«Admiro quem intui nestes actos de incompetência dum bando de órfãos da revolução vitoriosa um “novo caminho” para a União Europeia.
Será que se conseguem mesmo levar a sério? É que leio-os com atenção a ver se vislumbro esse milagroso caminho e só volto aos meus amigos revolucionários do PREC, que trinta anos depois ainda só conseguiram caminhar de vitória em vitória até à previsível derrota final. Ele é o sindicalismo a definhar, ele é as cooperativas a desaparecer, ele é o sector público a ser um pesadelo para os clientes, ele é as escolas privadas a passar para a frente dos ranks, ele é as viagens de avião em privado a metade do preço que a pública nossa TAP. Enfim, só vitórias.»
Do nosso leitor Cristof. A propósito deste texto do Luís Menezes Leitão.

O comentário é bom, mas justamente por isso, é (por enquanto) menos aplicável ao caso do Syriza.
Se havia caminho fácil, era o de cantar vitória à primeira cedência da UE, e disfarçar o falhanço sob a forma de “acordo vitorioso”.
Talvez, para adequação à palhaçada do discurso invertido, o objectivo do Syriza será a “derrota”, ou seja, o Grexit!
Já a governação portuguesa, como ouvimos repetidamente nos últimos tempos, está num imparável acumular de “vitórias”…