«No passado muitas vezes dei os parabéns a mulheres, dei as flores, etc. Com o tempo cheguei à conclusão que é essencialmente uma hipocrisia. Ser-se mulher é apenas o resultado de estatísticas (cerca de 50 vírgula qualquer coisa por cento de possibilidades). Já o viver-se mulher é uma condição e, bastas vezes, um fardo.
Há dias discutia um assunto com a minha mulher. Dizíamos nós que num casal haverá sempre alguma das partes que sacrifique algo na sua carreira para que a outra suceda em pleno. No caso das mulheres, isso significa estagnação na carreira, ou simplesmente a abdicação da mesma (na Europa Central, a “progressiva”, isso é corrente). Nos homens, simples “sacrifícios” como não mudar de cidade para perseguir aquele emprego de sonho e ficar com o outro, ali ao lado, apenas marginalmente menos bom, é algo louvado e que se vê como um sacrifício de magnitude incalculável. Nos casos em que tanto o homem como a mulher sacrificam um pouco da carreira pela família, o homem acaba sempre mais louvado.
Isto para não falar nos casos mais mediáticos (ou que o deviam ser) que a Teresa descreve.
Ser-se mulher é ser-se, de facto, diferente do homem. Isto não deveria ser castigado (misoginia) nem combatido (feminismo radical), antes abraçado. As mulheres são diferentes dos homens e por isso podem fazer coisas diferentes. Não devem ter que fazer o mesmo nem ser forçadas a fazer seja o que for. Devem receber simplesmente o mesmo respeito que qualquer outro ser humano. Infelizmente, num país tão mariano como Portugal, estes dias servem o propósito oposto.»
Do nosso leitor João André. A propósito deste texto da Teresa Ribeiro.


o João disse o que muitos pensamos.
queremos que as mulheres continuem diferentes, é assim que gostamos delas (matrafonas bastam as do carnaval…).
mas com os mesmos direitos e garantias, em casa e no trabalho.
Subscrevo, de cima a baixo.
Parabéns.
Hum… gosto de Hopper.
Espero que o nosso amigo João André também goste, Teresa.
Tarde a responder, mas sem dúvida: gosto bastante.