«Infelizmente, a imagem do seu fundador reflecte-se na AMI.
Lamentavelmente, aqui não há empurrões, nem instrumentos, nem irresponsáveis. Falamos de um homem maduro que mostrou ser duma vaidade que não lhe conhecíamos. Inebriado pela sua própria figura.
Todos temos momentos menos felizes. Mas eram precisos 3 (três) momentos mesmo muito infelizes?
Era um homem bom.
Para mim, agora, é apenas um homem vaidoso que não se contenta com o que de melhor sabia fazer e menos ainda com um segundo lugar.
E de tal forma se reflecte na AMI que, após a minha saída, recebi uma carta-tipo dirigida certamente a várias centenas de pessoas, em que tentavam demonstrar que o caminho do Dr FN Fernando Nobre e o da AMI tinham de ser vistos de forma diferenciada. Duas páginas de explicações. Não foram só para mim, infelizmente!
E digo infelizmente, porque o sinto mesmo.
E tudo isso não é ingenuidade alguma. Um homem com uma obra destas tem de pensar na consequência dos seus actos.
Não só no caminho que decidiu percorrer, que só a ele diz respeito. Mas na consequência das suas afirmações, do que põe em causa.
Não é, também, inexperiência.»
Da nossa leitora MACarvalho. A propósito deste texto do Sérgio de Almeida Correia.


Belo comentário, Macarvalho.
E duas páginas de explicações, depois do caldo entornado? Que planeamento estratégico…
Não deixa, porém, de ser lamentavelmente triste.
O homem seguirá o seu rumo, mas a instituição foi posta em causa.
Não sei dizer há quantos anos era sócia e seguidora da AMI, perdi a conta aos anos.
Hoje sinto uma profunda tristeza.
Talvez a instituição tenha de ser vista apenas da tal forma diferenciada, mas o seu mentor mostrou não ser pessoa de boa fé.
E tanta amargura e sede de protagonismo não colidem com os princípios e os objectivos dessa mesma instituição?
Talvez a AMI mereça continuar como está, sem pagar pelos desvios do dono.
A ele, não sei… alguém lhe devia ter dado a ler o IF quando era criança, ou coisa assim. Ficou alguma coisa incompleta naquela cabeça.