“Para mim a lição a tirar deste jogo [Barcelona-Inter] é a forma rigorosa como os jogadores do Inter seguiram as orientações do seu treinador, conscientes de que essa era a melhor estratégia, atirando a bola para a frente mas ficando no lugar que lhe tinha sido atribuida na planificação, resistindo à tentação de correr desalmadamente por aí fora, porque sabiam que isso não correspondia ao plano estratégico montado para se atingir o objectivo que todos queriam. Foi esta motivação, esta atitude colectiva, este conhecimento consciente do objectivo e da forma de o atingir que levou o Inter a estar agora na final.
E na política também tem de ser assim. Temos de ter um líder, a saber o que quer, que democraticamente motive todos a reunirem-se em torno do seu projecto. E todos nós a assumir o lugar de maior ou menor relevo que nos competir para resolvermos os problemas que queremos resolver. Tambem na política é mais facil culpar o adversário, o árbitro, as condições do terreno, se choveu muito, se o golo foi fora de jogo. Sempre à distância, sempre sentados no sofá, meros espectadores.
O que conta são os resultados, mas os resultados aparecem com o nosso trabalho. Dizer que a culpa da desgraça nacional é do/s governo/s, primeiro-ministro/s ou seja “deles”, é tipico da nossa cultura. O Mourinho com 11 jogadores sentados à espera que os resultados aparecessem nada tinha feito.
A lição a tirar é que a vitória está à distância de um esforço colectivo.”
Do nosso leitor Eduardo Sousa Pereira. A propósito deste meu texto.


Apreciei a análise feita. A realçar as palavras-chave no puzzle político a construir: rigor, disciplina, motivação, consciência do objectivo, dedicação e participação política, num prisma de esforço colectivo, aliada a uma autoresponsabilização pelos resultados.
Deves ter tido um trabalhão para escolher um de entre 300 e tal comentários. (Penso que nunca vi um post tão comentado na nossa blogoesfera).