O confinamento britânico


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Ao jantar juntou-se a família, em zoom – seria o aniversário da nossa matriarca, morta há dias. A notícia – já esperada – caiu durante o convívio: o Reino Unido entra em confinamento. Tenho sobrinhos – hoje no meu ecrã – lá imigrados. E a minha filha ali estuda e agora, aqui a meu lado, só pode lamentar todo este longuíssimo processo que lhe amputa a formação real.

 

Boris Johnson falou. Proclamou o confinamento. Referiu os seus conteúdos em traços gerais. E anunciou o vastíssimo programa de vacinação (em Fevereiro contam ter os 4 grupos prioritários já vacinados), o maior da história britânica. Ele não é, como todos saberão, um interseccionalista ou marxista cultural. Nem abordou a situação com mecanicismo restritivo.

 

Talvez que sendo Boris Johnson a assumir agora estas medidas, e este discurso, isso possa calar os patetas da direitalha, esses que julgam que ser “liberal” é contestar a dimensão desta pandemia e as medidas restritivas que esta impõe. Que lhes demonstre o quão medíocres intelectualmente vêm sendo, dia-a-dia, nestes meses. E, mais do que tudo, lhes mostre a ignomínia que é a, explícita ou implícita, campanha anti-vacina do Covid-19 que alguns – como essa Maria José Morgado, para além de punhados de patetas facebuqueiros – andam por aí a fazer. Uma miserável indecência sobre a qual já botei. E à qual agora volto, apontando o dedo.

 

52 comentários em “O confinamento britânico”

  1. Talvez que sendo Boris Johnson a assumir agora estas medidas, […] isso possa calar os patetas da direitalha, esses que julgam que ser “liberal” é contestar a dimensão desta pandemia e as medidas restritivas que esta impõe.

    Não entendo. Julga jpt que os liberais em geral têm algum apreço especial por Boris Johnson? Eu sou um liberal, membro da Iniciativa Liberal, e não tenho absolutamente nenhum apreço por esse aldrabão e mentiroso relapso. Qualquer coisa que ele faça, como em particular e em especial este confinamento, só me faz desconfiar dessa coisa.

    1. “Ele não é, como todos saberão, um interseccionalista ou marxista cultural.”
      Não? então o que ele fez em Inglaterra para parar o ataque Marxista? Nada. Ele parou os “campos de reeducação” Marxistas no Civil Service?
      Porque é que a polícia Britânica ataca quem protesta os lockdowns e não os protestos dos marxistas do BLM, que fazem violência política?
      “ser “liberal” é contestar a dimensão desta pandemia”
      Contestar a dimensão da pandemia onde a mentira oficial campea não é preciso ser “liberal”. Um morto sem sintomas de covid é uma morte covid?
      Jornalistas todos ao serviço do poder a nunca assumirem erro algum pelas fakes news que projectam dia após dia.
      “as medidas restritivas que esta impõe.”
      Onde está demonstrado que essas “medidas restritivas” são correctas?
      Temos os mais dispares resultados após lockdowns, após liberdade total.
      O que explica que os casos na Alemanha tenham sido substancialmente diferentes em Março e agora?
      O “especialista” Dr.Fauci dos EUA, dizia que após o Thanksgiving ocorreria uma explosão de casos nos EUA. Não se verificou.
      Mas os lockdows têm um resultado certo: destruição das mais variadas áreas da sociedade.
      Vacinas:
      Como se a vacina mRNA, nova e nunca testada tenha passado por um dos crivos principais das vacinas: O Tempo. O mesmo é válido para as outras, mas essas não usam nova tecnologia.

      1. “O “especialista” Dr.Fauci dos EUA, dizia que após o Thanksgiving ocorreria uma explosão de casos nos EUA. Não se verificou.”

        Basta ouvir as declarações do Dr. Fauci e os dados diários do covid.
        Para perceber que o Lucklucky está a dizer uma MENTIRA!!!

  2. Este comentário é para ser lido letra a letra sem outras intenções. Leio o que jpt escreve. Não tinha visto os comentários de Maria José Morgado, praticamente não vejo TV, ao certo o que é que ela diz de errado segundo o seu ponto de vista?

    1. João Reis eu vou na mesma: vejo pouca tv. Mas nos comentários de um postal anterior o leitor Luís Almeida chamou-me a atenção para as declarações de Maria José Morgado no programa “Governo Sombra”: https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o-boletim-de-voto-das-presidenciais-12179489#comentarios

      Deixei neste postal uma ligação à gravação desse programa (está no nome de MJMorgado). E argumentei sobre isso nos comentários para os quais acima deixei ligação.

      Mas sumarizo: MJM critica o que considera excessivas medidas sanitárias restritivas, bem como os seus efeitos na mentalidade geral (e, como é óbvio, nas economias). Grosso modo concordo com o que ela diz (e recordo que em Maio botei um texto longo, fora de blogs, em que resmunguei isso: https://www.academia.edu/43115402/_P_ra_melhor_est%C3%A1_bem_est%C3%A1_bem_p_ra_pior_j%C3%A1_basta_assim_o_capit%C3%A3o_MacWhirr_e_o_Covid_19 ), ainda que eu não retire a ideia da sua desnecessidade. O que julgo, mas é a minha mera opinião, é que uma melhor planificação inicial e uma mais consistente política executiva e comunicacional teriam minorado estas restrições cíclicas, muito devidas às decisões erráticas e aos efeitos dessa errância estatal nas práticas dos cidadãos.

      Mas MJM não só critica estas medidas (e seus efeitos nas mundivisões) como culmina declarando, peito feito, que não se vacinará pois a vida é um risco e ela está habituada a tomar riscos. Esta posição articula-se com um conjunto de declarações que se tornaram recorrentes nas redes sociais, oriundas de gente do núcleo que grosseiramente delineei no postal. No fundo de adversários da intrusão estatal nas práticas cidadãs, um radicalismo liberalóide, basto à direita (que nem sequer é a área presumida de MJM). Ou seja, estamos diante de um conjunto de pessoas que vêm fazendo declarações contra as restrições sanitárias e que agora, como se por corolário dessas posições, surgem contestando a pertinÊncia da vacinação. E assim induzindo a não-vacinação de outros. Sobre a incompetência intelectual desse raciocínio deixei a minha opinião nos tais comentários ao postal anterior, em resposta a Luís Almeida.
      Saudações.

      1. Caro jpt,
        Basicamente sou liberal, simpatizante de uma escola pouco conhecida, o ordoliberalismo e, consequentemente, nem advogo a anulação do Estado nem recusarei a vacina, esta apenas quando a administração, na sua superior sabedoria, entender atribuir-ma.
        Reparei que “tropeçou” na aparente contradição de MJ Morgado, advogar ou colocar-se em posições de uma direita liberal e pateta. Sobre isso arrisco uma perspectiva obviamente hipotética.
        Temos um Estado deplorável: voraz, ineficaz, injusto que actua mal ou mesmo muito mal em campos de onde não devia actuar; que não só não administra justiça em tempo razoável e custo acessível, como a perverte em proveito dos seus agentes; que é não só ineficaz como se deixa infuenciar por lobbys ideológicos e sindicais na saúde e na educação, e ainda actua punitivamente sobre os sectores privado e social que expõem comparativamente essa ineficácia; que na matéria em que será imprescindível – a regulação – é igualmente ineficaz, atabalhoado e muitas vezes, cúmplice.
        Até os comunistas chineses perceberam que o liberalismo económico cria riqueza mas, para que o mercado funcione, há que combater o que impeça o racionalismo económico, desde monopólios a “dumping” a concertação de preços, etc.,. E “the last but not the least” é essencial que o cidadão-consumidor esteja informado, que seja prevenida a publicidade enganosa mas também que, em termos gerais, tenha acesso a informação verdadeira acedida em meios em que possa confiar.
        Esse seria por excelência o papel do Estado que, evidentemente, para ser um regulador-árbitro não deve ser um competidor-jogador a não ser como recurso supletivo em áreas específicas e preferencialmente por tempo limitado.
        O nosso Estado, que já era razoavelmente grande no Estado Novo, não parou de crescer e não deixou de crescer com ineficácia. Ora isso criou um facto político “de per si” e, se quase toda a direita é hoje de alguma forma anti-Estado, o mesmo começa a acontecer em alguma esquerda não comprometida partidariamente, e que já percebeu os malefícios desta macrocefalia estatal. MJMorgado, situando-se profissionalmente no campo da anti-corrupção, tem sobejos motivos para se sentir frustrada. Não excluo por isso que, predisposta a detestar o que do Estado vem, tenha generalizado menos racional e mais emocionalmente, para o campo da vacinação.
        Mas não deixo de dizer que este é um campo pantanoso. Será legítimo obrigar quem não quer, a aceitar a vacinação para a protecção de todos? É que a democracia, na escola que prefiro, Locke, etc., não é apenas o direito das maiorias decidirem mas igualmente a obrigação de proteger e respeitar as minorias. Decidir em que casos concretos e em que situações particulares, se podem exigir medidas gerais e que se sobreponham às decisões individuais, é melindroso e não deveria ser decisão ordinária de um governo, muito menos de uma Direcção-Geral e ainda bem que não se foi por aí. Mas, como corolário, também não vejo que se possa restringir ou impedir o direito dos negacionistas publicarem as suas ideias. Haveria sim que combatê-las e aqui seria necessária a utilização de que atrás falei, de meios mediáticos em que as pessoas confiassem. Cabe agora perguntar, dada a gestão da informação que o governo e a DGS promoveram, dadas as dezenas de infecciologistas, matemáticos, especialistas de saúde pública, virologistas, pneumologistas, intensivistas, etc. que as TVs ofereceram em catadupa e versões variadas, qual seria o orgão de comunicação social e o ou os especialistas, capazes de obter confiança generalizada?

        1. Francisco Almeida, a vacina não é obrigatória. Nem eu defendi isso. Apenas aludi a uma orgia atitutidinal que tem meses e para a qual perdi a paciência.

    2. Eu também praticamente não vejo televisão (somente os jogos de futebol do meu clube…), nem leio redes sociais, e certamente que não vi o que disse Maria José Morgado. Que disse ela de errado? Note-se que qualquer pessoa é livre de não se vacinar contra a covid-19 – esta vacina não é obrigatória, não faz parte do plano nacional de vacinação. Ademais, há de facto diversas vacinas contra a covid-19, que usam diferentes tecnologias, e qualquer pessoa pode não se querer vacinar com uma vacina porque prefere outra(s). E as pessoas são livres de exprimir a sua opinião ou a sua intenção – por exemplo, “não me quero vacinar com esta vacina”. Foi isso que Maria José Morgado disse? Ou disse muito mais que isso?

      1. Balio no comentário acima deste seu deixei ligações que julgo serem esclarecedoras: tem a ligação ao programa, no qual MJM falou sobre o covid julgo que no final. Disse que não se vacinaria. Tem o direito de o fazer e de o dizer. E eu tenho não só o direito como a pertinência de considerar essas declarações públicas associáveis às similares produzidas por um conjunto de locutores que há meses insistem que o Covid-19 é uma gripezinha, não é muito letal, que só mata os velhos, etc. e que tudo isto é um exagero. E que agora não se vacinarão. Têm o direito de o dizer. E eu tenho, insisto, o direito e a pertinÊncia de os considerar abjectos.

        1. Concordo consigo jpt!
          Não sou contra as vacinas, longe disso, mas também tenho dúvidas em relação as origens do covid,já em relação as mortes de covid não tenho nenhumas, o covid mata e não é uma doença de velhos.
          O problema da vacina é que ela suscita algumas dúvidas e por isso é completamente natural as pessoas mostrarem desconfiança.
          A história das vacinas também tem alguns fracassos nomeadamente nas décadas 50,70 nos Estado Unidos e até mais recentemente na Suécia.
          É evidente que esta vacina recorde está a ser completamente experimentada nas pessoas, mas a verdade é que estamos numa encruzilhada e sem saída.

          Posso dizer-lhe: na década de 70 tive tosse convulsa, mesmo estando vacinado, a minha irmã 4 anos mais nova, não teve tosse convulsa e não estava vacinada. Explicação médica não há!

          Mas espero que para bem de todos nós esta vacina com mais acerto ou menos acerto seja de facto a solução para nos livramos do covid.
          Mas o caminho vai ser longo!

          Feliz Ano Novo jpt!

          Pedro Santos

          1. OBrigado Pedro Santos. Um Suficiente 2021 para si e para os seus (que pedir mais já é utopia, nos dias que correm)

      2. Para:11:24
        Tenho a certeza que a vacina que escolher será única e especial, daquelas orgásticas tipo supositório pelo cu acima.

        Vanessa Fernandes

  3. Discordo profundamente deste post.
    1) O Boris Johnson não é de todo um modelo de coerência.
    2) A intervenção da Maria José Morgado no Governo Sombra (que costumo ouvir em podcast) foi das melhores que já ouvi a respeito da liberdade, do risco e da pandemia. Os riscos (calculados) fazem parte da vida.

    1. Susana V.,

      1. eu não apresentei Boris Johnson como modelo de coerência. O que eu digo – e na sequência de um postal que coloquei no meu blog (não o coloquei aqui pois tem um tom algo desabrido mas deixo-lhe a ligação caso tenha interesse em lê-lo: https://estan.blogs.sapo.pt/contra-a-vacina-covid-19-154748) é que há um núcleo de locutores em Portugal que, grosso modo, têm alguma simpatia (ou proximidade topológica) com Boris (é que se depreende lendo-os na imprensa e nas redes sociais). E que podem olhar para este passo e amainar no seu furibundismo menorizador da importãncia dos efeitos sanitários do covid-19.

      2. sobre a intervenção de MJM já deixei ligações nesta caixa de comentários ao que penso sobre isso e também já respondi. E, ainda que ela não caiba neste núcleo de soi-disant “direita liberal” a que aludo, sobre este tipo de posição (vs. medidas restritivas e, por isso, vs. vacinação) já deixei o que penso no tal postal que referi nesta minha resposta. A minha questão não é a defesa das liberdades, ou a crítica ao excessivo das medidas restritivas (com a qual posso concordar em traços gerais), ou a denúncia dos efeitos nas mundivisões que estas medidas vêm tendo (com o que concordo). A minha questão, ou melhor, a minha indignação, é a associação dessas críticas à publicitação de uma posição anti-vacinas.
      (cont.)

      1. a minha indignação, é a associação dessas críticas à publicitação de uma posição anti-vacinas

        Não vislumbro nas afirmações de Maria José Morgado uma posição anti-vacinas em geral. Ela apenas diz que não pretende tomar a vacina contra a covid-19, porque não teme essa doença. Eu acho essa posição razoável: Maria José Morgado não é velha (69 anos), não é gorda (bem pelo contrário), e é mulher (as mulheres têm um sistema imunitário genericamente mais forte e em particular são mais resistentes à covid-19, como já está estatisticamente comprovado), pelo que me parece que não tem grande coisa a temer dessa doença.

        Note-se que as vacinas se destinam a prevenir a doença covid-19. Elas não se destinam a impedir a propagação do vírus; uma pessoa vacinada poderá na mesma, durante algum tempo, propagar o vírus, e não há qualquer indicação de que uma pessoa vacinada seja menos contaminante do que outra pessoa qualquer. Nesse sentido, tomar a vacina não é uma obrigação de saúde pública, é apenas uma opção pessoal, e parece-me razoável que pessoas que tenham pouca probabilidade de desenvolver a doença deixem de se vacinar.

        1. balio, não disse que MJM era anti-vacinas em geral mas sim que ao menorizar a importância da vacina contra o covid-19 está a “prestar um mau serviço” a si própria, entrando em contradição substantiva com as críticas que anuncia. De resto, o postal não é sobre ela mas sobre um conjunto até heterogéneo de locutores.

    2. Susana V.
      (continuando)

      3. Mas para facilitar repito aqui o comentário que deixei a este propósito num postal anterior, sobre os anti-vacinas e em particular sobre as declarações de Maria José Morgado. Vai mesmo assim, na escrita descuidada típica de comentários tardios:

      “a questão é vasta (e já a abordei no meu mural de FB e no meu blog [se tiver interesse/paciência: https://estan.blogs.sapo.pt/contra-a-vacina-covid-19-154748 ]).
      O que penso sobre isto é simples: houve demasiadas delongas no início de medidas de combate a esta pandemia. O que contribuiu para a necessidade de medidas restritivas muito rigídas. E houve uma prática errática (e pejada de soberba e de incapacidade comunicativa) do governo, da elite política e administrativa. O que promoveu maiores indices de infecção (para além de desorganização dos serviços sanitários, mas isso é outra conversa). Mas também promomveu maior extensão das medidas restritivas e induziu uma mentalidade de maior aceitação e exigência pelos cidadãos de medidas securitárias (principalmente tecnológicas). Ou seja, grosso modo, concordo com muito do que MJMorgado disse.

      Outra coisa é a questão da vacina: estamos diante de crise económica, que é piorada pelas medidas securitárias. E estamos diante de uma crise moral, um receio generalizado (porventura exagerado), que também alimenta a económica.Vacinar extensamente a população não só minorará os riscos sanitários como apressará o final tanto das medidas restritivas como do ambiente moral, nacional e internacional. E retirará argumentos para os que defendem a extensão de “olhares vigilantes” (em particular as tecnologias intrusivas de controlo de práticas populacionais), bem como desmontará os argumentos discriminatórios a que MJMorgado alude, baseados em questões (e temores) sanitários. Ou seja, independentemente do que considerarmos sobre a real dimensão deste perigo Covid-19, a vacina é um dado positivo para se terminar esta crise.

      Ao mesmo tempo, logo que ela(s) surge(m), disparam os discursos públicos anti-vacinas: não apenas das minorias religiosas (new age ou cristãs proféticas) tradicionalmente anti-vacinas, mas também de núcleos (integrando alguns locutores públicos com algum eco na opinião pública, como esta MJMorgado) que apupam a pertinência da vacina. E que reforçam as desconfanças que alguma população tem: alguns sempre avessos á medicina preventiva, outros receosos da rapidez do processo de desenvolvimento destas vacinas, outros por modorra existencial. Ou seja, há uma série de locutores ilustrados que, por razões de discordância com os processos políticos e sociais que vêm vigorando neste covidoceno, vêm de facto apelar – insisto, de facto é um apelo – a que naõ nos vacinemos. Por motivos “interpretativos” (ou mesmo ideológicos), e que irão reforçar as suspeitas e negações por estratos menos ligados às práticas de vacinação.

      Em suma é uma contradição: contestam as medidas restritivas, invocam os seus efeitos negativos, e depois apelam (mesmo que se refugiem na falsidade de dizerem que é apenas a opinião deles, relativa à sua vida) à abstenção face à medida que mais rapidamente obstará a toda esta situação. E fazem-no apenas por pirraça (disfarçada de patético “encher o peito”, como o triste exemplo do final destas declarações de MJM, uma patacoada. Sim, a vida é um risco, sim corremos riscos, já agora, corri eu mais riscos físicos e morais do que ela ao longo da minha vida, e nem precisei de ser pós-adolescente esquerdalho. E sim, não tenho medo do que o Covid-19 me fará, Mas vacinar-me-ei por cidadania. E se não me vacinar guardarei para mim, para que nenhum outro se sinta acalentado pelo meu (triste) exemplo.

      1. Caro jpt,
        Obrigada pela sua longa resposta ao meu comentário. Prezo os seus posts apesar de nem sempre concordar com a forma como vê os acontecimentos. Eu não sou anti-vacina, desde que as vacinas estejam devidamente testadas e que se destinem a combater doenças efectivamente graves e ou mortais, tendo no entanto presente que TODAS as vacinas acalentam riscos. Agora, eu não vi na declarações da MJM algo que indiciasse uma atitude geral anti-vacinas. Como o Bailio escreveu, prescindir de tomar uma vacina não obrigatória não é ostentar uma bandeira anti-vacinação. Eu não me sinto em risco e não conto tomar a vacina quando chegar a minha vez (2023?), excepto se for obrigatório. Tal como não tomo a da gripe. Nem tento convencer a minha mãe a tomar as vacinas da Gripe e da Covid que ela não quer tomar. Mas os meu filhos têm todas as vacinas obrigatórias em dia (além de algumas recomendadas).
        Ainda não estou convencida de que a Covid é uma doença grave de que a mortalidade não está associada a outras patologias na maior parte dos casos. Mas claro que posso estar errada.
        Estou convencida sim de que as medidas de mitigação são absurdas e não servem absolutamente para nada, além de interferirem com as nossas liberdades, direitos e garantias.
        Os meus sentimentos pela sua perda. Cumps.

        1. Não, as medidas de mitigação não servem para nada que não seja impedir que os hospitais fiquem embotelhados. Cousa pouca, para quem não precisa deles claro.

          1. Sim, de facto os hospitais não podem ficar entupidos e incapazes de dar resposta adequada.
            Mas nunca se esqueça de um pormenor muito importante. Os hospitais e a saúde em geral foram constantemente esquecidos, depauperados, desinvestidos. Logicamente, atingem a sua capacidade de resposta mais rapidamente. E isto não é caso único nacional, na europa aconteceu o mesmo durante anos e até nos EUA, mercê de uma política de saúde que criou um monstro, chamado Obamacare.
            Não sou de criar teorias da conspiração, mas não consigo deixar de questionar se uma das razões de existir destas medidas, não é precisamente o escamotear a realidade dos sistemas de saúde.
            Anos e anos de desinteresse, resultam numa situação actual de incapacidade de resposta.
            E político que é político das duas uma, ou culpa o governo anterior, ou esconde e toma estratégias para que o mal não se note tanto.
            Ora este governo está no poder há 5 anos, culpar o executivo anterior não colava.
            Infelizmente, neste momento ainda me sinto a deambular entre o receio pandémico e a desconfiança do risco.
            Como eu, imensa gente. O que é ilustrativo do desnorte, da confusão e da incompetência.
            E o motivo é simples, não se vêem resultados palpáveis, nem medidas firmes.

          2. O SNS tem vindo a ser desvalorizado há anos. E as carreiras profissionais que o integram têm sido desvalorizadas ( e mesmo sob modalidades persecutórias), o que muito o desvaloriza e desvalorizará. Não se trata pois de redução de financiamentos, de suborçamentação, mas do predomínio de ideologia igualitária em detrimento da equidade. E, claro, da falta de dinheiro provocada pelo desnorte destes útlimos 20 anos, claro.

          3. Além da lavagem das mãos, etiqueta respiratória e distanciamento físico não estou a ver como é que as medidas tomadas em estado de emergência evitam o colapso dos hospitais. Acredita realmente que aquela treta de não passar os concelhos em determinados dias, não sair e fazem compras a determinadas horas pode ter alguma influência na propagação do vírus?

          4. Susana V. acredito. Acredito mesmo que a redução da mobilidade e das interacções reduzem o contágio. E acredito que a proliferação dos contaminados conduziria ao colapso do sistema hospitalar (das disponibilidades vs covid e das restantes). O que não me exime – bem pelo contrário – de criticar as modalidades restritivas, sua planificação, sua coerência, sua comunicação. E também de criticar os moldes de administraçao do SNS. Parece-me que é isso que falta a muitos críticos – deitam fora o bebé com a água suja do banho, como dizem os anglófonos.

  4. Bom Post jpt!

    A pandemia existe é bem real e infelizmente está longe de acabar ….
    a vacina é uma esperança mas também tem incertezas…
    A verdade é que estamos f*didos!

    1. Estamos prejudicados, Anónimo, prejudicados … Pois essa condição (ôntica, direi) a que alude advém-nos de outras dimensões menos virais.

  5. Antes de mais, esclareço que me vou vacinar e desejo que esse momento chegue o mais rápido possível.
    E como tal, não consigo associar a vacinação, ou até a covid no geral, com todas as suas subquestões, ao espectro político, ou ideológico.
    Sobre as declarações de MJM, acho que a senhora é livre de dizer o que lhe apetece.
    Se não criticamos quem faz propaganda à vacinação, não vejo porque se há-de impedir, ou criticar, quem faz propaganda contra.
    Se às 21h aparece uma personagem mediática a rogar para que se vacine, porque não pode às 22h aparecer a opinião contrária?
    Ela tem o direito de escolher e tem o direito de dizer publicamente que não se vacinará e porquê.
    Por outro lado, acho que a questão política não terá a ver com a covid, ou as medidas anti covid.
    Terá mais a ver com a eficácia, as contradições, os buracos e o desnorte das medidas.
    Se houvesse de facto um plano credível, sério, bem elaborado, isento de pressões e da necessidade de agradar a A ou B e com resultados inquestionáveis, ninguém se iria opor. Fosse de esquerda ou direita.
    Dito isto, qualquer pessoa tem o direito, obviamente, de criticar MJM… ou não vivêssemos em democracia.

    1. O Inconveniente,

      eu não ponho em causa o direito destes locutores (entre os quais MJM) de expressarem a sua opinião. Mas tenho – como V. diz no fim do seu comentário – o direito de lhes criticar não só a opinião como a pertinência da sua divulgação pública.

      E acima de tudo – como espero que fique explícito nas respostas a comentários que fui aqui deixando – o que considero é que estas opiniões anti-vacinas por parte dos críticos às medidas restrititivas (seus efeitos económicos e sociais) são profundamente contraditórias, nisso incompetentes. E, sem rebuço, no caso televisivo de MJM completamente assente numa atitude que não se pode definir melhor do que “cagança”. E não é o momento, tamanha a crise presente -.e presumivelmente futura -, para que os locutores “doutores”, com algum tipo de visibilidade pública, andem a perorar como reflexo de pirraça intelectual ou cagança intelectual.

      Espero ter-me feito entender. Ou seja, espero ter sido Conveniente.

      1. As suas respostas são sempre convenientes.
        Mas esclareço que entendi o seu ponto de vista e compreendo-o.
        Eu também preferia, na qualidade de defensor da vacinação, que esse tipo de discurso não acontecesse. Mas o certo é que acontece e não o podemos impedir. E claro, também sujeito a crítica.
        O meu caro tem o dom de se fazer perceber com a escrita. Gostava eu de o conseguir dessa forma.

        1. Obrigado pela gentileza. A mim nem me passa pela cabeça impedir estes discursos. Mas irritam-me. E acho que merecem caneladas. É para isso que me servem estes postais, quais catarse grafada.

      2. “no caso televisivo de MJM completamente assente numa atitude que não se pode definir melhor do que “cagança”.
        Nem mais! Não sei se é habitual o programa ter convidados, nem quais os critérios, mas foi um desastre. A despropósito, a Sra entrou em looping auto-elogioso e modo de balanço de carreira, boicotou todas as tentativas do moderador de extrair dali um laivo de humor. Fiquei com a sensação que n/ conhecia o programa e não compreendeu o contexto. Lembrou-me uma versão feminina de JM Júdice ressabiado e amargo. Espero que a produção também retire as respetivas ilações e pondere convites arriscados.


  6. A Maria José Morgado, pelo que percebi, é sobretudo contra os Estados de Emergência sem prazo. Contesta ela que, o cidadão prefere, acima dos Direitos, Garantias da Lei, da sua Liberdade, a tal Segurança, que diminui os riscos, mas mina o Estado de Direito e a Democracia (uma monótona e “pequeno burguesa” existência ,sem risco, sem chama; os mesmos que limpam,por vezes, o pó ao velho, e sonham, transpirados, com as Democraturas) . Julgo que não alinha nesses movimento anti vacinas, conspirativos, das extremas. Mas concordo com o jpt, e entendo, caso tenha compreendido bem, a Maria José Morgado

    1. Valknut, o meu postal não é sobre MJM. É sobre um núcleo locutor nas redes sociais (presumo que um ou outro vá à tv mas eu vejo pouco). Gente graduada (ou seja, não estou a falar de movimentos “espontâneos” ou de reflexos das igrejas proféticas populares), “diferenciada” como agora sói dizer-se. E que são na sua maioria locutores próximos de uma nebolusa auto-dita “liberal” – mas alguns deles meros radicais de direita anti-estatista. O meu postal não é contra os “liberais” – como se poderia depreender de alguns comentários acima, que me parece terem percebido isso: não julgo muito pertinente fazer proclamações partidárias num blog colectivo, mas pelo menos no meu já botei que votei na IL nas últimas eleições e que votarei Gonçalves nas próximas presidenciais. Não é contra os “liberais” que escrevo, é contra este radicalismo.

      Como já referi acima nada me choca, e muito concordo, com as críticas às medidas restritivas – será conveniente lembrar que o primeiro estado de emergência foi declarado por proposta de Sousa, após seu semi-confinamento devido a não ter ele suspendido os seus contactos públicos quando tudo indicava para essa necessidade. Refugiou-se em casa, anunciou que estava com “um gozo fininho” nisso. E depois, percebendo o país estupefacto com a sua deriva, regressou via zoom ou skype anunciando que ia propor isso. E que de imediato António Costa disse que não precisava desse estado de emergência mas sendo vontade do PR cumpria-a. E daí por diante. Tudo isso veio, como V. refere, alimentar/reforçar este ambiente em que os cidadãos preferem a tal “segurança” ao exercício dos seus direitos democráticos (como se viu na histeria securitária antes do Verão, com tanto apelo à intrusão estatal através de controlo tecnológico das nossas práticas individuais). Não me vou continuar a repetir mas já o disse: uma melhor planificação desde Fevereiro (quando o governo ainda considerava o Covid-19 como uma possibilidade para incrementar exportações para a China, e anunciava a implausibilidade da epidemia chegar, primeiro aos homens e depois ao nosso país) e uma maior coerência comunicativa (aquilo do andar mascarado no 25 de Abril, aquilo da “falsa segurança” etc.) teriam induzido melhores condições objectivas e subjectivas de tentar controlar a disseminação sem estas medidas restritivas tão prolongadas.

      Quanto a MJM – que nem pertence ideologicamente ao nucleo locutor que abordo, e que surge aqiu porque foi à tv – acho que já disse o suficiente em comentários nesta caixa. Eu não disse que ela está no movimento global anti-vacinas que por aí anda (algo new age, julgo). Digo que os locutores – principalmente os com visibilidade pública, as “personalidades” – que vêm agora reduzir a pertinência das vacinas contra o covid-19 têm um efeito pernicioso. E, se são críticos ás medidas restritivas, estão a ser incoerentes. E neste caso a incoerência é incompetente. Uma incompetência que lhes advém do radicalismo, em termos gerais. E, neste caso particular, muito da cagança.

      1. “nebolusa” é uma “gralha”, ou seja, nem erro ortográfico foi. Mas parece-me um contributo muito interessante se elevado a neologismo, tem pano para mangas …

  7. Há uns anos discutia-se a restrição da liberdade por causa da ameaça terrorista, hoje é devido ao corona (o vírus, não o mexicano do fcp)

    Evidente que as restrições têm e terão graves consequências na economia e sociedade (a próxima luta de classes vai ser entre os de dentro e fora do digital), bem como ao nível da saúde física e mental.

    A questão passa sempre por saber qual, ou quais, era a opção.
    A verdade é que na Europa diferentes países tiveram diferentes abordagens, e de momento está tudo no mesmo barco, sendo este um Titanic. Frugais, marialvas, disciplinados, ricos, pobres, baldas, está tudo com graves problemas em termos de resposta de serviços de saúde e não só (há países em que nem caixões se produzem em número suficiente).
    Em Portugal em particular a gestão de expectativas foi errada, saltando entre o medo (devidas lições do Prof. Marcelo e Cia aos meninos mal comportados) e o desleixo (os políticos portugas em tronco nú a apregoar o milagre), se calhar a sociedade receberia melhor estas e outras medidas se não andasse tudo a saltar entre aberturas e fechos, consoante números que sabemos serem pontuais.

    Haja fé na vacina, embora em Portugal a lei do Murphy paire constantemente. O episódio PSP/GNR foi um bom prólogo de uma corrida mais longa do que se quer fazer crer.

  8. Mas alguém tem outra solução viável para atingirmos o fim desta pandemia que é real e não fictícia? Há melhor remédio para terminar este pesadelo? Se há, apresentem-no ou enfiem a viola no saco e passem bem, limitem-se a cantar na sua rua.

  9. Ora muito bem! finalmente tenho alguém a dizer o mesmo que eu penso.
    Já nem com o José do Portadaloja coneguia o mínimo entendimento numa questão que, para mim, se trata apenas de bom-senso.

    E sim, assino por baixo esta passagem: “esses que julgam que ser “liberal” é contestar a dimensão desta pandemia e as medidas restritivas que esta impõe. Que lhes demonstre o quão medíocres intelectualmente vêm sendo, dia-a-dia, nestes meses”. Só que lhes chamo neontontos e tontice de umbiguismo que transforma tudo em capricho e nega o colectivo, nada tem a ver com Direita.

    A MJM ainda anda de olhos postos na martiriologia mas com uma mão na carteira- em nome do ginásio vegan da filha, claro. Por ela, o destino e contemptus mundi, sempre foram o gozo do sacrifício.

    1. zazie, Há quem não consiga afinar uma guitarra por mais que tente (o HPS, entre outros, nomeadamente aqueles que por lá andam aplaudindo encantados pelo virtuoso dos gráficos e das inferências estatísticas e das séries temporais gaussianas, com esta último ainda me mato a rir); há quem não consiga distinguir o cálculo do risco pessoal do do risco colectivo («não há risco colectivo, só há risco pessoal», brada a Margarida do Hades); e há quem não passe sem amendoins (eu!). É a vida – uma questão de ouvido ou de falta dele. (também há a maldade mas tem menos graça)

      1. ehehe

        Pois é isso mesmo. Neotontice é neotontice e nada a fazer. Mas depois censuram e dizem que eu é que sou maluca e malcriada por hoje me ter admirado pela testa dele não ter encurtado
        😉

        Bisou e bons amendoins

  10. Caro “jpt”, compreendo a sua preocupação: eu tenho um filho a residir aí e, apesar da situação aqui onde resido, começar a ficar preocupante… nós, definitivamente, nunca conseguimos ultrapassar aquela maldita preocupação de que “eles” até se esquecem de levar a máscara ou lavar as mãos. É que mesmo quando o meu filho me envia uma mensagem a dizer que acabou de chegar a casa e que vai desinfectar o que comprou e colocar a roupa usada no cesto – algo que eu até nem faço! – não deixo de me preocupar se ele não está a utilizar a mesma máscara há dias…

    Sobre o resto: Boris Johnson? Vacinas? MJM? É o problema do costume: quantos “posts” aqui no DO foram colocados a “alertar” para as restrições da Liberdade? E, em contrapartida, quantos outros foram colocados a alertar para os vírus como o Ébola ou, mais recentemente, o daquele outro descoberto nas selvas da América do Sul (https://medicalxpress.com/news/2020-11-deadly-ebola-like-disease-emerges-bolivia.html)? Se ainda não notou, o irremediável problema do Covid-19 aqui é que ele até afectou os “caucasianos”… e a maldita “economia”! Em Janeiro de 2020, ele era apenas mais um problema da China!
    Vacinas? Continua tudo na mesma onda! Nós temos… vocês que se safem! E no Nós até aparecem os habituais tresloucados que insistem em atribuir aos outros o que os seus “amigos” praticaram.

    Quando escreveu «Talvez que sendo Boris Johnson a assumir agora estas medidas, e este discurso, isso possa calar os patetas da direitalha, esses que julgam (…)» sabe-se lá o quê e mais alguma coisa mais… até pensei que me teria escapado, aqui no DO em 2020, algum “post” seu – como, por exemplo, alguns da Cristina Torrão – a contrariar a habitual lengalenga da matilha “liberal” (ou apenas “do contra”)… tem algum exemplo disso? Há algum “post” seu, aqui neste blogue, contra os que durante 2020 insistiram nas “liberdades” que o Estado estava a encurtar ou a privilegiar aos “comunas”? Ou não se apercebeu disso? Será que você nem leu, por exemplo, os “posts” do “senhorio do DO”, o Pedro Correia? Ou foi apenas uma questão de lealdade o seu silencio?

    O que acho interessante neste bloque é o quanto ele está refém dos seus habituais leitores… Delito de Opinião? Uma ova*! Este seu “post” é uma prova disso: já vai, nesta altura, em 33 comentários de surpreendidos leitores com a sua “pequena traição”: todos os seus “liberais” leitores, «simpatizantes da escola» X ou Y, nem lhe perdoam isso! E insistem nisso!

    * Digo “Uma ova” porque, ultimamente, os meus “Delito(s) de Opinião” (aparentemente, aqui, muito mais do que outros) até nem têm aparecido postados aqui… Se me incomodo? É claro que sim: desconfio que os meus comentários até nem são lidos pelos “censores” (vai ser V. um deles? Mesmo apesar de sempre o ter elogiado – como sabe – por nunca o ter feito?… é que, na realidade nem me preocupa se eles são aqui colocados: este comentário é para si e não para os muitos “liberais” que aqui comentaram a sua intervenção: do “balio” ao Francisco Almeida, passando por um Miguel que (julgo, ironicamente) escreveu que «as medidas de mitigação não servem para nada que não seja impedir que os hospitais fiquem embotelhados. Cousa pouca, para quem não precisa deles claro.»

    Que a sua prole (e a minha) se mantenha resguardada: é triste quando uns pais têm de enterrar ou saber do sofrimnto dos seus filhos!

    1. Eh lá, ó António, meu, agora também vale insultar e logo assim de chofre com um “liberal” nas trombas?!… (nem sei se as aspas agravam ou aliviam, depende do que se quer dizer quando se escreve liberal ; liberal em que acepção, a clássica de Locke e de Mill, ou blasfema e insurgente?). É que se for na primeira, contexto histórico tido em conta, até o Chomsky agitava uma bandeirinha; agora na segunda, mãezinha!… era preciso recuar até ao câmbrico para ter uma vaga impressão de não ser uma espécie de troglodita. E depois vamos lá a ver de onde veio esta moda que acha por bem que a ironia seja precedida por hieróglifos (assim: ), mas isto é o quê ? : bom, evitar o congestionamento dos hospitais era ou não era (e continua a ser) a prioridade absoluta? Só os trogloditas desses “liberais” de trazer por casa (leia-se, fidalgotes nostálgicos do tempo em que estavam isentos de pagar a dízima) ainda não perceberam.

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