«Quando eu era mais novo, existia uma diferença acentuada entre Capitalismo e Comunismo, os primeiros aproveitavam as suas capacidades para prosperarem e fazerem prosperar os seus empregados (nessa época ainda não havia colaboradores) e de um modo geral, as sociedades donde eram originários, adoravam a Democracia, dialogavam com os sindicatos (o que acontece actualmente na Autoeuropa, mas em grande) e criticavam os comunistas por nivelarem tudo por baixo. Pelo contrário, os comunistas, os tais que faziam tudo pelo povo, não tinham democracia, nem sindicatos, e tudo era feito com base no subsídio, na cunha do Partido e por uns serem mais iguais de que outros.
Passadas umas dezenas de anos, os banqueiros (os capitalistas dos capitalistas) não podem ir à falência, recebem subsídios do Estado para não irem à falência e quando pagam tudo o que devem, regressam à casa da partida e com o maior dos desplantes volta tudo ao mesmo, coisa de comunista, não? Os que vivem em plena sociedade capitalista vêem os salários cortados, as reformas cortadas, o número de anos de trabalho aumentado, tudo nivelado por baixo. Se continuarmos neste registo, vamos querer emigrar para a República Popular da China, que penso ser comunista para umas coisas e capitalista para outras.
Para as outras são só os empregados, peço desculpa, os colaboradores. Isto realmente é muito confuso…»
Do nosso leitor José Vieira. A propósito deste texto da Teresa Ribeiro.

Caro Pedro: spx?content_id=4509254&page=-1
Sei que este comentário (e especialmente a informação que lhe quero transmitir) não tem relação com o assunto do post, mas não tenho outra maneira de lho fazer chegar.
O seu post em que tratou disto já foi há bastantes dias, já nem aparece na página inicial do Delito.
Link do artigo: O reitor Sampaio da Nóvoa
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.a
Cumprimentos
Desconhecia o artigo, razão pela qual lhe agradeço a chamada de atenção. É um testemunho em primeira mão, com matéria substantiva e de uma pessoa por quem tenho apreço e cuja idoneidade de carácter não ponho em causa.
Pela parte que me toca, o assunto está esgotado. Mas far-lhe-ei provavelmente um destaque semelhante ao do texto inicial.
Cumprimento-o, com votos de boa semana.
Caro Pedro:
Por mim o assunto estava igualmente encerrado, não mais falei dele.
Mas uma amiga enviou-me há pouco este artigo, por isso resolvi partilhá-lo consigo.
Este seu comentário ainda aumentou mais a consideração intelectual que já tinha por si.
Cumprimentos.
Que chorrilho de asneiras.
Os banqueiros são muito menos capitalistas que a maioria das outras profissões. Não há sector económico tão próximo do Estado como a actividade bancária.
E os patrões do BES não o perderam?
Com o exemplo da China ainda fica mais grotesco o texto. Se há sítio onde há empresas políticas para uns mais iguais que outros é lá e onde se tem de fazer um “acordo” com o cacique comunista local.
Por cá ainda está para se fazer um livro das empresas que faliram por causa dos Comunistas.
No Daesh é que é bom.
Ao menos aí não há socialismo, porque não há Estado.
A massaroca circula em mochilas às costas dos chefões.
Este cromo lucklucky bem podia ir viver para aquele paraíso, pois como vê socialismo por todo o lado, ao menos lá teria a certeza de não ter tal ensombração.