«Há um artista português que me confunde – o grande Leonel Moura, que recentemente deu Ina Fundação Soares dos Santos, e autor do lema “A Esquerda Não Tem Que Ser Pobre”.
Leonel Moura inventou um robôs que pintam, diz ele que com Inteligência Artificial. São umas coisinhas com rodinhas que se passeiam pela tela despejando tinta e mais ou menos conseguindo não esbarrar muito umas nas outras, e não caírem da tela.
Sabendo que o estado da arte no que à Inteligência Artificial diz respeito ainda implica armazéns repletos de torres de processamento, e reclamando o grande Leonel Moura que as suas caixinhas de sapatos pintoras são Inteligência Artificial, claramente o homem devia estar na IBM – ou parar de dizer asneiras.
Mas num mundo onde uma selfie dum macaco levantou a magna questão sobre a quem pertenciam os direitos de autor da foto, com muitos a dizerem que eram do macaco, o grande Leonel Moura não devia perder os direitos das obras para as suas caixinhas de sapatos pintoras?
Se ele mesmo se gaba de não ser o autor, porque recebe os proventos?»
Do nosso leitor António. A propósito deste texto do Luís Naves.

Parabéns António. O comentário do V sobre as séries televisivas estava também um primor.
Obrigado, mas isto é um presente envenenado do Pedro Correia ; )
“Sabendo que o estado da arte no que à Inteligência Artificial diz respeito ainda implica armazéns repletos de torres de processamento (…).”
Ora aqui uma asneira e das grossas, de quem não devendo ir para a IBM, no que respeita à IA, devia abster-se de as dizer. Principalmente com a internet aqui tão perto. É que é só fazer uma pesquisa.
Directamente da internet para si, e se quiser pesquise você Tianhe-2 ou IBM Sequoia. São maiores.
Mas aqui vai algo sobre o Watson, que conseguiu ganhar o Jeopardy. A IA que tem no smartphone vem destas coisas. E um abraço ao Leonel.
Software[edit]
Watson uses IBM’s DeepQA software and the Apache UIMA (Unstructured Information Management Architecture) framework implementation. The system was written in various languages, including Java, C++, and Prolog, and runs on the SUSE Linux Enterprise Server 11 operating system using the Apache Hadoop framework to provide distributed computing.[14][15][16]
Hardware[edit]
The system is workload-optimized, integrating massively parallel POWER7 processors and built on IBM’s DeepQA technology,[17] which it uses to generate hypotheses, gather massive evidence, and analyze data.[2] Watson employs a cluster of ninety IBM Power 750 servers, each of which uses a 3.5 GHz POWER7 eight-core processor, with four threads per core. In total, the system has 2,880 POWER7 processor threads and 16 terabytes of RAM.[17]
Não estou a conseguir colocar aqui fotos, mas aconselho vivamente a pesquisar imagens, por exemplo o Deep Mind, que é o centro AI da Google.
Agora, o senhor E. Monteiro vai-me recordar a diferença entre supercomputação e AI. O problema, como eu o vejo, é que os algoritmos AI ainda precisam destas torres de processadores para se aproximar da inteligência humana. E falham.
Uma definição restrita de AI é tudo o que mimetize comportamentos humanos. Reconhecimento de voz, de rostos, e até conversas mais ou menos coerentes (tipo Alexa). Nesse ponto de vista eu tinha um brinquedo muito inteligente que quando batia numa parede voltava para trás.
Algoritmos a mais ou a menos, a arte é uma forma de expressão emocional elevada. E eu não acredito que as caixinhas de sapatos do Sr. Moura expressem qualquer emoção. Se a têm, e têm capacidade de a expressar, claramente o homem devia estar na IBM – e, crucialmente, não devia receber os proventos da venda das obras.