«As palavras amáveis e os mais simples gestos de civilidade e bonomia têm a sua fonte na capacidade de empatia. Quando se aterrou essa fonte com toneladas de narcisismo e se entronizou a “emoção” e o “sentimento” como o alfa e o ómega das relações em sociedade, caminhamos para a dissolução da argamassa que mantém unida essa mesma sociedade. Somos seres emocionais? Certamente. Mas somos também seres racionais e a empatia é sentimento e Razão a um mesmo tempo. É ela, no fundo, a ferramenta que nos permite ler os outros e nos faz dar um passo em frente no sentido de compreendê-los. Se a emoção/sentimento me faz sorrir e dar os bons dias ao meu vizinho pela manhã, quando estou bem disposto, já a mesma emoção/sentimento far-me-á ignorá-lo, quando acordo às avessas. A empatia assumida e praticada obriga-me (e eu dela sou um grato e voluntário cativo) a sorrir e a saudar pela manhã quem como eu é humano, se sente grato por estar vivo e com estoicismo carrega o fardo de ser humano e perecível.»
Do nosso leitor Rui Henrique Levira. A propósito deste texto da Ana Cláudia Vicente.

Boa,Rui!
Um grato sorriso para si, meu caro Pedro.
Muito obrigado pelo seu amigo gesto de empatia, meu prezado Pedro Correia. Retribuo com um sorriso a quem com um sorriso me alegrou o dia.
Pelas parabenizações constatamos como estamos de empatia
Muito bem.
Não tive oportunidade de ler no postal original. Ainda bem pelo destaque!
Retiro o que escrevi antes sobre este comentário.
Os motivos para esta mudança de opinião estão expostos no postal do João André “Após um momento #me too (3)”.
Um comentário bem escrito e cuja mensagem é tocante não se encerra, não começa e acaba em si mesmo. Mas ler após este um outro comentário do mesmo autor onde cada linha nega o aqui plasmado é agoniante, e não posso deixar o meu aplauso associado a tal hipocrisia.
Concordamos: ainda bem que me retira o seu aplauso, pois é aplauso a que eu não quero ser associado.
Supunha que lhe seria indiferente ter ou não tal aplauso, uma vez que tão enfaticamente disse… ser-lhe indiferente.
Não se suponha tão esperto que aos outros escapem os estilismos ou as incoerências e até as hipocrisias do seu discurso. Ou então suponha e ventile à saciedade a sua sanha julgando-se educado. Continue a entender que contestar é defender o oposto ou continue a responder-me que nada tem para me responder, se quiser, mas não leve a mal se lhe não responder de volta. Não será nada consigo, será mesmo indiferença.
Não se esqueça que um não é um não. Teremos nós aqui – bem ao sabor dos magníficos tempos em que vivemos – um caso de assédio moral?
E olhe, minha senhora, “espertos” são os cães, certo? E não, não me responda de volta (não me diga que foi esse o desejo que leu nas minhas anteriores palavras? em caso afirmativo a senhora é mesmo um caso perdido de embotamento cognitivo), porque farto da sua conversa intelectualmente indigente já eu estou há um certo tempo
Passe… bem ao largo.