«Pelas informações disponíveis o fundo será constituído pelas empresas. Se não for abuso da minha parte gostaria que a Ministra nos informasse se todas as empresas terão de contribuir, mesmo as que não despeçam ninguém, ou será apenas por aquelas que interrompam os contratos de trabalho.
Se for para todas, assistiremos a uma penalização das empresas que, com maior ou menor esforço, mantêm os postos de trabalho, pois ser-lhe-ão impostos novos encargos que se destinam a aliviar o esforço das empresas que optam por despedir, o que vendo bem é uma prática bem socialista.
Se for apenas para as que despedem, então assistiremos a um baralhar e dar de novo, pois se os encargos terão de ser suportados por quem despede… ficamos na mesma.
Tudo isto não passa de uma manobra de diversão, mais uma, que mostra o estado de negação em que o Governo se encontra.
A única forma de reduzir o encargos para quem despede é limitar os direitos de quem é despedido. Tudo o que for feito além disto não será mais do que poesia.»
Do nosso leitor Paulo Sousa. A propósito deste texto do Rui Rocha.

