O comentário da semana


Pedro Correia,

«Eu a julgar que os sérvios tinha lutado pela Grande Sérvia, os franceses pela Alsácia-Lorena, os ingleses para acabar com a indústria pesada alemã e ficar com os melhores bocados do Império Otomano, os italianos por Trento, Trieste e a Dalmácia, os romenos pela Transilvânia, os russos por Deus e pelo Czar (até se fartarem de ambos). E que nós apenas declarámos guerra aos alemães para (na tese oficial) não perdermos as colónias ou (na realidade) para reforçar o precário regime que então nos governava – duas razões que se aplicam à Guerra 1961-1974, que, francamente, não consta que tenha sido uma “luta pela compreensão contra o ódio, a liberdade contra a opressão, a justiça contra a iniquidade, a Europa aberta contra a Europa fechada, o mundo solidário contra o mundo dos egoísmos, das xenofobias e das exclusões”…»

 

Do nosso leitor JPT. A propósito deste texto do JPT.

9 comentários em “O comentário da semana”

      1. eh lá, o postal é do jpt, mero minúsculo, que bloga aqui. O belíssimo comentário é do comentador residente JPT, vero maiúsculo.

  1. Um esclarecimento sobre a 1ª GM. A 23 de Fevereiro de 1916, na sequência de pedido dos ingleses, Portugal confisca 36 navios alemães e austro-húngaros internados em portos portugueses (havia que transportar cerca de 2 milhões de tropas americanas para a Europa e todos os navios eram poucos). A 9 de Março, a Alemanha reage e declara guerra a Portugal, forçando a nossa entrada na guerra. Estes são os factos, distintos de alegadas teses oficiais.

    1. Em 1915 já Portugal atacara o Tanganyka, querendo alargar o seu território moçambicano e querendo forçar a sua entrada na guerra, algo que não era necessario à Entente. Depois, sim, foi compelido a entrar no bloqueio marítimo, o qual veio a ser decisivo na guerra. E daí, finalmente, a declaração alemã de guerra

    2. Confiscar 36 navios alemães e austro-húngaros de países com os quais mantínhamos relações diplomáticas, sem motivo nem provocação prévia, configura já um acto de guerra.
      Ou a pedir uma declaração de guerra, como aconteceu.

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