se segue?

    1. Os papagaios do Putin têm banca montada em televisões, rádios e jornais, São da ultra-esquerda e da ultra-direita, como irmãos siameses.
      Vibram com as novas Guernicas e as novas Estalinegrados que o ditador russo vai semeando na Ucrânia.
      Alguns andam há anos a falar em “soberania nacional”, em”autodeterminação” e em “liberdade dos povos”. Nenhum deles concede nada disso agora à Ucrânia, que anda a ser violada e esventrada pelo carniceiro de Moscovo.

  6. O país que tem a maior área da Europa é a Rússia, que também é um país europeu, o que faz desta guerra uma guerra entre europeus.
    No Afeganistão perderam tanto a Rússia como a NATO, não sei que exemplo quer tirar daí.
    As notícias da morte da Guerra Fria são como as notícias da morte de Twain, ligeiramente exageradas.

    1. Não. A Rússia, tal como a Turquia, é um país euro-asiático. A esmagadora maioria do território russo é extra-europeu.
      O maior Estado europeu, em termos territoriais, é a Ucrânia. Daí o carniceiro do Kremlin, na sua fúria imperialista, querer abocanhá-lo.

      1. Os países não devem ser avaliados tanto em termos do seu terrirório como em termos da sua população. A Ucrânia pode ser o segundo maior país da Europa em território, mas em população é ultrapassado por vários outros. E a Rússia tem mais área na Ásia, mas muito mais população na sua parte europeia. Além de que a cultura e história russas foram formadas muito mais pela interação com os vizinhos europeus, do que pela interação com os vizinhos asiáticos.

    1. O barquinho russo meteu água.
      Para espanto dos nossos bravos majores-generais da firma Costa, Cunha & Branco. Imagino-os a verter furtivas lágrimas por tão grave perda.

  7. As coisas não são assim tão fáceis o mundo provavelmente está a beira do fim e como sempre os negacionistas do não, pensam que a Ucrânia vai ganhar, quando o mundo já perdeu.

    1. Pior que os negacionistas do vírus são os colaboracionistas de Moscovo.
      Alguns acumulam. Negacionismo e colaboracionismo, dois em um.
      Se estivéssemos em 1940 e fossem franceses, seriam fervorosos adeptos do traidor Pétain e odiavam o patriota De Gaulle.
      Se estivéssemos em 1940 e fossem ingleses, idolatravam Mosley enquanto injuriavam Churchill.
      Sob o manto do “pacifismo” ou do “soberanismo antiglobalização”, os putinescos cá na Europa ocidental são herdeiros espirituais do Mosley e do Pétain. Ou do norueguês Quesling, fantoche do Hitler na Noruega.

  8. 1 – A vitória da Rússia consuma-se a cada dia que passa.
    2 – Ao contrário do que a propaganda Ocidental afirma (EUA/Nato/UE, et alli»), o prolongar do conflito é aquilo que mais beneficia estrategicamente a Rússia.
    3 – Por vários motivos óbvios: Primeiro, porque adia a reconstrução e a viabilidade da Ucrânia como país (o que valoriza os produtos da Ucrânia concorrentes da Rússia, desde os cereais ao aço). Depois, porque torna a Ucrânia num campo de treino e testes militares durante muitos anos (e isso torna-se um factor decisivo para a Rússia melhorar e modernizar as armas e as forças armadas contra a ameaça militar dos «EUA/Nato/UE, et alli»).
    4 – Acresce, que quanto mais militarizada tornarem a Ucrânia, mais razão dão a Putin em relação ao objetivo da “desmilitarização”, e mais aumenta a percepção de ameaça aos países do Médio Oriente, Ásia central e China, que se aliarão cada vez mais à Rússia.
    5 – O Zelensky, na sua demanda xenófoba e segregacionista contra a Rússia, não apenas está a dar motivos para a Ucrânia ser destruída e inviabilizada como país, como está a servir os interesses do Bloco «China-Rússia-Irão-Síria et alli».
    6 – Se lessem os editoriais dos Media indianos, chineses, iranianos e russos — em vez de ficarem a ler apenas na “cartilha Ocidental” — viam com clareza as opiniões e estratégia do outro lado. O Bloco «China-Rússia-Irão-Síria et alli» vêm o conflito durar mais de 20 anos (os russos falam de “uma geração”). Exatamente, porque é uma oportunidade única de se reforçarem, serem autónomos em relação ao poder unipolar dos «EUA/Nato/UE, et alli», e pressionarem a reformulação das organizações internacionais (incluindo a ONU, que têm a dirigi-las em 95% dos casos pessoas dos países “ocidentais”).
    7 – O prolongar do conflito é, obviamente, uma vitória de Putin e da Rússia e seus aliados.
    8 – E os países “ocidentais” continuam a dizer: “armas, armas, armas”, “sanções, sanções, sanções” …
    9 – O Putin (e os líderes chineses) riem-se muito desta comédia “ocidental”. E agradecem ao actor ucraniano, quiçá, contratado por hollywood para aparecer aos olhos ocidentais como um herói.

    1. Só um alienado ou um major-general a soldo de Moscovo podem falar em “vitória russa” após dois meses de fracassos militares sucessivos perante a heróica resistência do povo ucraniano.

      Dois meses depois, todas as principais cidades continuam sob domínio ucraniano, o Presidente e o Governo mantêm-se em Kiev, as cadeias de abastecimento de víveres e armamento permanecem intocáveis e as baixas russas no terreno já equivalem às que Moscovo sofreu nos dez anos de ocupação ilegal do Afeganistão. E até em Mariúpol – a nova Estalinegrado – se mantém uma forte bolsa de resistência apesar da disparidade das forças e de 90% da cidade já ter sido criminosamente arrasada pela besta invasora.

      A derrota russa pode apressar o fim de Putin – o que, paradoxalmente, seria uma vitória russa. Para o povo da Rússia, oprimido pelo carniceiro.
      Esse dia há-de chegar, mais cedo do que tarde.

      1. A “resistência” do zelensky … é exatamente a vitória de Putin, e do «Bloco China-Rússia-Irão-Síria e aliados». Tornam-se autónomos e independentes do «Bloco EUA/Nato/UE e aliados».
        O Zelensky tornou a Ucrânia, durante a próxima década (no mínimo), um campo de experiências militares entre esses dois blocos (a industria do armamento rejubila!).

        1. A tiranofilia putinesca deriva nisto: descem de degrau em degrau até desembocarem na mais pútrida subcave.
          Já não lhes basta ovacionarem o carniceiro de Moscovo. Também entoam hossanas ao ditador comunista chinês, que agora encarcera os 35 milhões de habitantes de Xangai dentro de suas próprias casas para os “proteger” do coronavírus e aos teocratas islâmicos de Teerão, que instituíram em 1979 uma das mais ferozes ditaduras do planeta.

          1. Quantos não foram os portugueses que se conseguiram livrar de prisão domicilar de 14 dias devido às minutas disponibilizadas pelo Grande Juiz Rui Fonseca e Castro. Quero o fim da tirania na China, mas primeiro quero o fim da tirania aqui em menor escala. Rui Rio com as suas propostas de alteração da constituição mostra bem ao que vai e o pior é que os seus opositores politicos lhe darão a mão pra se chegar a essa alteração. Eu tive gajos a proibirem-me de circular livremente pelo meu próprio país, gajos armados e sem identificação como agentes de autoridade, portanto mercenários.

          2. Esse “mas” na terceira linha é muito revelador.
            Há sempre uma adversativa para justificar e relativizar as mais sinistras ditaduras do planeta.
            Que isso seja feito em nome da liberdade – e até do libertarismo – é de uma hipocrisia sem limites.

          3. Apenas significa que se não tentarmos acabar com os pequenos actos repressivos da liberdade aqui, não os vamos conseguir terminar lá longe. Mas é útil observar o que lá acontece para sabermos o que nos pode calhar em sorte, se não agirmos antecipadamente

      2. Dois meses depois, todas as principais cidades continuam sob domínio ucraniano

        Isso não é necessariamente vantajoso.

        A Guerra Civil de Espanha foi perdida em parte porque a República tinha as principais cidades, que necessitava de alimentar, enquanto que boa parte das melhores áreas agrícolas estava sob domínio franquista.

        Deter as maiores cidades pode ser desvantajoso.

          1. Acaba de comparar Putin a Franco

            Não me parece uma comparação inapropriada. Não me envergonha.

            faz sentido comparar Butcha com Guernica

            Talvez, ou provavelmente. Embora ainda não se saiba bem o que aconteceu em Butcha.

      3. Está bem que temos uma guerra e as suas consequências estão a tramar-nos a vida.
        Mas, e o que se passa por cá, nem uma palavrinha no Delito?
        O medina queixinhas do putin está no governo, e nem uma palavrinha por não orçamentar aumento dos vencimentos na função pública? Temos a austeridade à vista de todos e nem um poste para a combater, quer dizer que esta guerra está a dar uma jeiteira ao governo.

  9. E os países limítrofes da Ucrânia que aderiram à Nato, ao contrário do que julgam, de que aumentam a sua segurança e paz, compraram para toda a vida o seu permanente sobressalto e desassossego. Sabem que qualquer mudança política ou conjuntural pode levar a serem os primeiros a apanhar com as bombas (de ambos os lados).

    1. Os países soberanos têm toda a liberdade de aderir às alianças que entenderem.
      Sem pedirem licença nem prestarem vénia ao carniceiro do Kremlin.

      Nenhum país tem pedido a adesão à OTSC – sucessora do Pacto de Varsóvia, tutelada por Moscovo.
      Talvez por não quererem ser estados-fantoches, como é hoje a Bielorrússia.

      1. Todas as alianças militares e armas pesadas deveriam ser proibidas pela ONU, a discussão deveria como se atingir esse objectivo sem o uso de armamento pesado e assassinios indiscriminados contra os prevaricadores, especialmente ao povo governado pelas autoridades prevaricadoras. Não quero uma globalização cultural, quero uma globalização de comércio global sem entraves, uma real união entre diversos povos, entre diversas culturas.

        1. Esta aliança militar devia ser proibida pela ONU: a Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC).
          https://www.efe.com/efe/portugal/mundo/alian-a-militar-otsc-envia-for-as-de-pacifica-o-ao-cazaquist/50000444-4712050

          Aliás, a própria ONU devia ser proibida.
          Uma organização que tem dois estados totalitários (40%) entre os cinco membros do Conselho de (In)segurança com direito a veto absoluto, em qualquer questão, é uma vergonha mundial.
          Vou mais longe. Uma organização que até há poucas semanas tinha a Rússia a presidir a uma coisa chamada “Comissão de Direitos Humanos” já devia ter sido dissolvida.

          1. Dois estados totalitários, pois os outros são plurais, quando os seus sistemas políticos estão feitos para apenas dois partidos. Qual a diferença entre um governo Chinês disputado entre XI e Jiang ou uns EUA disputados apenas entre Republicanos e democratas. Qual a diferença entre Putin favorecer os seus oligarcas ou o governo dos EUA favorecer as empresas e subsequentemente seus CEO’s que lhe fazem lobby. Com a desculpa da pandemia, o pequeno comércio foi restringido, mas não os grandes, Jeff Bezos agradece, mas não é um oligarca, pois não é russo e está a seguir a leis de mercado aberto. Qual a diferença entre a censura oficial da China e a censura privada no mundo ocidental que apenas serve o interesse das autoridades oficiais. Se os governantes não fossem mais que uns gestores de condominio, muita coisa se resolvia. Especialmente todas essas reuniões globais deveriam ser efectuadas por Zoom’s, o que foi obrigado às crianças que ainda estão na fase de desenvolvimento pessoal e que realmente precisam do encontro presencial para formarem amizades. Amizades essas não interessantes para população representada pelos dirigentes aos quais lhes interessa essas amizades, complots e networkings, a única diferença é que Biden poderia fechar os olhs descansado sem ter cameras apontadas.

          2. Na actualidade apenas encontro diferenças de grau e não de sistema.

    2. Os estúpidos esquecem-se da história, a Polónia tinha acordos assinados com GB e França que em caso de ataque, seria considerado um ataque a qualquer um dos três, mas viu-se que os acordos não valem nada, as assinaturas não valem nada, após a inoperância dos signatários à invasão alemã da Polónia. Apenas servem para o complexo militar expandir-se e vender mais armas que serão utilizadas em grande escala quando já não se pode recuar. Vi documentários sobre os acontecimentos em 2013/14 na Ucrania sobre 4 pontos de vista diferentes, excluindo as partes em que cada um tenta culpar um dos lados pelo inicio dos confrontos e antes pelo inicio da insatisfação do povo ucraniano, a minha conclusão é que ninguém queria realmente matar ninguém, apenas tudo foi escalando. Protestos vocais, depois pedras e barras de ferro, depois cocktails molotov e armas ligeiras e entretanto armas pesadas. Portanto tenho plena consciência que não estamos livres de guerra mundial e não é necessário impôr-se uma zona de exclusão aerea ou a Ucrania entrar formalmente na NATO. Já foi dado um primeiro passo quando a Rússia destruiu um avião de transporte de armamento, basta um dos paises ocidentais quer vingar a morte de um dos conterraneos que faça parte da tripulação. A vontade para a guerra existe de todas autoridades e governantes envolvidos, dos protegidos por bunkers, mercenários e estabilidade financeira para fazer face a sanções. A Rússia tenta colocar um fantoche seu na Ucrania, os EUA e a UE um deles, forçando a opinião pública ucraniano numa direcção ou noutra, quando o interesse ucraniano seria melhor servido tendo negócios com ambas as partes. A ajuda que se recusou à Ucrania devido a imposições fortes, está a ser agora fornecida de borla, após milhares de mortos e ninguém questiona isso, ninguém pergunta porque não ter fornecido não armas, mas o seu correspondente valor em 2013 deixando a Ucrania com mercado aberto à Rússia

  10. 1 – A vitória de Putin, e a pertinência dos meus comentários, são óbvias a cada dia que passa.
    2 – Ora, ouça-se: “O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o primeiro-ministro da Arménia, Nikol Pashinián, celebraram hoje (20/04/2022) o início da normalização das relações arménio-turcas e concordaram em interagir para regularizar os laços entre arménios e azeris” (fonte: Reuters).
    3 – Só não vê, quem persiste na cegueira emocional anti-Rússia e no endeusamento sem nexo do segracionista Zelensky. A emoção tolhe a razão.

  11. 1 – Esta quarta-feira, dia 20abril2022, o míssil balístico intercontinental “Sarmat” foi lançado da base espacial da Rússia em Plesetsk, e atingiu alvos na península de Kamchatka.
    2 – De acordo com o Congresso dos EUA, este míssil estava a ser desenvolvido há 10 anos. Cada míssil “Sarmat” possui 10 ou mais bombas atómicas, cada uma 100 vezes mais potente do que a lançada em Hiroxima.
    3 – Putin, hoje, declarou: “O novo míssil tem as mais altas características táticas e técnicas. E é capaz de superar todos os meios modernos de defesa antimísseis. Não tem análogo no mundo e não terá por muito tempo. Esta arma verdadeiramente única fortalecerá o potencial de combate das nossas forças armadas, e garantirá de maneira confiável a segurança da Rússia contra ameaças externas. E dará que pensar aos que, no calor da retórica agressiva frenética, tentam ameaçar o nosso país” (Reuters)

    1. O carniceiro de Moscovo atacou a Ucrânia sob o pretexto de que não queria países da NATO junto à fronteira da Rússia.
      Qualquer mapa da Europa demonstra a falsidade e profunda hipocrisia deste pseudo-argumento.
      A Rússia já tem hoje fronteira com cinco países da NATO: Noruega, Polónia, Lituânia, Estónia e Letónia. Em breve terá mais um: Finlândia.

      Se era para evitar a “vizinhança” da NATO, também aqui o genocida perdeu. Fica ainda mais rodeado de membros da Aliança Atlântica.
      Algo digno de um calhau.

    2. Algo que Putin estupidamente mostrou com esta invasão criminosa é de que a Rússia não passa de um urso de peluche, esperemos de que Xi, não venha a ser igual provocando mortes em Taiwan ao mesmo tempo mostrando de que o seu exército e armamento não passa de um tigre de papel.

  12. “O PCP não participará na sessão da Assembleia da República para dar palco à instigação da escalada da guerra, contrária à construção do caminho para a paz. Com a participação de alguém como Zelensky, que personifica um poder xenófobo e belicista, rodeado e sustentado por forças de cariz fascista e neonazi, incluindo de carácter paramilitar, de que o chamado Batalhão Azov é exemplo. É um acto de instrumentalização de um órgão de soberania, orientado não para contribuir para um caminho de diálogo que promova o cessar-fogo” (Paula Santos, líder parlamentar do PCP, fonte: Lusa)

    1. O PCP age em reflexo condicionado: como um caniche de Moscovo.
      Como em 1939, quando aplaudiu o pacto entre Hitler e Estaline.
      Como em 1956 e 1968, quando apoiou a invasão de Budapeste e de Praga pelos tanques soviéticos.
      Como em 1979, quando ovacionou a ocupação do Afeganistão.
      Como em 1981, quando se apressou a felicitar a proclamação da lei marcial e a supressão do sindicalismo livre na Polónia.
      Como em 1991, quando foi o primeiro partido comunista ocidental a entoar hossanas ao golpe da linha dura que durante três dias depôs Mikhail Gorbatchov.

      O PCP parece aquela protagonista do filme “Adeus, Lenine”.
      Esqueceram-se de avisá-la que o Muro deixara de existir, Honecker já não mandava, a Stasi tinha sido extinta e a URSS desaparecera do mapa.

      É melhor não avisarem o PCP.
      Deixá-los estar assim, dobrados em vénia ao genocida imperialista do Kremlin.
      Só leram o currículo dele até se tornar tenente-coronel do KGB. É quanto basta para o imaginarem comunista e lhe serem fiéis até à eternidade.

  13. Esta malta que defende Putin faria um excelente serviço se fosse para a Ucrânia combater (na linha da frente) ao lado dos russos, definitivamente esta malta não merece viver no conforto das suas casas achando que a culpa é dos agredidos e não dos agressores.
    Pedro Cunha

    1. 1 – Mas quem foi invadida não foi a Rússia pela Nato/EUA, com o Tratado de 1991, que roubou aqueles territórios, que os ladrões agora chamam de Ucrânia?
      2 – Desde o séc.XIX que aqueles territórios são russos.
      3 – Só entre 2013 e 2016, o «regime zelensky & batalhão azov» removeu 965 estátuas referentes aos russos que tinham criado e conquistado aquele território, mudaram o nome a 32 cidades, a 986 localidades e a 52.000 ruas. O que evidencia e prova o roubo e a agressão dessa «nova pseudo-raça ucraniana» que agora é aclamada pelos que instigaram esse roubo.

      1. Parece a lógica do assassino que alega em tribunal ter matado a vizinha, em casa dela, por ela lhe ter dado uma bofetada.
        Ou do violador, que justifica ter violado a vizinha, em casa dela, por ela andar “meio “descascada”.

        1. Ou a lógica dos outros com as ADM Iraque ou com a lógica contra o sanguinário ditador que fazia transportar em veiculos de capota aberta dando a mão ao povo em Tripoli enquanto esses outros se fazem transportar na ”The Beast” rodeados de seguranças privados (mercenários) nas cidades americanas, para mais um deles sendo Nobel da Paz. Porque haveria um Nobel da Paz ter cagufa de ser assassinado, provalvelmente provocou ódio ou rancor em alguém tal como o outro não fazia no leste do país o que fazia em Tripoli

  14. Não é menos trágico verificar que o vírus comunista está demasiadamente activo em Portugal. Estamos crivados de traidores e de inimigos da liberdade.

    Um dia vamos ser nós em guerra e eu já sei de que lado vou estar.

      1. Alguns preocupam-se mais com os ucranianos do que com os mouros do Saara Ocidental com quem partilhamos mais ligação sanguinea, mesmo em termos culturais, gastronómicos e ambientais temos mais partilhas com esses africanos do que com os europeus eslavos.

  15. Muito me fartava de rir, se a “União Europeia” quisesse formar um exército patriótico em sua defesa!
    Com as diferenças étnicas, religiosas e políticas da população que a compõe, se não pagassem bem aos pobres e aos miseráveis, nem um soldado tinham disposto a morrer em combate.
    Aqui em Portugal, com as 83 nacionalidades diferentes que cá vivem, quantos arranjavam para disparar contra os seus compatriotas?
    A comédia é demasiado trágica, para uma gargalhada merecida.
    Acordem.

    1. Se Espanha tivesse invadido Portugal há 57 dias e feito aqui o que a Rússia anda desde 24 de Fevereiro a fazer à vizinha Ucrânia, você passeava-se na Gran Vía, em Madrid, enaltecendo a União Ibérica.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *