«Na passada semana fui passar quatro dias à capital lusa. Praticamente em todas as lojas da Baixa o/a empregado/a dirigia-se a mim com um “português” escorreito “May I help you?”… que me irritava solenemente
Num restaurante, em primeiro lugar perguntei se poderia comer, responderam-me que sim e que tinham lugar na esplanada, caso preferisse. Preferi, lá perguntei se podia ser em qualquer mesa vazia, responderam-me que sim. A seguir trazem-me a ementa na língua de Molière e depois perguntam-me se já escolhera, também como se fosse um francês… ou seria um canadiano do Quebeque?
É preciso ser-se assim tão desprezível com a nossa língua para se singrar no turismo? Porque será que ninguém costuma falar comigo de início em língua estrangeira nas cidades atafulhadas de turistas em Itália?»
Do nosso leitor Carlos Ernesto Faria. A propósito deste meu texto.

É normal na evolução que as pessoas que contactam entre si acabem a falar a mesma língua.
E os mais adaptáveis são também aqueles que menos ligação têm ao que são.
Quem é que lhe manda ter esse ar estrangeirado?
O tempora, o mores. Ai que grande escandaleira (já para não falar em grande exagero)!
Mandá-los todos para a PQP … em bom Potugu
ês, claro.