O comentário da semana


Pedro Correia,

 

“Haverá algum compositor, por mais talentoso que seja, que consiga fugir totalmente ao plágio, em maior ou menor medida, da música de J. S. Bach? Recentemente têm feito umas experiências de «fusão» da música de Bach com a de outras culturas (estou a recordar-me de um disco recente, com música tradicional africana e música de Bach), nem todas particularmente bem sucedidas (reconheça-se) mas que ainda assim evidenciam o aspecto «genético» da obra de Bach. Talvez porque Bach não se via como um «artista», no sentido de «criador original» (modelo que corresponde ao período romântico) mas como um servidor da Música. Julgo que ele próprio não tinha problemas em ser «compilador» das boas ideias dos outros, e como também era um criador genial, o resultado foi uma obra que, na minha modesta opinião, não é comparável a qualquer outra na História da Música (talvez Mozart, ainda que Mozart seja genial por razões diferentes).”

 

Da nossa leitora Nicolina Cabrita. A propósito deste texto da Ana Vidal.

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