O comentário da semana


Pedro Correia,

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«Tenho bastante dificuldade em “comprar” as teorias das interferências russas nos resultados do Brexit ou das eleições dos EUA.
Basta estar atento ao mundo real para perceber que há uma insatisfação enorme com o status quo e com todos os que dele vivem. Os tais partidos políticos que têm feito da rotação de cadeiras um modo de vida.

Só que já não estamos numa altura em que não há informação e em que a maioria dos cidadãos se contenta em ser “operário”, “trabalhar no campo” ou ser “trolha”.

Além disso, a teoria de que foi o FB [facebook] o responsável por influenciar os resultados cai pela base quando se verifica a demografia dos votos que viabilizaram o Brexit ou as eleições nos EUA.

A verdadeira interferência russa foi a anexação da Crimeia. [Moscovo] tem medido o pulso constante aos ocidentais e é o controlo que está a fazer do Oriente entrando pela Síria com o apoio da Turquia.
E nisto que fizeram Merkel ou Obama? Tomaram a posição de força que agora exigem a Trump como o “culpado” de todo o mal que ocorre no mundo?
Um país soberano invadido às portas da Europa, anexado à força e com um referendo ilegal, e nada aconteceu? Umas sanções ridículas…

O que está a verificar-se é que os líderes europeus e americanos (EUA e Canadá), estão tão presos no politicamente correcto e na preocupação em vender uma imagem “tolerante” que não sabem como combater Putin. Governam para os comentadores e não para o mundo real, que está bastante perigoso.
E assim como Hitler assumiu em crescendo a sua posição, também Putin está em crescendo e sendo mais inteligente: passa uma imagem de serenidade enquanto as baratas tontas da União Europeia andam preocupados com assuntos menores.

Quando Putin passar à fase seguinte, que passará por controlar novamente algumas das antigas Repúblicas Socialistas Soviéticas e tomar como parcialmente sua a Síria, tendo aí um protectorado para controlar grande parte do petróleo, será demasiado tarde.
E o que fará Israel quando o petróleo roubado que vem através da Síria deixar de fluir?
São demasiadas variáveis. E líderes para tratar disto? Nem um.»

 

Do nosso leitor Nuno Frederico. A propósito deste texto do Diogo Noivo.

5 comentários em “O comentário da semana”

  1. A Rússia entrou na Síria com o apoio do regime Sírio no início a Turquia torceu o nariz a entrada das forças armadas da Cristandade Russa na Síria ao mesmo tempo que a estupidez militar do Ocidente permitia o extermínio da comunidades cristãs no Iraque. Não esquecer que o papel do ocidente na destabilization do mediterrânico foi um verdadeiro acto terroristas. Quanto a Crimeia foi muito bem ocupado pelas forças armadas de St. Petersburg! Era só o que faltava o ocidente ter promovido um golpe de estado na Ucrânia e depois queriam ficar com a Crimeia… Não esquecer que a Turquia apoiou a destabilization da Ucrânia contra os interesses da Rússia Cristã…

  2. Boa parte de verdade mas em que raio de mundo vive o autor para escrever isto:

    “E o que fará Israel quando o petróleo roubado que vem através da Síria deixar de fluir?”

    A não ser que tenha sido de facto o propósito do post só alguém que não entende o volume de petróleo necessário para fazer um país funcionar pode presumir semelhante bizarria.
    Mais, Israel tem boas relações com a Rússia.
    Não é por acaso que ataca alvos do Heezbollah na Síria através da defesa aérea Russa.

    Mas quem lê o jornalismo marxista claro que não sabe coisas dessas por isso é de esperar cada vez mais estranhas opiniões dos portugueses sobre tudo.

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