
«Ai os animais em casa: os gatos.
Foi ela quem o trouxe para casa, numa saída a dois para o campo (que tudo o indiciava) prometedora; quando ouviu, mais do que um miado, um débil gemido vindo lá de um buraco.
Um recém-nascido – vá-se lá saber porquê, abandonado pela mãe – que um monte de pulgas deixava ver de gatinho.
Cresceu e fez-se um gatarrão de oito quilos e meio. Nunca respeitou ninguém, nem a mim que tratava dele, mas respeitava a dona que nunca lhe mudou a areia. Essa sim! Para ela tudo, para mim e filhas, soberano desprezo e arranhões.
Nunca mais saiu dos pés dela quando ela se confinou ao leito, quase um ano. E quando ela saiu para não mais voltar, nunca se afastou da porta que se abrira para ela sair.
Morreu dois meses depois enrolado numa saia dela, a pesar menos de quilo e meio.
Ainda hoje, doze anos passados, rezo e choro por ambos.
Estou firmemente convencido que os animais também vão para o Céu. Porque se não, como compreender os sentimentos de amor e dedicação?»
Do nosso leitor O Cunhado do Acutilante. A propósito deste meu texto.

Um abraço ao cunhado acutilante
Muito obrigado; Vorph.
Para si também.
Tudo de bom para si.
Conheço o sentimento, Cunhado. É triste e maravilhoso. Um grande beijinho.
O que mais me doía, era ver tanta tristeza silenciosa espelhada nos olhos de um simples animalzinho.

Coisa horrível de se sentir. A minha e a dele, dor.
Um abraço e desejos de uma Páscoa muito Feliz
Tive um colega de estudos que tinha também um gato. O Homem andava sempre com o nariz infectado.
Disse-lhe várias vezes ” Luís é perigoso teres um gato em casa com um bébé pequeno.
Um dia aparece-me com o pulso direito com as garras do gato e meio choroso, disse, arranhou o meu bébé na cara e nas mãos!
Também sei casos com cães amorosos.
Caro Anónimo.
Sem dados científicos que me sustentem, – e na grande maioria dos casos rejeito-os porque não se coadunam com o meu pensamento racional, – digo-lhe que os animais criados em casa de tenra idade, são aquilo que vêem os donos serem.
Sem gritos nem violência a rodeá-los, nenhum é feroz nem agressivo.
“Estou firmemente convencido que os animais também vão para o Céu.” O que fará de si, para muita gente – quase toda, talvez, certa da sua superioridade de “pessoa humana” – um herege, um blasfemo, apenas um indefensável piegas, coisa pior (religião e razão, ou o que delas fazemos, unem-se nesta questão na imbecilidade antropocêntrica).
Fará de nós.
Costa
Eu sei, sempre soube desde os cinco anos de idade, – embora só mais tarde o compreendesse, – o que é o mundo.
Mas nada, nunca nem ninguém abalou as minhas convicções e o que acredito esteja certo.
E não me refiro a crença religiosa sobre recompensas celestiais para os bons e castigos severos para os maus, porque o meu entendimento sobre Deus, ou o que é denominado por Deus, vai muito para lá de uma presença sentada num trono, julgador das suas criaturas premiando os bons e castigando os maus.
Mas mesmo muito para lá. É que nem ultrapassando o infinito tem comparação do que é o meu entendimento sobre Deus.
Desejo-lhe uma Feliz Páscoa e a melhor saúde.
Obrigado, Pedro Correia.
Uma Feliz e Santa Páscoa para si e para os seus.
Igualmente, meu caro. E parabéns pelo comentário.
Um forte abraço.
Muito obrigado. Igualmente para si.

Tudo de muito bom para si, e para todos a quem estime.
Acutilante – mais cego é aquele que não quer ver
Para as suas certezas sobre animais acrescento:
Tenho um familiar que na semana do Natal de 2018, teve de operar 2 pequenas crianças. Uma tinha uma orelha rasgada por um pequeno cão. O outro tinha o nariz rasgado por um pequeno cão.
Fará se fosse por esses vaidosos que têm cães perigosos.
O cirurgião teve de aturar as inconsoladas mães que gritavam ” Maldito cão”
Reitero. Os animais criados em casa são aquilo que os donos lhes ensinam, através dos seus comportamentos.
Uma mãe que gritava: maldito cão.
Quantas vezes já não lhe gritara, maldito cão.
Ora os animais muito ao contrário de nós, humanos, sentem e aprendem com muito mais facilidade.
Porque, e talvez se surpreenda, se na verdade somos mais inteligentes, eles são mais espertos.