O comentário da semana


Pedro Correia,

 

«Uma das profissões que mais admiro é a profissão de bombeiro.
Como dizia Jay Leno, depois dos ataques de 11 de Setembro, em choro convulsivo, citando o pai, também ele bombeiro – “They are out there fighting the good fight”.
Infelizmente, em Portugal, deve ser uma luta frustrante.
A afirmação do ministro Rui Pereira, com uma postura misto de resignação e incapacidade, de que há incêndios a deflagrarem à noite, contribuirá muito para esse sentimento de frustração.
Será uma inevitabilidade assistirmos a este espectáculo dantesco todos os anos?
Estava agora a ver imagens do incêndio no Parque Nacional Peneda – Gerês.
Ver aquelas imagens, aqui tão longe, faz doer o coração.
E causa uma revolta imensa.
Porque é que não se limpam e ordenam as florestas?
Onde é que estão os vigilantes?
Que meios lhes são entregues?
Sou um amante da Mata Nacional do Buçaco, a qual me traz à memória momentos muito bonitos da minha juventude, da minha adolescência.
Tremo só de pensar que poderá ser também alvo de uma acção criminosa como estas que vemos demasiadas vezes.
Estes espaços são tudo isso – um enorme pulmão, quadros de rara beleza, repositório de memórias para muitas pessoas.
Vê-los arder é horroroso.
A minha sentida homenagem aos homens e mulheres que ali andam, arriscando a vida, “fighting the good fight”.»

 

Do nosso leitor Pedro Coimbra. A propósito deste texto do João Carvalho.

6 comentários em “O comentário da semana”

  1. Profissão? Se estivéssemos dependentes dos bombeiros profissionais portugueses, Portugal já tinha ardido por completo. O que ainda nos vai salvando são os voluntários, esses que morrem sem receber tostão.
    Será uma inevitabilidade assistirmos a este espectáculo enquanto os incendiários forem libertos, alegando insanidade mental, enquanto não dermos uso ao exército inútil, que podia tão bem vigiar as matas nacionais, e enquanto os nossos dirigentes não perceberem que não é um aeroporto novo ou um TGV que impulsionará Portugal, mas sim cuidar (e bem) do que é nosso e investir onde é preciso.

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