«Haja alguém que me compreenda…
Tú me levantas, tierra de Castilla,
en la rugosa palma de tu mano,
al cielo que te enciende y te refresca,
al cielo, tu amo,
Tierra nervuda, enjuta, despejada,
madre de corazones y de brazos,
toma el presente en ti viejos colores
del noble antaño.
Con la pradera cóncava del cielo
lindan en torno tus desnudos campos,
tiene en ti cuna el sol y en ti sepulcro
y en ti santuario.
Es todo cima tu extensión redonda
y en ti me siento al cielo levantado,
aire de cumbre es el que se respira
aquí, en tus páramos.
¡Ara gigante, tierra castellana,
a ese tu aire soltaré mis cantos,
si te son dignos bajarán al mundo
desde lo alto!
Isto escrevia o velho “mocho” biscaínho, o grande Unamuno. Das terras de onde vieram uma parte dos meus antepassados. Antolin não é um nome de ressonâncias muito lusitanas, convenhamos…
E para aí foram viver uns outros, vindos do cantinho francês ali logo a seguir a San Sebastián, de St. Jean de Luz, os Hourmat. Depois resolveram vir até aqui e com portugueses e portuguesas casaram e aqui estamos.
Mas lá está sempre o apelo das terras que ficam para lá dos velhos marcos da raia. Das cidades conhecidas e doutras menos, como Soria, Huesca ou Teruel. De sítios mais pequenos, como Oliana, Olot ou Gajanejos.
De sons, cheiros e cores vivas. E comidas gratificantes.
Dos escritores como Miguel Delibes (o primeiro entre todos), Josep Pla, Gironella, Cunqueiro, Torrente Ballester, Umbral e por aí fora.
Gracias a usted, por el recuerdo.»
Do nosso leitor Fernando Antolin. A propósito deste texto da Isabel Mouzinho.
