"Em relação ao sentimento de ‘desilusão’ penso que haverá um aspecto que a poderá minorar, quiçá contrariar (a esperança é a última a morrer): de facto no presente penso que o cartão de cidadão (CC) é essa soma de 5 (ou 4) cartões que refere. No entanto ele não é um cartão qualquer. Ele tem potencialidades de conter muita informação e poderá no futuro servir os desígnios que refere, de flexibilidade e comodidade para variadas acções do cidadão. Poderá ser uma ferramenta imprescindível, e só por isso há o mérito de estar implementada. Todas essas funcionalidades não surgem todas de uma vez: é necessário serem pensadas e especificadas. O benefício da dúvida portanto eu dou-a quanto ao mérito do CC.
De facto há muito para fazer. Refira-se que todas as tecnologias de informação que parece estarem à distancia de uma tecla são recentes. E a verdadeira revolução estará para vir: a das mentalidades. A todos os níveis da gestão publica pensar-se ‘info’ significará a preocupação permanente de como se gastará menos para fazer o que é preciso. Ou para fazer mais e melhor. Mas fazer por menos. Estaremos todos à altura de fazer e de aceitar? Eu penso que vai ser moroso. E que vão ser precisos impulsos como este do CC. E, mais do que informatizar processos pensados sem essa informatização, é preciso rever os processos à imagem da nova realidade – os meios informaticos.
Não será por acaso que existe um objectivo na ‘agenda de Lisboa’ da União Europeia, que é o da utilização plena das tecnologias de informação."
Do nosso leitor Pedro. A propósito deste texto do João Campos.


Mais do que um comentário, foi uma mensagem de esperança. Talvez ingénua, mas esperançosa. Lembro, porém, que «o que nasce torto tarde ou nunca se endireita»: o Cartão do Cidadão, ou CC, começou por chamar-se Cartão Único, ou CU.
É frequente os nossos ‘simplexes’ servirem para meter num sítio que não digo aqui.