«O socialista Luís Patrão diz que isto é uma “tentativa de simplificação legislativa para evitar pequenos focos de discordância interpretativa”. Tem piada: nunca vi estes mesmos políticos particularmente interessados em “simplificações legislativas para evitar pequenos focos de discordância interpretativa” quando é o comum contribuinte que está em questão. Pelo contrário, parece que nesse caso quanto mais confusão legislativa – melhor.»
Do nosso leitor João Sousa. A propósito deste meu texto.

“… estes mesmos partidos…”
É isso: são sempre os mesmos.
Independentemente do número ou do nome.
Os partidos partem-nos a alma e a dignidade.
Está-lhes no sangue e na natureza.
Nós, ao arrepio dos tempos e da inteligência, continuamos naquela de “quanto mais me bates, mais gosto de ti”.
Continuamos a declarar, sem nos rirmos, de que não há democracia sem partidos.
Nem nos damos conta de que tal vai frontalmente contra os factos e a etimologia.
Os factos gritam-nos que, com partidos, a democracia é impossível.
A etimologia garante-nos que a democracia é o poder do povo e não dos partidos.
Enfim…
Bom Ano!
Para todos e apesar de tudo.
João de Brito
Quem quer um regime sem partidos tem muitas ditaduras militares por onde escolher.
Venezuela e Cuba, por exemplo.
Quaisquer “simplificações legislativas para evitar pequenos focos de discordância interpretativa” são de saudar, mesmo quando o legislador não se preocupa em geral em fazê-las.
Quem come em dois pratos só pode ser um bom comilão.Faz parte duma honrada família.