Eu sei ler. Logo já li Homero e Platão. Demonstração. Se não tivesse lido Homero e Platão não poderia saber ler. [Em termos silogísticos: a negação da consequência implica a negação da premissa]. O autor do comentário afirma que quem sabe ler de certeza que leu Homero e Platão. Ora eu sei ler mas nunca li aqueles autores. Conclusão: do ponto de vista da lógica o comentário é um verdadeiro desastre. Rão Arques andou perto disto.
A frase é interessante mas não feliz. Mas o certo é que quem não leu Homero, não leu nada. Isso é verdade. Na Ilíada está tudo. Toda a literatura não passa de plágio de Homero. E na República de Platão está bem explicado os nossos tempos de Bolsonaros, Trumps e coletes amarelos (logo uma cor tão feia). Se não leu, leia. Quem usa o termo silogístico tem obrigações consigo próprio, que passa por ler Homero e Platão.
Discordo. Quem não leu Shakespeare não leu nada! Contudo, penso, que quem usa o maniqueísmo, como filosofia pessoal, pode ter lido muito, mas, decerto, aprendido muito pouco….
Quem não leu Pessoa, não leu nada…e quem não leu Dostoievski, não leu nada…e quem não leu Orwell, não leu nada…e quem não leu….
Tal não é verdade. Nem no sentido literal nem no metafórico. E ainda bem que não é. Os clássicos gregos fazem falta, ajudam, mas não são imprescindíveis a uma leitura desenvolta e compreensiva.
Não fica na mesma, pois acrescenta sempre. Não tivesse Nuno Álvares lido Homero e a história do cavalo de Tróia, e ouvido com atenção os relatos dos ingleses sobre a guerra sua contemporânea dos cem anos, e não tinha ganho batalhas quase impossíveis de ganhar e vencido cercos com ardis, apesar de os cavaleiros espanhóis perceberem bem da guerra, mas pouco dados à leitura..
Contra-argumento, não tivesse sabido/lido Nuno Álvares, o Lancelote-Graal, de Robert de Boron, e não tinha vencido as batalhas, pois não teria modelo
“Sonhou e confessou a sua mãe que também iria ser um Cavaleiro do Santo Graal, que O iria demandar, conquistar e depor no Altar da Pátria Lusitana. Isto confessou a sua mãe, que passou a chamá-lo de “o meu Galaaz”, este o herói da Távola Redonda que, segundo a narrativa, conseguiu apossar-se da Taça Sagrada, sabendo-se que Galaaz é apodo do próprio Cristo. “
” e não tinha ganho batalhas quase impossíveis de ganhar e vencido cercos com ardis,” Que bom que seria para nós hoje se ele as tivesse perdido. Digo-o eu, Saramago e Lobo Antunes.
Eu cá basto-me com Saramago e António Lobo Antunes.Está lá Homero,Platão,Ésquilo,Sófocles,Eurípides,Plauto,Horácio,Virgílio,Séneca,Dante, O do Hamlet,e já me esqueci dos outros.
Como é que se pretende que leia quem não sabe ler?
Um comentário da semana que poderia também ser pensamento. Muito bom!
Não é bem assim. Homero nunca leu Platão…!
Ahahah, boa
Eu sei ler. Logo já li Homero e Platão.
Demonstração. Se não tivesse lido Homero e Platão não poderia saber ler.
[Em termos silogísticos: a negação da consequência implica a negação da premissa].
O autor do comentário afirma que quem sabe ler de certeza que leu Homero e Platão. Ora eu sei ler mas nunca li aqueles autores.
Conclusão: do ponto de vista da lógica o comentário é um verdadeiro desastre.
Rão Arques andou perto disto.
A frase é interessante mas não feliz. Mas o certo é que quem não leu Homero, não leu nada. Isso é verdade. Na Ilíada está tudo. Toda a literatura não passa de plágio de Homero. E na República de Platão está bem explicado os nossos tempos de Bolsonaros, Trumps e coletes amarelos (logo uma cor tão feia). Se não leu, leia. Quem usa o termo silogístico tem obrigações consigo próprio, que passa por ler Homero e Platão.
Discordo. Quem não leu Shakespeare não leu nada!
Contudo, penso, que quem usa o maniqueísmo, como filosofia pessoal, pode ter lido muito, mas, decerto, aprendido muito pouco….
Quem não leu Pessoa, não leu nada…e quem não leu Dostoievski, não leu nada…e quem não leu Orwell, não leu nada…e quem não leu….
Basta ler os resumos e esquecer.
Tal não é verdade. Nem no sentido literal nem no metafórico. E ainda bem que não é. Os clássicos gregos fazem falta, ajudam, mas não são imprescindíveis a uma leitura desenvolta e compreensiva.
Não fica na mesma, pois acrescenta sempre. Não tivesse Nuno Álvares lido Homero e a história do cavalo de Tróia, e ouvido com atenção os relatos dos ingleses sobre a guerra sua contemporânea dos cem anos, e não tinha ganho batalhas quase impossíveis de ganhar e vencido cercos com ardis, apesar de os cavaleiros espanhóis perceberem bem da guerra, mas pouco dados à leitura..
Contra-argumento, não tivesse sabido/lido Nuno Álvares, o Lancelote-Graal, de Robert de Boron, e não tinha vencido as batalhas, pois não teria modelo
“Sonhou e confessou a sua mãe que também iria ser um Cavaleiro do Santo Graal, que O iria demandar, conquistar e depor no Altar da Pátria Lusitana. Isto confessou a sua mãe, que passou a chamá-lo de “o meu Galaaz”, este o herói da Távola Redonda que, segundo a narrativa, conseguiu apossar-se da Taça Sagrada, sabendo-se que Galaaz é apodo do próprio Cristo. “
https://lusophia.wordpress.com/2009/1 0/27/nuno-alvares-pereira-o-santo-guerre iro-vitor-manuel-adriao/
” e não tinha ganho batalhas quase impossíveis de ganhar e vencido cercos com ardis,” Que bom que seria para nós hoje se ele as tivesse perdido. Digo-o eu, Saramago e Lobo Antunes.
Agora que foi reposto o controlo dos meios de produção pelas forças progressistas, continuemos
“Quem nunca leu Homero e Platão não sabe sequer ler.” Errado. O correcto é:
Quem nunca leu Homero e Platão no original não sabe sequer ler.
Primeiro era preciso saber de que “original” falamos.
Frederico Lourenço diz que a Odisseia não foi escrita para ser lida, mas ouvida.
Também os Diálogos.
Afinal quem era Homero, senão um bardo colectivo?…e pensa-se que cego.
Quem leu Homero ou Platão, é apenas iletrado?
Eu cá basto-me com Saramago e António Lobo Antunes.Está lá Homero,Platão,Ésquilo,Sófocles,Eurípides,P lauto,Horácio,Virgílio,Séneca,Dante,
O do Hamlet,e já me esqueci dos outros.