«Recordo que em Portugal é exigido a pessoas com deficiência a exibição de prova documental da sua condição para que exerçam o direito ao voto com ajuda de outrem, ainda que a deficiência seja patente. E salvo se o presidente da mesa tiver juízo e for uma pessoa decente, claro. O que não é certo que aconteça, dando azo a confusões no acto eleitoral e à frustração destes eleitores que se vêem ainda mais discriminados e com menos vontade de participar na vida cívica.
É frustrante, neste quadro, a zoeira habitual da propaganda do Governo e da comunicação social ao anunciar, como aconteceu numa das últimas eleições, a novidade do voto em Braille (num tempo em que a maioria dos cegos em Portugal supre as carências através dos meios digitais), abstraindo da realidade e do grosso das situações penalizadoras para as pessoas com deficiência ou temporariamente impossibilitadas de exercer o direito a voto de modo autónomo.
Estas são também formas de alimentar o populismo por dupla via: dando mais peso aos tradicionais eleitores militantes e radicais e trazendo para o extremo novos eleitores cansados de ser desconsiderados.
Da nossa leitora Isabel Paulos. A propósito deste meu texto.

Top as usual
Obrigada, Pedro. Pelo destaque e pela correcção do ‘braile’. Já agora faltou o plural no meu Paulos.
Obrigada, Vorph
Bom resto deste belo Domingo.
Parabéns à Isabel Paulos que escreve para caraças.
Desejo-lhe resto de bom Domingo, mas não o estou a ver nada belo,
Nem este Domingo nem o próximo e tardarei a ver um Domingo bom. Depois que o FéCéPé arrebanhou o título todos os Domingos para mim são tristes e deprimentes.
Boa semana, Caro acutilante.
Agora com a histeria de Jesus, que encheu a televisão durante dois dias (quem estivesse distraído até podia pensar que se tratava do campeão nacional), pode ser que para o ano tenha mais sorte com o seu Benfica.