«Se me lembro [do 25 de Novembro de 1975]. Prestava serviço militar em Castelo Branco como oficial miliciano.
O clima de indisciplina era insuportável, minado pelos SUV (soldados unidos vencerão) a soldo do Partido Comunista, da mesma forma que o é hoje a Intersindical. A ponto de um praça urinar no balcão da messe dos oficiais, porque era permitida a sua frequência. Não fossse a estaleca dos militares que tinham passado pela guerra colonial, que com a sua experiência conseguiram domar ímpetos mais vincados, leia-se “paninhos quentes”, e teria havido uma guerra civil originária nos quartéis.
Nunca esquecer Ramalho Eanes e o seu colaborador mais directo, Jaime Neves, que com as suas portuguesíssimas genuidade e engenho conseguiram deitar por terra as aspirações de uma minoria para a instalação de um totalitarismo.
Perante o que se está a passar neste momento, também não é de mais lembrar o posicionamento de Ramalho Eanes perante certas mordomias concedidas pelo poder político à sua pessoa e que ele rejeitou. Creio que terá sido o único a fazê-lo.»
Do nosso leitor Singularis Alentejanus. A propósito deste texto da Helena Sacadura Cabral.

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