«Hoje passei por uma das nossas capitais de distrito. Visitei uma boa livraria que lá tem, com muitas edições de editoras alternativas. Ia eu todo contente pela porta adentro quando uma menina me disse que o atendimento era feito à porta. Como à porta? – perguntei. A menina sabe como se compram livros? Os livros têm de ser manuseados, folheados, parcialmente lidos ou consultados. Isso é uma coisa que não se faz à porta da livraria. Se eu não posso entrar para procurar livros, então, por mim, podem manter a livraria fechada. E vim embora.»
Do nosso leitor Vítor Augusto. A proposito deste postal.

Este infeliz, desanca na rapariga sem culpa .
Deve pensar que tem o rei na barriga, então não sabe as regras que foram impostas.
Há cada cromo!
Méhhhh, méhhhh…
Peço desculpa mas não resisti.
Há sempre uma ovelha a valor contra a rebeldia.
Vítor Augusto tem toda a razão, uma livraria, é um festim para quase todos os sentidos, a visão (as capas, o grafismo), o olfacto (já comprei alguns livros pelo cheiro) o facto (a consistência das capas, do papel, o tipo de papel, o folhear) a audição (o som das páginas quando são folheadas).
Nada que se consiga com um atendimento à porta a não ser que a ideia seja comprar o último livro do Gustavo Santos para oferecer à prima da cunhada que é manicure perdão designer performativa de unhas.
Anónimo como cantava Zeca, muda de rumo, nem todas as regras impostas são boas e fazem sentido, uma livraria a funcionar como guichet de gasolineira não lembra a ninguém excepto a esta tropa fandangos que nos apascenta (a mim não).
O sr. Zacarias Castanho , provavelmente nunca trabalhou a lidar com o público, e
as dificuldades e por vezes alguma falta de educação por parte das pessoas.
A menina do atendimento certamente cumpre as ordens que lhe foram dadas, daí não ser merecedora de determinado tipo de observações ….por vezes mal educadas, não sei se foi o caso ou não , mas pela minha experiência… e a forma como este sr. Augusto se sente ofendido e descreve a situação, tudo indica que sim.
Cá vem mais um anónimo (ou então é sempre o mesmo) a dizer que a culpa é do cliente.
Numa altura em que as livrarias deixaram de ter clientes, o que é ainda mais extraordinário.
Se afugentam os poucos que ainda aparecem, é melhor fecharem de vez. Tornarem-se cabeleireiros ou churrascarias ou repartições de finanças.
Pois bem.
Durante anos trabalhei próximo duma grande livraria.
Também a visitava frequentemente e, até, comprei lá alguns livros.
Também lá via, com frequência, um fulano a folhear sempre o mesmo livro e variava de quando em quando.
Um dia, uma das empregadas proibiu o fulano de entrar na livraria, ou então entrava para comprar algum livro sem lhe mexer.
O fulano passava dias/meses a fio a ler completamente livros sem os comprar.
As mais afamadas livrarias do mundo têm clientes permanentes que lá vão ler. Por vezes estão lá dias inteiros. Gente pobre, quase sempre. E que, sem saber, contribui para o marketing das livrarias, atraindo clientes.
Ninguém gosta de frequentar locais desertos.
A sua terminologia diz muito do que é a errada mentalidade comercial de diversos comerciantes: tratar um potencial cliente por “fulano”.
Isto ajuda a explicar a falência de muitos estabelecimentos comerciais. A pandemia, francamente, não explica tudo.
O Rubem Fonseca conta (no livro autobiográfico ‘José’ que fazia isso: ia de livraria em livraria, lendo umas 30 ou 40 páginas em cada uma, e no final do dia tinha o livro lido. E comoveu-me saber que houve um tempo em que aquele grande escritor não tinha dinheiro para comprar livros.
E o nosso Saramago também ia ler para a Biblioteca, no pós-laboral, precisamente pela mesma razão.
Por outro lado, não me agradou aquele paternalista “A menina sabe como… etc., etc.” do Vítor Augusto (cujos comentários até aprecio).
Aposto que a menina (e o menino) sabe, mas está a cumprir ordens, que é o que todos fazemos quando temos um patrão.
E se temos (devemos) lavar fruta e embalagens em que outros tocaram porque pode lá estar o tal vírus, porque havemos de permitir que se ande a folhear livros, talvez até humedecendo o dedinho na língua – esse costume tão português…
Boas leituras!
🌻
Maria
Defende o indefensável
Belo Marketing:
Existem de facto pessoas com banho por tomar com 3 anos de atraso, que cheiram um fedor insuportável que entranha-se nas lojas ,agora imagine num restaurante, num autocarro, no metro….durante o Verão.
E não venha com a conversa de gente pobre, pois muitos têm uma conversa mais asseada que a sua.
Um dia, uma das empregadas proibiu o fulano de entrar na livraria, ou então entrava para comprar algum livro sem lhe mexer.
Estúpida. Devia era ir vender croquetes.
Pois é, mas se a rapariga da livraria se armar em rebelde arrisca-se a ter problemas. Não sei quais são as regras específicas para livrarias, a minha filha comprou um livro na sexta-feira, e entrou – só podia era entrar um cliente de cada vez.
Noutra onda, comprar um livro pelo cheiro? Eu gosto do cheiro dos livros, confesso, mas não comprava só pelo cheiro.
Uma livraria onde “só pode entrar um cliente de cada vez”?!
Ao fim de três meses de encerramento?!
Melhor é fecharem já.
Escusam os trabalhadores de ficarem a arder, sem salário, no final do mês.
Irão alegar que o PM ou a senhora DGS é que ditaram regra tão absurda e suicida? Nem quero crer.
Não sou eu quem faz as regras. No caso, nem sou eu a interpretá-las. Talvez o dono receie cometer alguma infração e passe por lá a ASAE, ou a polícia, ou a GNR, ou a DGS, ou outra pide qualquer, e lhe feche a loja. É assim que estamos.
A pide?
Em 2020 anda por aí gente com medo da pide?
Caramba, afinal este vírus não afecta só o sistema respiratório: também queima os neurónios.
Quem nunca apanhou uma lixadela da nossa implacável burocracia que atire a primeira minuta.
Não sei em que bolha vive. Só a Autoridade Tributária e Aduaneira já deve ter destruído mais vidas que a PIDE. Eu já tive salário penhorado por um erro de sistema. O meu divórcio demorou 11 anos na justiça – o.n.z.e. Fui chamado ao DIAP por ter mudado uma cortina de banho sem autorização. Se você não tem receio deles, ou tem muito dinheiro, ou bons advogados, ou cunhas.
O “infeliz” (e é de facto de infelicidade que legitimamente se pode queixar quem tenha o, está visto que bizarro, hábito de ler e dedicar parte do seu tempo a frequentar uma livraria) está cheio de razão. E não parece que tenha necessariamente “desancado na rapariga”, antes terá manifestado algo absolutamente verdadeiro: isso de que um livro não se compra – não a maior parte das vezes – como um alimento enlatado ou uma embalagem familiar de de rolos de papel higiénico. E mesmo nesses casos, podendo, é sempre proveitoso ter a oportunidade de comparar e escolher o que de facto se quer.
Se foi vivaz, isso não tem que significar mal-educado. Muito menos tem que ser visto como um ataque pessoal à “rapariga” (e a “rapariga” terá gosto e vocação para trabalhar onde trabalha, vendendo o que vende, ou será aquele o emprego que arranjou; aquele como poderia ser vender verniz de unhas, roupa interior, sapatos ou o que fosse: fundamentalmente uma chatice que se suporta para ganhar a vida e deixando os hábitos de leitura no ecrã do telemóvel?).
Há coisas que não são o “take-away” do “fast-food” ao fundo da rua. Se a livraria, podendo já abrir plenamente ao público (permitir, pelo menos, a entrada regrada de clientes; e já o pode fazer, uma parte delas, desde há alguns dias), entende que poder percorrer estantes e expositores, folhear, consultar e confirmar ou abandonar uma decisão de compra; sobretudo “vadiar” no melhor sentido do termo e até acabar por comprar, comprar também, uma obra em que nunca se tinha pensado, de nada interessa ao cliente e não faz parte do fascínio dos livros, então dir-se-ia que mais vale fechar a loja e vender apenas “online”. Livros ou cuecas.
Pouparia custos, decerto.
Costa
O “infeliz” e “cromo” (palavras suas) assina a opinião que escreveu.
Você não assina nem assume: limita-se a insultar, a coberto do anonimato, fingindo que argumenta.
É uma atitude absolutamente reprovável. Se quer criticar, mostre a cara. Só assim merecerá respeito.
Refiro-me, naturalmente, ao primeiro escriba que aqui apareceu. Esta “escadinha” de comentários, quando há muita gente a opinar, torna-se confusa.
E pronto! mais uma polémica instalada. Depois admiram-se ser o homem constantemente incomodado para acalmar as hostes.
Mais uma vez instado a pronunciar-se, Bruno De Carvalho, visivelmente enfadado, respondeu que estava farto de falar para quem não compreendia, e reforçou que malfadada sorte a sua, reduzido a ter que compartilhar o mundo com gente abestalhada.
Às instâncias de que era apenas uma opinião que se lhe pedia, teve isto a dizer:
Meus senhores: abeirai-vos.
Posto já esteja cansada a minha voz, não me lisonjeio ter-vos enumerado todos os reais perigos com que o látego do destino fustiga este torrão, aos Visigodos herdado.
Só um milagre o poderia salvar, prouvera que a Deus aprazasse, e quem ousará pensar que Deus faria um milagre a favor daquele que tão vilmente incorreu num pecado maior, ao privar a mãe do seu filho à sua sagrada veneração.
Abrangeis pois que para um povo não temente nem respeitador dos mais altos valores morais, votando ao ostracismo honrados cristãos e infiéis, artesãos e pedreiros-livres, as mercês Divinas sejam preteridas pela omnisciente vontade de a vingança a mim pertence.
Não se me dava a mim saber o que vós pensáveis ao tálamo que a mim chamei, mas fiel seguidor da vereda por que sempre caminhei, a mim chamando a perpetuidade daqueles homens cujos nomes os não acompanham para a tumba, a minha opinião é esta: o Sporting está tramado.
Discurso bonito!!!
Gostei cunhado.
No meio destas cabeças de jingunba,
como é que ficou a menina? ele bateu…..?
Mariama Baldé
Se for atendimento à porta, mais vale comprar online.
Livros e fruta, apalpar antes de comprar.
Há muito macho feroz…
Que vão só as livrarias, para cheirar as meninas.
e depois não leva livros
Vergonhoso!!!
Mariama Baldé
“….A menina sabe como se compram livros?….”
Este sr. deve ser mestre escola finório, de certeza que queria conversa!
Se quer consultar livros que vá a uma biblioteca, vá la manusear e folhear, e brincar às casinhas com a sua insignificância.
“…Por mim pode fechar…” então e os outros ?
Há aqui muito Ego masculino…
Andam à brincar com quem trabalha!!!
Rita
Que Ego, Rita?
“Então e os outros?”
Pelos outros que se mantenha aberta. Vítor Augusto foi claro e explícito. Assumiu uma posição só dele (por mim) e não englobou mais ninguém.
A menina esteve bem e cumpriu ordens, e o Vítor Augusto esteve na mesma bem.
O resto que a Rita diz, são conjecturas suas e não configuram uma verdade.
Para tanto paleio,
a menina devia de ter um belo decote e maminhas a sair por fora.
Onde é que era mesmo a livraria?
Rui Valente
Técnicas de engate ( do século XIX)
“….. A menina sabe como se compram livros?…”
“….A menina sabe como se fazem bebés ?…”
“….Afinal o que é que a menina sabe?….”
O lobo em pele de cordeiro a procura da presa.
Ana Margarida
Homens não prestam mesmo nadica de nada.
Coitada da menina e a paciência para o pintarolas.
Ana Costa
Ena ena. Tantas.

Sabia que a balança estava mais inclinada para o lado feminino do que para o masculino, mas nunca pensei que fosse tanto.
O passo seguinte é o pelotão de fuzilamento. Ou algo ainda pior, como a castração química.
Olhe que é o que menos me admira.
Ao ponto onde se chega a propósito de um singelo comentário por um cliente descontente, de por mim pode fechar; metamorfoseado pela opinião feminina generalizada em assédio feroz e implacável de um lobo desalmado perpetrado sobre uma ingénua e indefesa donzela.
Alguém que apenas queira (e convém notar que isso já é de novo legal; se alguma vez verdadeiramente deixou de ser) frequentar uma livraria e, impedido disso, mostre a sua estranheza é então um machista. Pior, um tarado que afinal parece ter a perversa vontade de engravidar a empregada indefesa. Ou na melhor hipótese de lhe ver as maminhas. Mas o autor é um homem, claro, e como tal não presta para nada. Tudo assim se explica.
É o que se retira de alguns comentários acima. A nova polícia de costumes, evidentemente progressista e inclusiva, necessariamente patriótica e de esquerda, lá vai prosseguindo a sua acção de neutralização deste blogue.
Povo submisso, cobarde e que adora a canga e o chicote de um chefe que lhe dê uns safanões a tempo e lhe poupe da canseira de pensar. Ele próprio, esse povo, aliás, se encarrega pressurosa e orgulhosamente disso.
Costa
ALERTA CMTV ALERTA CMTV ALERTA CMTV
“….Víctor Augusto em paradeiro incerto foi avistado a caminho do aeroporto….”
Admito que até escrevo este comentário a partir de uma realidade completamente diferente da do responsável/autor do “post” aqui em questão, ie, o da realidade «das nossas capitais de distrito»: é que resido numa cidade que desde há 40 dias não regista qualquer novo caso de infectados com o tal maldito “bicho” e ainda para mais, situada num país onde desde há 2 dias se verifica o mesmo “record”… mas lá está, até é um país onde, mesmo que até sozinho, eu não posso ir passar uma tarde de sol em qualquer uma das suas praias ou, para não escapar ao sujeito do “post”, até na semana passada, para ir comprar a última edição da “Classic Rock” na livraria onde habitualmente até a compro, tive de me registar não só à entrada do centro comercial mas também à entrada da livraria onde ela se encontra mas infelizmente, porque até não podia tocar nas revistas, nem sequer me consegui aperceber se a edição de Junho – ou a de Maio! – até lá estava… e claro, como o autor do comentário tornado em “post”, apenas «vim embora» só que, confesso, não me deu para agarrar a birra de que se «eu não posso entrar para procurar livros, então, por mim, podem manter a livraria fechada».
Em Agosto de 1975, em Luanda, onde todas as lojas se encontravam vazias de mercadorias mas se encontravam obrigatoriamente abertas e não menos obrigadas a manterem os seus empregados, para atenderem os seus inexistentes consumidores, lembro-me de até ter descoberto um LP do Tiny Tim num refugo de discos na loja da Valentim de Carvalho! Graças isso, hoje até posso aqui dizer que não gosto dele mas muito acima disso, posso dizer que, de algum modo, essa merda de aquisição que fiz, de algum modo, contribui para que «a menina» que me atendeu até continuou (durante alguns meses) a ter um ordenado que até lhe era muito mais fundamental do que até a minha “descoberta” sobre o Tiny Tim…
Lá dizia a outra: são rosas, senhor!
Este Augusto que ia todo contente, porta adentro feito um Zé Pimpão acelera, é impedido pela menina da livraria que não tem culpa de ser uma Maria dos olhos grandes.
Logo aí este Augusto tenta insinuar sabedoria e aproveitar-se da menina.
Fraca moral dos homens hoje em dia!
(Que me desculpem, mas não consegui ficar calada )
Raquel Prata
Caro Vítor Augusto.
Não me arvorando em salvador universal, mas na minha incansável empreitada para melhorar este mundo, a minha sugestão para si, é a seguinte.
Venha aqui dizer que até é um gajo porreiro que gosta de colaborar, – nunca diga ajudar porque senão é mais letal o remédio do que a doença, – colaborar, portanto, com a mulher ou namorada, e que uma vez até colaborou com ela a lavagem da loiça, e estava disposto a colaborar mais não fosse ela ter-lhe interditado o aceso à cozinha a pretexto de que para lavar dois pratos ter partido três; que num ápice passa, – perante a atenta e implacável visualização feminina, – de um desalmado predador sem entranhas para um gajo confiável e sem mácula de machismo.
Visitei uma boa livraria que lá tem
“tem”???!!! Em português diz-se “há”.
Já só compro livros na amazon inglesa. Pontualmente, se for em Português — mas tenho de ver se não sou enganado e o livro está na ortografia correcta e isso, confesso, dá demasiado trabalho. Eu não deveria ter de ter este trabalho para evitar a batotice cultural do regime — comprar um livro devia ser um acto normal, numa ortografia normal.
Assim como está, com a ortografia do Sócrates e do Lavoura, metam mas é os livros no cu.
Interessante o tratamento “menina” empregado para se referir à funcionária da livraria.
Uma menina é uma criança do sexo feminino. A funcionária não seria certamente criança.
Designá-la por “menina” é depreciativo.
Isso arranja-se.
E que tal por jovem senhora?
Então seria:
“Mas a jovem senhora sabe como se compram livros? Pois por mim a jovem senhora pode fechar a porta”
Eu trato todas as pessoas que não são minhas amigas nem familiares, em particular @s funcionári@s das livrarias, por “você”. Como os espanhóis usam usted. Ocasionalmente, quando já sei os nomes próprios del@s, trato-@s por esse nome.
O Luís trata as pessoas como quiser. Afinal o você não é insulto.
Mas, quanto a mim, é grosseiro e antipático, para lá de dependendo da entoação empregada, é pejorativo tratamento.
Então e a empatia natural entre desconhecidos com quem se tratam assuntos de nosso ou deles interesses? Não existe?
Nesta situação. O Luís e eu entramos ao mesmo tempo numa livraria e somos atendidos por uma rapariga
Eu:
– Menina; mostre-me por favor, aquele livro.
Luís:
– Você; mostre-me por favor, aquele livro.
Nenhum desrespeitou a rapariga e ambos fomos educados, mas eu sinto-me melhor comigo mesmo.
E o Luís lá saberá como se sente.
Senhorita? Donzela? Moçoila? Chavala? Rapariga (aqui ofende as brasileiras)? Moça? Dona? Senhora? Indivíduo? Cromossoma XX?
Gaja?
Era mais uma pita!!!
“Designá-la por “menina” é depreciativo.”
Portugal, para o Lavoura, deve ter a fronteira norte algures a Sul do Douro.
Costa
Sinal dos tempos. Até as abóboras já deixaram de ser meninas.
Isto é confuso, será que era mesmo uma livraria?
Era! era mesmo uma livraria.
Foi um dia triste, recordo-me. Nasceu carregado de lúgubres auspícios.
Logo pela manhã o sol tingiu-se de sanguinolentos vapores vermelhos.
A cruz de ferro que encimava o campanário, há bem mais de cinco séculos, incendiou-se e caiu fulminada por um raio.
Os sinos repicaram com toda a força, mas partiu-se o carrilhão e só ficou inteiro o sino que servia para dobrar a finados.
A galinha da dona Maria das Dores foi pôr fora e o Salvador ameaçou o Sporting de penhora se não lhe pagasse já o Amorim.
Dia tétrico, pavoroso. Só quem passou por ele é que sabe.
E o Marcelo nossa Alteza Real, frequentador assíduo de livrarias, não diz nada!!!
sinceramente!!!
Marcelo nada. É a especialidade dele.