«A nossa sociedade passou a confundir o direito à procura da felicidade com o direito a ser feliz – e daí rapidamente se deu o pulo para a obrigatoriedade de o ser. O seu texto recorda-me outra situação que, pelo menos a mim, causa especial repulsa: a ideia que pessoas com doenças muito graves (nomeadamente cancros) têm de ser “positivas” e “lutadoras”, com toda a carga de obrigação que isso traz. O motivo é o mesmo: os outros são o reflexo de nós mesmos e nos dias de hoje causa-nos horror tudo o que seja obstáculo – temos de ser todos (como cantavam os Radiohead) “fitter, healthier and more productive” e, acrescentaria, happier.»
Do nosso leitor Carlos Duarte. A propósito deste texto da Cátia Madeira

El País
do grupo Prisa
«Blair propone dureza contra la inmigración para evitar el Brexit
El último laborista en ganar unas elecciones defiende endurecer los controles domésticos y negociar dentro de Europa modificaciones al principio de libertad de movimiento
A felicidade por encomenda não me convence e suponho que sejam mais felizes as pessoas que vivem sem pensar nisso, nem fazer de tal estado o objectivo a atingir. Viver tem de tudo e não se é/está profundamente vivo se fugimos a essa miscelânea que é tudo que somos no meio do que nos acontece e por nos acontecer. Diria mesmo que se perde bastante.