«Para a rapaziada do Alentejo que foi estudar para Lisboa nos finais dos 60’s, principios dos 70’s, o Gambrinus era o nosso “escritório”; se queríamos encontrar alguém era lá que o íamos procurar. Ou ao fim da tarde, ou à noite depois do cinema, e antes de um copo no Stones. Era a bela vida lisboeta desses tempos que deixa tantas saudades a tantos de nós.
Passei lá muitas e boas horas, bebi lá muitos copos e tive oportunidade de lá fazer excelentes refeições.
O Empadão de Perdiz das segundas-feiras, o Eisbein das quintas, ou o bacalhau “À Chico Lage” das sextas, inesquecíveis. Ou as sandocas do sr. Domingos, que nos tratava carinhosamente por meninos.
Podia estar aqui horas a contar “histórias” passadas no Gambrinus, onde tive oportunidade de beber o melhor vinho português do século XX (na minha opinião, já se vê) o Barca Velha de 66 por… 850 mil réis cada uma. Bué delas.»
Do nosso leitor Alexandre Carvalho da Silveira. A propósito deste texto da Ana Vidal.


Com “Estudos” assim não fico a estranhar o que aconteceu no Alentejo a seguir ao 25 de Abril.