«A Obama e restante diplomacia ocidental importa apoiar o movimento popular, desde que seja assegurado um processo democrático assim como (e este ‘assim como’ é um ponto fundamental) sejam respeitadas a liberdade de expressão e os direitos das mulheres. Não podemos esquecer os fuzilamentos dos derrotados que se seguiram à vitória eleitoral do Hamas. Esquecendo isso, ainda hoje a esquerda alegre enche a boca a dizer que o poder em Gaza é democrático.
A falta de cultura e vivência democrática dos egípcios só se pode vencer com eleições.
Assegurando isso, entra-se num debate ideológico que faz lembrar uma frase que ouvi aquando da queda do apartheid em que alguém dizia que os sul-africanos não sabiam o que queriam, mas sabiam, e bem, o que não queriam.
Estamos num cruzamento da história que nos foi dada a viver e o silêncio e a demora na exigência por parte do Ocidente ao abandono do poder por Mubarak poderá ter implicações terríveis para o nosso mundo.»
Do nosso leitor Paulo Sousa. A propósito deste meu texto.

