
«Repare-se num detalhe curioso. Há uma assimetria flagrante entre o caso de Maastricht e o Brexit. Naquele caso, ter-se-ia realizado um referendo depois do tratado ter sido escrito; aqui, as pessoas foram chamadas a pronunciar-se sem fazerem a menor ideia das modalidades do leave. O mais estranho é ninguém se ter lembrado de exigir que o referendo se realizasse apenas depois de conhecido os detalhes de um eventual acordo de saída. Assim se vê que, neste caso, com referendo e tudo!, e ao nível estritamente nacional, as políticas também estão a ser ditadas à população por uma elite que lhes é alheia. É preciso uma grande dose de ingenuidade para acreditar que uma espécie de mão invisível representando a solidariedade nacional – personalizada pelos governantes e deputados britânicos e habitués da City – virá em socorro das classes populares e num passo de mágica (leia-se acordo de saída) resolver as suas demandas. Ainda por cima, sabendo que essa elite tem um multiforme conflito de interesses com o leave. Melhor seria pôr a raposa a guardar o galinheiro.»
Do nosso leitor Miguel. A propósito deste meu texto.

Sim, Miguel tem razão. Apesar de tudo no sistema político do Reino Unido existe uma objectiva representatividade nos Comuns e alguns contra-poderes como uma rua -mais ou menos isenta- a Raínha, os Lordes e a informação social.
Tem-se conseguido, pós-referendo, até agora, fazer com que venha à superfície algum esclarecimento das consequências dos vário Brexites em opção. E suster uma decisão final, definitiva, vinculativa, perigosa.
Por cá, pareceres vinculativos ou não, a penhorada Câmara Corporativa decide como se gasta o dinheiro dos contribuíntes. E está decidido.
Ganda Miguel!!
O comentário em causa tem lógica, 1º promete-se e depois faz-se tudo ao contrário.
A soberania de uma Nação reside no povo, o povo escolheu e delegou nos seus representantes legais ( que não se demitiram ) chegar a um “acordo” / entendimento para efectivar a opção de sair da UE, ora após 2 anos e tal a única coisa que esses representantes conseguiram foi boicotar a decisão do povo torcendo de todas as formas e feitios algo simples, cumprir a vontade do povo inglês e nem sequer tiveram / têm a elegância de se demitirem.
Todos nós sabemos quantas vezes já se repetiram referendos pela UE até o “resultado” ser o desejado pelas “elites” nomeadamente esse do “maistriste”.
A culpa é dos populistas, já sabemos e também existem armas de destruição massiva no Iraque e o défice italiano tem de ser x e não y, os impostos verdes têm de avançar e temos de derrubar os muros e deixar entrar toda a gente e acima de tudo empobrecer porque os bancos estão falidos e quem vier a seguir que apague a luz.
WW