«Acho abusivo justificar o terrorismo apenas com a invasão do Iraque, que aliás, em 2010, estava em vias de pacificação.
Mas em relação aos “jovens perdidos na vida e nos subúrbios”, por que raio é que isso tem de levar ao terrorismo jiadista? Também houve milhares de portugueses em bidonvilles, também há centenas de milhares de oriundos da Indochina nos subúrbios de Paris, e no entanto não consta que andem a queimar centenas de carros ou a entrar em redes extremistas.
Os subúrbios não serão grande coisa, mas se uns são de fugir, outros são relativamente normais e só se degradaram precisamente graças ao vandalismo desses “jovens”. E estamos a falar de países onde o estado social atinge a sua mais alta dimensão, portanto não me venham falar de abandono por parte das entidades públicas. Seria melhor se os seus pais tivessem ficado por Argel, Bamako ou Conakry?
Mais uma vez surge a culpa de “nós, ocidentais”. E porque não metem “eles” a mão na consciência e esperam que os outros resolvam todos os seus problemas?»
Do nosso leitor João Pedro. A propósito deste meu texto.

Acabar com a atribuição da nacionalidade pelo nascimento no território, é a medida inteligente que a Alemanha discerniu a tempo!
A Esquerda Marxista precisa arranjar maneiras para criticar o Ocidente.
Para o destruir. É simplesmente isso.
Usar o terrorismo e justificá-lo é só uma das muitas tácticas.
Note-se como a narrativa só funciona com suspension of disbelief é preciso quem argumenta desse modo fingir esquecer-se dos africanos, árabes cristão e muçulmanos, asiáticos mortos pelo Terrorismo Islâmico.
Ou “esquecer-se” de como as mulheres no Islão não fazem terrorismo para protestar a opressão, discriminações e as proibições a que são sujeitas.
É simplesmente uma táctica.
Mas na qual os processos de pensamento ajudam a demonstrar porque é que a mesma Extrema Esquerda conseguiu matar milhões ao longo da história sem remorso.
O seu problema é que ainda não percebeu que não interessa procurar culpado. Já os encontrámos aliás, suicidaram-se no ato.
Interessa é saber o que os levou a cometer os atos, para evitar que outros os repitam.
Claro que podemos sempre fazer um acordo com a Turquia ou outra ditadura e exportar para lá as populações que pensamos encarnarem o mal.
Só falta propor guardá-los em campos de refugiados com grandes fornos a gás.
Há coisas que jamais se esquecerão, como o nazismo e a invasão do Iraque… Se nos esquecermos, a História lembrar-nos-á, mas como ainda é tudo tão recente, não se esquece. Ninguém atribui o terrorismo somente à invasão do Iraque, mas ninguém pode nem deve esquecer que foi algo, em que nos metemos e destruímos, destruição essa, baseada em mentiras. Há sempre uma razão para tudo e se não buscarmos as razões e os motivos que levam a isso, jamais conseguiremos a solução para nada. Alguém acredita que por se prenderam 2, 3,4… Terroristas eles vão parar? Desenganem-se porque o que vai acontecer é aparecerem outros e outros e não vão parar. O cidadão normal não pode viver eternamente do estado social, quer mais, quer viver como o resto dos cidadãos. Os seus pais saíram dos países de origem para que eles e os seus, tivessem uma vida digna e essa vida digna não passa duma miragem. Enquanto uns vivem de miragens outros há que que vivem de Panama papers. É esta a realidade desta Europa onde tudo cheira a falso e ninguém se preocupa em ir ao fundo das questões.
Muito bem escrito !
P.S. – Só um aparte, já não cheira a falso, entram pelos olhos adentro as falsidades e só não vê (sente) quem não quer.
Se se opta por justificar ou contextualizar o mal que uns fazem com o mal que outros fazem ou fizeram, então sejamos intelectualmente honestos. E ao nazismo e à invasão do Iraque (coisas de magnitude tão diferente que a sua inclusão no mesmo raciocínio não abona muito a favor do mesmo), juntemos o estalinismo, o maoismo, o pol potismo.
Em matéria de matanças maciças e friamente calculadas e executadas, teremos então um conjunto mais ilustrativo da maldade humana.
Num patamar que deixa a invasão do Iraque a um nível ridículo. Com todos os males que tenha causado e sem os desculpar.
Um mínimo de bom senso no que se invoca e alguma independência perante dogmas indefensáveis, por favor.
Costa
«Acho abusivo justificar o terrorismo apenas com a invasão do Iraque, que aliás, em 2010, estava em vias de pacificação.»
O João Pedro acredita mesmo nesta frase que escreveu ?
O Iraque nunca esteve em vias de pacificação, os atentados suicidas lá são diários e só tem decrescido agora no ultimo ano e meio porque o ISIS optou por conquistar território na Síria , pois no Iraque já tinha, onde só não tomou a Bagdade porque os americanos intervieram, além de milícias iranianas.
Obviamente que não foi só a invasão do Iraque, foi tudo o resto, as aldeias massacradas, os hospitais bombardeados, os inúmeros “danos colaterais” dos americanos, os ataques de drones , os prisioneiros sem acusação, Abu Graib , enfim é fazer um histórico pelas noticias dos ultimos 15 anos do combate ao “eixo do mal”…
A culpa do terrorismo é, em primeiro lugar e de longe, dos … terroristas !!!
Em segundo lugar, a culpa é ainda dos cúmplices do terrorismo.
O Iraque de Saddam Hussein foi terrorista e cúmplice de terroristas.
Foi terrorista quando financiou, protegeu e deu guarida a terroristas de diversos grupos. Por exemplo, atribuindo uma compensação às familias dos terroristas suicidas palestinianos. Por exemplo, acolhendo e sustentando terroristas refugiados em Bagdad. Não foi por acaso que depois da queda de Saddam Hussein o terrorismo no pais e na região tenha resultado de uma aliança entre sectores do partido do regime, o Baas, e grupos islamistas inspirados pela Al-Qaeda e que viriam a estar mais tarde na base do Estado Islâmico.
Praticou ainda terrorismo de Estado ao atacar com armas quimicas populações civis chiitas e kurdas.
E, finalmente, sendo um Estado com um projecto de terrorismo regional e internacional, procurou dotar-se de armas de destruição maciça : constituiu stocks de armas quimicas (estavam degradados quando foram inspeccionados mas existiram e foram a seu tempo utilizados) ; teve programas ambiciosos para o desenvolvimento de armas biológicas e nucleares (não foram longe, ficaram pelo caminho ou em banho maria, mas a intenção era clara).
Se o Iraque de Sadam Hussein não tivesse sido militarmente neutralizado em 2003, os diferentes terrorismos na região teriam podido beneficiar da existência e cumplicidade de um Estado organizado e militarmente poderoso durante todos estes anos.
Quem pode agora assegurar que não teriamos tido nos anos seguintes mais terrorismo e mesmo um terrorismo ainda mais perigoso e alastrado do que aquele que tivémos e temos tido ??!…
O que é espantoso é que ainda haja hoje quem veja o regime de Saddam Hussein não como a ditadura sanguinária e terrorista que era mas apenas como uma vitima inocente dos americanos e dos aliados na coligação que então se formou e que incluia a generalidade das democracias ocidentais (com a única excepção da França) !!