«A raiva que atravessa as jacqueries resulta de uma má consciência provinda do vislumbre dessa insignificância, desse desperdício, em que se atolaram as suas próprias vidas. Mais que os combustíveis, é a frustração, pelo futuro atrasado, a sua matéria inflamante – e como está anda distante a próxima Black Friday!
Mais que revoluções exteriores, precisamos de reformas interiores. Esgotam-se em lutas etéreas, acabando-as na convicção cansada do cansaço. Numa sensação penosa e adormecida de ter valido alguma pena….
Para alguns se sentirem vivos, é necessário, de vez em quando, o grito e o esbracejar de quem se afoga em morte viva. O beliscão já não serve, pois fazem da tristeza diária a sua maior alegria.
Não se gritam hoje mais palavras de ordem que não a de frustrações.»
Do nosso leitor Pedro Vorph. A propósito deste texto do JPT.

Não sei se o autor não estava a escrever para si próprio…
A sério que não. Mas cuidado :
Há gente desinteressante, por motivo de um tipo de interesses. E há outras, que por um tipo de interesse, são desinteressantes. Quedo-me no desinteresse, pelo interesse em coisas sem interesse nenhum.
Vês? É por estas e por aquelas ali de cima que te dei o sermão da poesia!
E agora vai descansar que amanhã é dia de trabalho, e o Pedro Correia vai arranjar vaga p’ra gente comentadeira toda ali em cima no Tromba Rija, só falta marcar a data – pagam os comentadores do mês.
Redundante, logo desinteressante.
E logo o Luck que vê num cachimbo um símbolo marxista