O comentário da semana


Pedro Correia,

«Mas afinal quem é que privatizou a EDP? Quem é que foi o campeão das privatizações em Portugal? Foi o Cavaco, dirão alguns; desinformados, digo eu. Não, não foi o Cavaco, o campeão das privatizações em Portugal foi o Guterres, que privatizou a maioria da banca, dos seguros, dos cimentos, a EDP, a Galp, a PT, a Brisa e tutti quantti. Há quem jure que Guterres fez 48 mil milhões em privatizações! O que é que ele fez com esse dinheiro, continua a ser um mistério. Sabe-se que uma pequena parte, por imposição de Sousa Franco, foi para a divida publica e o resto não se sabe. Sabe-se apenas que não serviu para investir.
Quanto ao Passos Coelho, privatizou o capital que restava nas mãos do estado, pouco mais de 20%, cuja mais-valia estava associada à golden share, que teria de acabar mais cedo ou mais tarde porque era ilegal.»

 

Do nosso leitor Alexandre Policarpo. A propósito deste texto do Diogo Noivo.

12 comentários em “O comentário da semana”

  1. Ilegais?

    m toda a União Europeia (UE), de acordo com um levantamento feito pelo PÚBLICO, há pelo menos outros nove estados-membros que ainda detêm golden shares e direitos especiais em grandes empresas, protegendo-as de investidas estrangeiras e controlando algumas decisões estratégicas dos accionistas. É o caso da Alemanha e do Reino Unido.

    https://www.google.pt/amp/s/www.publico.pt/2011/07/25/economia/noticia/golden-shares-acabam-em-portugal-mas-mantemse-em-nove-paises-da-ue-1504551/amp

    Quanto ao resto :

    Relvas e Ricciardi escutados a falar sobre privatização da EDP

    https://www.google.pt/amp/s/www.publico.pt/2012/10/14/politica/noticia/relvas-e-ricciardi-escutados-a-conversar-sobre-privatizacao-da-edp-1567305/amp

    Há muita gente por aqui com as orelhinhas quentes

  2. Em % do PIB Guterres manteve o peso da dívida nos 58% mas em valor absoluto aumentou-a do equivalente a cerca de 30 milhões de euros. Isto correspondeu a aumentar a dívida per capita em mais de 50%. Tudo, a preços constantes. A propaganda leva as pessoas a esquecer que quem lançou o país no pântano, de onde nunca mais saiu, foi Guterres. Apesar de ter tido a sorte de governar no período de maior expansão internacional, no final do século.XX.

  3. O problema das privatizações de Guterres, a que se atrelou a profusão de PPPs, nem foram as privatizações e as PPPs em si.
    Foi o ignorar alegre do ‘reverso’ da medalha que se seguiu – a indisciplina orçamental para controlar o “monstro”, a racionalização/modernização dos serviços públicos, o atalhar de destrambelhos na banca, a baixa produtividade endémica, a pouca competitividade fora de portas, etc, até o minimo “acerto” no ‘investimento público’. As privatizações criaram rentistas e, nos casos piores como no caso da PT, um bando de chupistas provavelmente criminosos, o crescimento do “monstro” tornou as finanças públicas insustentáveis [algo que se mantém até hoje], a banca tornou-se uma espécie de “cash cow” das natas da capital e do para-Estado, a baixa produtividade era reiteradamente ignorada nas análises de risco e nas projecções económicas, desprezando-se todo o esforço empresarial por esse País fora, especialmente a Norte [é desses tempos que janotas da Capital falavam de Belmiro de Azevedo como o “merceeiro do Porto” ou da necessidade de “pôr uma rolha” em Américo Amorim ], e o investimento “publico” era calibrado por técnicas de polegar – um dos exemplos que, com uma ou outra excepção, as ‘nomenclaturas’ dos governos socialistas alardeavam, era que os investimentos em ‘infraestruturas”, e.g. auto-estradas, eram todos equivalentes, como se a construção de uma A1 no tempo de Cavaco Silva fosse “equivalente” em termos de racionalidade económica [ou de retorno e desenvolvimento económico que permitisse recuperar pelo menos recuperar investimento] dos multiplos enxertos de infra-estrutura que se seguiram.

    Jorg

  4. A dinheirama foi canalizada para os refugiados e expatriados das guerras deste mundo da Tr*mpa…

    Má lingua

    Amendes

  5. O dinheiro das privatizações assim como licenças do estado e vendas de património deveria ir directamente para o bolso dos portugueses em vez de para o bolso do Governo para este comprar votos.

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